Em um contexto de alta competitividade no mercado de trabalho, conquistar o primeiro emprego tornou-se um marco decisivo na trajetória profissional de milhões de jovens brasileiros. De acordo com levantamento da plataforma Onlinecurriculo, o termo “jovem aprendiz em” registrou mais de 3 milhões de buscas no Google ao longo do último ano, evidenciando a crescente demanda por oportunidades de entrada no mercado formal.
Banco do Brasil, Vivo e Itaú lideram buscas por primeiro emprego entre jovens
Demanda por jovem aprendiz cresce e movimenta o mercado. Saiba quais empresas lideram as buscas e como o programa impacta jovens e empregadores.
Entre as empresas mais buscadas estão grandes nomes dos setores financeiro, telecomunicações, alimentação e moda, com destaque especial para companhias listadas na Bolsa de Valores.
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As empresas mais buscadas: destaque para o setor financeiro

O Banco do Brasil (BBAS3) lidera o ranking de interesse, com aproximadamente 523 mil buscas no período analisado. Em 2025, a instituição prevê novas vagas por meio de parcerias com entidades sem fins lucrativos, reforçando seu papel como porta de entrada para jovens no mercado.
Em segundo lugar aparece a operadora Vivo (VIVT3), com 493 mil buscas, seguida pelo banco Itaú (ITUB4), com 334 mil pesquisas. Logo depois, surge o Bradesco (BBDC4), com 297 mil buscas e 567 vagas abertas em 20 estados e no Distrito Federal.
O setor financeiro domina o interesse dos jovens
Segundo os dados do levantamento, o setor financeiro concentrou 44% das buscas por vagas de jovem aprendiz. Outras gigantes do mercado, como a Petrobras (PETR4) e a Vale (VALE3), também registraram grande volume de pesquisas, somando 10% das buscas por oportunidades.
Ranking das empresas mais buscadas para jovem aprendiz
- Banco do Brasil (BBAS3) – 523 mil buscas
- Vivo (VIVT3) – 493 mil buscas
- Itaú (ITUB4) – 334 mil buscas
- Bradesco (BBDC4) – 297 mil buscas
- Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) – 10% do total combinado
O impacto do programa Jovem Aprendiz
Benefícios para os jovens
A especialista em carreiras da Onlinecurriculo, Amanda Augustine, afirma que o programa Jovem Aprendiz é uma via de mão dupla, beneficiando tanto os jovens quanto as empresas. “A iniciativa oferece uma experiência profissional inicial rica, com desenvolvimento de habilidades técnicas e interpessoais”, destaca.
Entre os atrativos mais buscados pelos jovens estão:
- Jornada de trabalho reduzida
- Salário proporcional
- Vale-transporte
- Plano de saúde
- Direito a férias e 13º salário
- FGTS com alíquota reduzida
Além disso, o modelo de currículo para jovem aprendiz foi um dos termos que mais cresceu em buscas, acompanhando o interesse crescente pelas vagas.
Vantagens para as empresas
Ainda segundo Amanda, o programa contribui para o avanço das pautas de diversidade, inclusão e responsabilidade social corporativa. O fortalecimento da agenda ESG (ambiental, social e governança) também é uma consequência positiva da participação ativa das empresas no programa.
A advogada trabalhista Crislaine Teotônio da Silva, do escritório Natal & Manssur, reforça outro ponto relevante: a redução de encargos trabalhistas. “A contribuição do FGTS é menor, e os contratos de aprendizagem geram incentivos financeiros e fiscais”, explica.
Outro benefício para as empresas é a retenção de talentos. “Muitos jovens permanecem na empresa após o término do contrato, já integrados à cultura organizacional e familiarizados com os processos internos”, afirma Crislaine.
O que determina a Lei do Jovem Aprendiz

Fundamentos legais e requisitos
Criado pela Lei nº 10.097/2000, o programa Jovem Aprendiz determina que empresas de médio e grande porte devem destinar entre 5% e 15% de suas vagas para aprendizes. Para participar, os jovens precisam ter entre 14 e 24 anos, estar matriculados e frequentando a escola (ensino fundamental ou médio).
A lei também assegura aos aprendizes:
- Contrato com duração de até 2 anos
- Salário proporcional à jornada
- Férias coincidentes com o calendário escolar
- Direito ao FGTS
- Acompanhamento teórico-prático por instituições de ensino profissionalizante
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Números de contratação continuam em alta
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelam que o primeiro semestre de 2024 teve a contratação de 58.656 jovens aprendizes, representando um aumento de 8,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.
De janeiro a novembro, foram contabilizadas 98.242 admissões, um crescimento de 11,9% na comparação com 2023.
Perspectivas para o futuro

Tendência é de crescimento e consolidação
Para o advogado Gilson de Souza Silva, especialista em Direito do Trabalho e sócio do CNFLaw, o cenário atual é favorável e tende a se consolidar. “A contratação de aprendizes é uma forma eficaz de garantir conformidade legal e fomentar a formação de novos talentos”, afirma.
O programa não apenas prepara jovens para o mercado, mas também promove a inclusão social e o desenvolvimento de competências profissionais duradouras.
Segundo Gilson, é importante que as empresas vejam o programa como investimento estratégico. “A formação prática e teórica simultânea torna esses jovens ativos valiosos no futuro”, conclui.
Dica para quem busca uma vaga de jovem aprendiz
- Mantenha o currículo atualizado
- Busque cursos gratuitos de capacitação
- Acompanhe as vagas em sites oficiais das empresas
- Prepare-se para entrevistas com perguntas básicas e de comportamento
- Respeite os prazos de inscrição e exigências legais
Conclusão
A crescente demanda por vagas de jovem aprendiz é reflexo de um mercado que busca cada vez mais incluir, formar e reter jovens talentos. Com empresas tradicionais abrindo espaço e iniciativas públicas reforçando a regulamentação, o programa se consolida como um pilar fundamental para o desenvolvimento profissional e social de milhares de brasileiros.
