No cenário atual do mercado de trabalho brasileiro, um grupo antes visto apenas como beneficiário de políticas sociais agora se destaca como protagonista na geração de empregos formais. Dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que cerca de 75% dos novos postos de trabalho criados entre janeiro e abril de 2025 foram ocupados por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
CadÚnico responde por 75% dos novos postos de trabalho no país
CadÚnico responde por 75% das novas vagas formais em 2025, com destaque para a participação feminina no mercado de trabalho.
Essa movimentação não só reforça o papel das políticas sociais na inclusão econômica, mas também revela uma mudança significativa no perfil da força de trabalho nacional, especialmente entre as mulheres.
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CadÚnico: motor da geração de empregos formais

O cruzamento de informações entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o Caged apresenta números expressivos. Entre os 920.761 empregos formais criados nos primeiros quatro meses deste ano, 689.378 foram preenchidos por pessoas cadastradas no CadÚnico, representando quase três quartos do total (74,9%).
Esse dado comprova que os programas sociais não apenas assistem as famílias em situação de vulnerabilidade, mas também facilitam sua inserção produtiva no mercado formal.
A presença feminina no mercado de trabalho formal
Um aspecto ainda mais destacado desses números é a maior participação das mulheres no saldo de empregos. No grupo do CadÚnico, elas representaram 56,6% das contratações, enquanto os homens somaram 43,4%. Para efeito de comparação, no total geral do Caged, a participação masculina ainda predomina, com 54,7%, frente aos 45,3% das mulheres. Essa inversão dentro do universo do CadÚnico demonstra que as políticas públicas vêm contribuindo para a ampliação do espaço feminino no mundo do trabalho, promovendo maior equidade de gênero.
Bolsa Família como ponte para a autonomia financeira
Os dados também destacam a relevância do Bolsa Família nesse contexto. Do total de novas vagas formais, 54,2% foram ocupadas por beneficiários do programa, totalizando 498.716 empregos. Entre esses, as mulheres também lideram com 55,2%, enquanto os homens representam 44,8%.
Esses números indicam que o Bolsa Família não só oferece proteção social, mas também estimula a independência econômica dos beneficiários, derrubando preconceitos comuns sobre a dependência de programas assistenciais.
Desmistificando preconceitos: trabalho e autonomia entre beneficiários
O secretário de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Desenvolvimento Social, Luiz Carlos Everton, ressalta o impacto positivo do CadÚnico e do Bolsa Família na inclusão econômica. Segundo ele, “O público do Cadastro Único e do Bolsa Família têm conseguido maior inserção no mercado de trabalho de uma forma geral no Brasil, sendo prioritários por parte de muitas empresas que, com ações articuladas com o MDS, têm contribuído para a inclusão socioeconômica dos mais vulneráveis”.
Complementando essa visão, o ministro Wellington Dias destaca o compromisso das famílias beneficiárias:
— “Isso desmistifica a ideia de que os beneficiários de programas sociais não têm interesse em trabalhar ou prosperar. Pelo contrário, essas famílias estão buscando sua autonomia, demonstrando compromisso com o trabalho e com a construção de um futuro mais próspero” — afirma.
Impactos positivos para a economia e para as empresas
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Os números do CadÚnico e do Bolsa Família refletem diretamente no crescimento econômico do país. Ao ampliar o acesso ao emprego formal para uma parcela vulnerável da população, esses programas sociais ajudam a dinamizar o mercado, promovendo maior consumo e estabilidade. Segundo Wellington Dias, “Os dados mostram que as pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único estão contribuindo para o crescimento das empresas e para o progresso do Brasil. É o governo Lula chegando junto para melhorar a vida dos brasileiros e brasileiras, com mais proteção social, emprego e renda”.
O papel das políticas públicas no futuro do emprego

O cenário apresentado evidencia a importância de políticas públicas integradas para transformar realidades sociais e econômicas. O Cadastro Único não é apenas um instrumento de identificação para programas sociais, mas uma ferramenta estratégica que fortalece a inclusão produtiva e a redução das desigualdades.
O mercado de trabalho brasileiro, especialmente no setor formal, tem se beneficiado diretamente dessas ações, com maior diversidade e acesso ampliado.
Conclusão: um caminho para a inclusão e o desenvolvimento sustentável
Os dados de 2025 evidenciam uma mudança positiva e concreta: as políticas sociais como o Bolsa Família e o CadÚnico estão rompendo antigos paradigmas sobre pobreza e emprego no Brasil. Mais do que assistencialismo, elas se mostram como pilares para o desenvolvimento sustentável e inclusivo, promovendo dignidade, autonomia e crescimento econômico. Essa transformação social, combinada com o compromisso do governo e da sociedade, fortalece a esperança de um país mais justo e próspero para todos.
Com informações de: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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