Uma pesquisa recente da Panorama Mobile Time/Opinion Box, publicada em junho de 2025, revela que a maioria dos brasileiros troca de celular em um ciclo médio de três anos. O levantamento entrevistou 2.039 pessoas e oferece um retrato amplo sobre os hábitos de uso, os critérios de escolha, as preocupações com segurança e os impactos ambientais da troca frequente de dispositivos móveis no Brasil.
Quanto tempo o brasileiro demora para trocar de celular? Confira
Maioria dos brasileiros troca de celular a cada 3 anos, segundo pesquisa de junho de 2025. Veja os motivos, preferências, preocupações e mais.
Frequência de troca e comportamento por classe social

Ciclo médio de renovação é de três anos
O levantamento mostrou que 30% dos brasileiros substituem o aparelho a cada três anos, enquanto 27% fazem isso a cada dois anos. Há também uma parcela significativa, 21%, que permanece com o mesmo celular por cinco anos ou mais, principalmente entre as classes D e E, indicando um consumo mais contido ou acesso limitado a novas tecnologias.
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Canais de compra: online lidera
Marketplaces e redes varejistas dominam o cenário digital
51% dos entrevistados adquiriram seus aparelhos mais recentes pela internet, sendo 45% em marketplaces e 47% em redes varejistas com operações digitais.
Lojas físicas ainda são relevantes
Apesar do crescimento do e-commerce, as lojas físicas ainda ocupam espaço importante, principalmente entre as mulheres (45%), que apontam preferência por atendimento presencial e possibilidade de testar o aparelho antes da compra.
Funcionalidades mais usadas e critérios de escolha
Celular como dispositivo multifuncional
O celular se consolidou como equipamento central na rotina dos brasileiros. A pesquisa mostra que:
- 81% usam o celular como câmera fotográfica
- 74% como despertador
- 71% como calculadora
- 58% realizam pagamentos por aproximação
- 47% armazenam documentos oficiais
Esses dados revelam a crescente dependência do smartphone para múltiplas funções cotidianas.
Capacidade técnica pesa mais que estética
Ao escolher um celular novo, os brasileiros dão maior importância à potência do processador e à quantidade de memória disponível, enquanto características como inteligência artificial e aparência do aparelho são consideradas menos prioritárias.
A qualidade da câmera aparece como um critério dividido por gênero: 20% das mulheres consideram o item essencial, contra 11% dos homens.
Segurança: medo altera comportamento dos usuários
Roubos de celulares e consequências
A insegurança é uma realidade marcante no uso de celulares no Brasil. 34% dos entrevistados afirmaram já ter sido vítimas de roubo ou furto de celular — índice que sobe para 38% nas classes D e E.
Entre esses casos, 16% relataram prejuízos financeiros, com roubo de dinheiro por meio de contas bancárias acessadas via aparelho.
Medo afeta o uso em público
O receio de ser assaltado faz com que 85% dos brasileiros evitem usar o celular em locais públicos, com destaque para:
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+311 mil seguidores
- Transporte coletivo: 78% evitam
- Ruas movimentadas: 61% evitam
Apesar disso, apenas 15% possuem seguro contra roubo, e 21% registraram o aparelho no programa Celular Seguro, iniciativa do governo federal.
Sustentabilidade: descarte e acúmulo preocupam

Acúmulo de aparelhos antigos
O estudo aponta que 64% dos brasileiros ainda guardam celulares antigos em casa, comportamento que pode ser atribuído ao apego, medo de descartar dados ou falta de conhecimento sobre descarte correto.
FAQ – Perguntas frequentes
Qual marca é a mais usada no Brasil?
A Samsung lidera, seguida por Apple, Motorola e Xiaomi.
Qual sistema operacional domina os celulares no país?
O Android, com 72% de participação, contra 27% do iOS.
Onde os brasileiros compram seus celulares?
Principalmente online, por marketplaces e redes varejistas. Lojas físicas ainda são populares, sobretudo entre mulheres.
Considerações finais
O estudo aponta a maturidade do mercado brasileiro, mas também ressalta a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas que incentivem o descarte consciente, ampliem o acesso a tecnologias de proteção e promovam a inclusão digital de forma sustentável.
