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C6 Bank busca atrair clientes de alta renda
O plano do C6 Bank foi trabalhar no desenvolvimento da marca, focando na população mais afortunada, para se tornar mais rentável.
O fundador e principal sócio do C6 Bank, Marcelo Kalim, há quatro anos, quando a instituição foi inaugurada, estabeleceu um objetivo: alcançar o tamanho dos maiores bancos brasileiros, como o Itaú Unibanco. O alcance deveria ser em números de clientes e produtos, de maneira rentável, mas com uma operação 100% digital.
Atualmente o banco digital conta com mais de 20 milhões de contas abertas. Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido, pois o Itaú, maior banco privado da América Latina, tem cerca de 60 milhões de correntistas. Contudo, quanto aos produtos na prateleira, a meta foi quase alcançada, pois, segundo Kalim, o C6 Bank já tem disponíveis 90% dos produtos que os grandes bancos possuem.
C6 não é uma fintech
De acordo com Kalim, o C6 Bank não nasceu como uma fintech – sua licença bancária saiu no começo de 2019. Ele afirmou, em entrevista ao Estadão, que a decisão de tirar uma instituição financeira do papel do zero surgiu em 2016, quando leu que era possível criar um banco de varejo, que é aquele que atende as pessoas físicas, sem ter agências bancárias.
O grupo chegou a analisar a compra de um banco, porém logo os sócios notaram que esse não era o caminho. “Se tivéssemos uma instituição para transformar seria impossível”, afirma.
Foco em clientes de alta renda
Outra meta do C6 é ser rentável em um curto espaço de tempo. Dessa forma, desde o início, o plano foi de trabalhar no desenvolvimento da marca, focando na população mais afortunada. Justamente por isso, o banco contratou a top model Gisele Bundchen como garota propaganda, que passa essa imagem de sofisticação.
“Nossa visão é de que essa clientela é necessária para sustentar um banco e dar lucro”, afirmou. Por isso, o C6 Bank nunca se posicionou como uma fintech. Assim, com foco na alta renda, a próxima atitude da instituição será a segmentação dos clientes mais afortunados, o que é comum entre os grandes bancos.
Dessa forma, houve a ampliação da equipe de atendimento. Pois o C6 entendeu que esse tipo de cliente quer ter a opção de conseguir falar com um atendente, e não um robô, caso precise.
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Em 2021, o banco ainda estava no vermelho, com um prejuízo no valor de R$ 692 milhões.
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Imagem: rafapress / Shutterstock.com
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