Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Dividendos consistentes colocam empresa como favorita do BTG

BTG Pactual reitera compra de Allos, fixa preço-alvo de R$ 39 e projeta dividend yield de 11% ao ano.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Gerdau

O BTG Pactual revisou suas estimativas para a Allos (ALOS3), reiterou a recomendação de compra e elevou a companhia ao posto de principal escolha do banco no setor de shopping centers. Em relatório recente, os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris fixaram preço-alvo de R$ 39 para a ação, o que implica potencial de valorização de cerca de 23% frente à cotação de R$ 31,62.

A mudança de avaliação reflete, principalmente, uma inflexão estratégica da companhia: menos ênfase em crescimento acelerado e maior foco na geração de valor para o acionista, com destaque para uma política de dividendos mais robusta.

Leia mais:

Eleve suas viagens com o cartão TAP BTG Pactual Black

Por que a tese da Allos ficou mais atraente

Segundo o BTG, a Allos passou a apresentar uma proposta de valor distinta dentro do setor de shoppings. A estratégia atual privilegia retorno ao acionista, disciplina de investimentos e otimização do portfólio, em detrimento de um ciclo intenso de expansão.

Para o banco, esse reposicionamento tende a reduzir riscos operacionais e melhorar a previsibilidade dos resultados, especialmente em um ambiente de juros ainda elevados no Brasil, no qual investidores valorizam empresas com forte geração de caixa e distribuição recorrente de proventos.

Dividendos elevados e sustentabilidade

Um dos pontos centrais do relatório é a análise sobre a sustentabilidade dos dividendos projetados. O BTG estima que a Allos distribua entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão em dividendos em 2026, valor superior à geração de fluxo de caixa estimada em cerca de R$ 1 bilhão no mesmo período.

Apesar disso, os analistas avaliam que o nível de pagamento é sustentável por pelo menos três anos. Essa visão se apoia em três pilares principais:

Crescimento do fluxo de caixa livre no médio prazo

O BTG projeta aumento do fluxo de caixa livre entre 2027 e 2028, impulsionado por uma redução relevante nos investimentos (capex), à medida que o ciclo de maturação dos shoppings avança.

Expansão do EBITDA e eficiência operacional

Com os ativos mais maduros, a expectativa é de avanço do EBITDA, ao mesmo tempo em que as despesas administrativas tendem a diminuir. Esse ganho de eficiência amplia a capacidade de geração de caixa da companhia.

Venda adicional de ativos

O banco também considera a possibilidade de novas vendas de ativos como fonte complementar de recursos, reforçando a flexibilidade financeira da Allos sem comprometer sua operação principal.

Dividend yield e atratividade do papel

Com base nas projeções atuais, o BTG estima um dividend yield em torno de 11% ao ano, considerando um pagamento médio de R$ 0,29 por ação ao mês. Esse patamar coloca a Allos entre os maiores pagadores de dividendos do setor imobiliário listado na Bolsa.

Além disso, o relatório destaca que, mantendo a atual estratégia de proventos e controle de investimentos, a ação pode ser negociada a cerca de seis vezes o múltiplo P/FFO em três anos. Para 2026, o múltiplo estimado em aproximadamente dez vezes é considerado atrativo, especialmente diante do perfil mais defensivo e gerador de renda da companhia.

Histórico de fusões e aquisições

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A Allos carrega um histórico relevante de consolidação no setor. A empresa surgiu a partir da Aliansce, que se fundiu com a Sonae Sierra em 2019, dando origem à Aliansce Sonae. Em 2022, realizou uma nova operação de grande porte ao se unir à BRMalls, formando a atual Allos.

Com essas transações, a companhia chegou a aproximadamente 2,2 milhões de metros quadrados de área bruta locável (ABL), distribuídos em 53 shoppings pelo país.

Reposicionamento do portfólio e desalavancagem

Após o ciclo de aquisições, a Allos iniciou um processo de racionalização do portfólio. Desde então, vendeu nove ativos, reduzindo a ABL para cerca de 1,9 milhão de metros quadrados.

Segundo o BTG, esse movimento contribuiu para uma estrutura financeira mais confortável. A alavancagem caiu para 1,7 vez a dívida líquida sobre o EBITDA, ante 2,1 vezes registrados no quarto trimestre de 2023. O nível é considerado saudável e compatível com a estratégia de manutenção de dividendos elevados.

O que o investidor deve observar

Para o investidor pessoa física, a tese da Allos passa a combinar três elementos valorizados no cenário atual: dividendos elevados, menor necessidade de capex e múltiplos atrativos. Ao mesmo tempo, a disciplina financeira e a redução da alavancagem reduzem riscos em um setor historicamente sensível ao ciclo econômico.

Ainda assim, analistas ressaltam que o acompanhamento do fluxo de caixa, da evolução do endividamento e do ritmo de vendas de ativos será fundamental para confirmar a sustentabilidade da estratégia ao longo do tempo.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados