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Busca por crédito cai em todas as faixas de renda, segundo a Serasa Experian

Saiba por que a busca por crédito caiu em todas as faixas de renda e confira a influência do poder de compra neste cenário.

Avatar de Victória Victória · · 2 min de leitura
Pessoa segurando celular que mostra tela inicial app Serasa

De acordo com a Serasa, a demanda por crédito por parte dos consumidores de todas as faixas de renda chegou perto de 2 pontos percentuais a mais em novembro, se comparado ao mês de outubro. 

Dessa forma, a redução média nas solicitações por empréstimos e financiamentos foi de 16.7%. Vale destacar que no mês de outubro o número foi um pouco mais baixo do que isso, isto é, 14,8%. Essa é a marca mais significativa do ano, segundo a pesquisa Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, da Serasa Experian. 

Demanda por crédito

Primeiramente, é preciso mencionar que aconteceram diminuições acima do percentual citado. Ou seja, a faixa de renda entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 diminuiu em 17,8% a busca por crédito. 

Já a faixa de renda que passa dos R$ 10.000,00 também passou por uma redução de pedidos por crédito, ou seja, -14,7%. Dessa forma, confira a seguir o quadro completo de rendas e porcentagem de demanda por crédito disponibilizado pela Serasa Experian:

Tabela Serasa com dados a respeito da demanda de crédito de acordo com as faixas de renda.

Qual foi o motivo da redução de pedidos por crédito?

Apesar do que muitos pensam o motivo da redução não foram os benefícios disponibilizados pelo governo federal. Isso porque, segundo Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, os benefícios podem acabar estimulando as pessoas a solicitarem o crédito. 

Além disso, o especialista destaca que quem não possui renda para comprovar na hora de solicitar empréstimos e demais produtos financeiros, com a parcela dos benefícios passa a ter algo para apresentar como garantia. 

O poder de compra influencia neste cenário?

É preciso destacar que a alta da inflação traz impactos para a vida financeira dos consumidores, já que mesmo com as deflações recentes, o poder de compra está mais baixo do que em 2021.

Sendo assim, a capacidade de pagamentos diminui, o que consequentemente aumenta os pedidos por crédito. Assim, mesmo com promoções especiais como na recente Black Friday, os consumidores procuram evitar fazer compras que não consideram essenciais. 

Portanto, com a inflação tão alta, a taxa de juros também sobe e, consequentemente, as prestações. Luiz Rabi destaca que após as eleições os juros estão ainda maiores, especialmente os juros futuros. Além disso, para ele, as prestações já não cabem mais no bolso dos brasileiros, ainda mais em financiamentos longos, como para comprar imóveis e carros. 

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

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