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Milhões de brasileiros podem ficar sem os benefícios do INSS

Em 2020, pelo menos 4 milhões de pessoas podem ter deixado de contribuir.

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A pandemia causada pelo novo coronavírus acaba de completar um ano e a crise econômica ainda não está dando sinais de que vai acabar; especialmente em um cenário que deixou quase 14 milhões de brasileiros desempregados. Além disso, muitas dessas pessoas, agora, também não recebem o Auxílio Emergencial e correm o risco de perder o direito a benefícios do INSS, como auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão, entre outros.

Isso pode acontecer porque quem deixa de recolher a contribuição ao INSS por mais de 12 meses perde esses seguros. No entanto, nem todos conseguem realizar o pagamento nas despesas, eprincipalmente agora. Com isso, muitas pessoas perdem o emprego e param de contribuir. De acordo com pesquisas do IBGE referentes ao último trimestre de 2020, pelo menos 4 milhões de pessoas podem ter deixado de contribuir ao INSS no ano passado.

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Milhões de brasileiros podem ficar sem os benefícios do INSS

Dessa forma, são milhões de pessoas que já perderam ou estão prestes a perder a condição de segurados do INSS, e que não têm a que recorrer neste momento, a não ser programas como o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família. A expectativa, para os especialistas, é que o país tenha uma melhora neste cenário apenas em 2022. E isso se o governo conseguir vacinar pelo menos 70% da população ainda este ano.

Além disso, dados do Boletim Estatístico da Previdência Social também mostram queda de 3% na arrecadação bruta em 2020 frente ao ano anterior. Essa é a primeira retração desde 2015. Assim, para autônomos e empregados, a proteção do INSS tem validade de 12 meses a partir da última contribuição. Ou seja, quem parou de contribuir no início da pandemia possivelmente já esteja desprotegido e sem direito aos benefícios do INSS.

Período de carência pode chegar a 36 meses

Entretanto, é preciso dizer que, se o trabalhador estiver buscando emprego, o prazo dobra para 24 meses. Já se a pessoa já contribui há mais de dez anos, o prazo então aumenta para 36 meses. Por fim, para os contribuintes facultativos, como donas de casa e estudantes, a condição de segurado só se estende por seis meses após a última contribuição.

Assim, a recomendação é continuar contribuindo com o INSS, mesmo que seja apenas uma vez a cada seis meses. A ideia, assim, é manter o direito aos benefícios. Então, para quem perdeu a condição de segurado, é preciso cumprir metade do período de carência exigido para voltar a ter direito aos benefícios. Já quem mantém a qualidade de segurado, e havia cumprido a carência, ainda pode solicitar o benefício.

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Imagem: fizkes / Shutterstock.com

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