De acordo com as informações do embaixador do Brasil em Portugal, os brasileiros correm risco de atentado terrorista no território europeu. As informações foram obtidas por meio de um e-mail, que continha ameaças às pessoas que moram no país.
Em Portugal, Raimundo Carrero, embaixador do Brasil em Lisboa, disse que já comunicou o caso ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). Além disso, esclareceu que o ministro responsável, João Gomes Cravinho, já tomou algumas medidas sobre o assunto.
De acordo com Carrero, que já esta no Brasil no momento, o ministro enviou um e-mail para as autoridades do país europeu e pediu investigações a fim de descobrir a origem da mensagem.
Brasileiros em Portugal estão em risco?
A população brasileira que se encontra no país segue em risco após essas ameaças. De acordo com Carrero, a preocupação principal das forças de segurança do Brasil estava focada no jogo entre o Brasil e Senegal, que aconteceu na última terça-feira (20).
Além disso, as forças brasileiras também estão focadas no Fórum Jurídico, que acontecerá em Lisboa, na próxima semana. Na ocasião, estarão presentes brasileiros importantes na política, como o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os presidentes do Senado e da Câmara.
No entanto, de acordo com Carrero, como o país está cheio de brasileiros em diversas cidades, é impossível cobrir pontos que possam ser ameaçadores.
Atentado terrorista: teor do e-mail ameaçador
O veículo O Globo teve acesso ao e-mail enviado, que contém o título: “Por uma Península Ibérica branca fora pretos e zucas”. No corpo de e-mail, o criminoso ressalta a sua ideia principal: os brasileiros devem sair do país.
O autor diz ser do partido de extrema-direita, chamado “Chega”, além de assinar com o nome de “Reich Português” — fazendo referências diretas às fases do nazismo.
Além disso, a ameaça não ficou restrita somente aos brasileiros. Indianos, marroquinos, judeus, negros, ciganos e a população LGBTQIAP+ também estão na lista de “personas non gratas” do autor.
Para finalizar, o criminoso declarou que, se não houver um “plano de expulsão em 60 dias”, haverá um massacre em uma área muito frequentada pela população negra e também pelos brasileiros — ou os “zucas”, como eles costumam chamar.
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