O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (18) que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito. Segundo ele, o programa deve ser tratado como uma política de Estado voltada às pessoas em situação de extrema pobreza.
A declaração foi dada à imprensa após a participação do candidato em um evento com representantes dos setores de comércio e serviços. Na mesma ocasião, Caiado confirmou que Guilherme Afif, secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo, participará de sua campanha e deverá comandar a área relacionada às pequenas e médias empresas em um eventual governo.
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Caiado promete manter o Bolsa Família

Caiado afirmou que o Bolsa Família continuará existindo caso ele chegue à Presidência. Para o candidato, a transferência de renda não deve ser tratada como uma iniciativa ligada exclusivamente a um governo ou partido.
“O Bolsa Família sempre será mantido. Isso não é política de candidato à presidência da República, é política de Estado”, declarou.
A afirmação ocorre durante o período eleitoral e representa o compromisso apresentado pelo candidato com a continuidade do programa. Atualmente, o Bolsa Família é regulamentado pela Lei nº 14.601, de 2023, que instituiu o programa e substituiu o Auxílio Brasil.
A legislação estabelece entre os objetivos da política o combate à fome, a redução da pobreza e a interrupção do ciclo de reprodução da pobreza entre gerações.
O Bolsa Família pode ser alterado por um novo governo?
A declaração de Caiado não significa que o funcionamento do programa dependa apenas da vontade do presidente. O Bolsa Família possui uma estrutura legal própria e é regulamentado por diferentes normas federais.
Isso significa que uma eventual mudança de governo não interromperia automaticamente os pagamentos. Alterações em critérios, valores, benefícios ou regras de permanência precisariam seguir os instrumentos legais e administrativos correspondentes.
Para quem já recebe o benefício, portanto, a declaração de Caiado representa uma promessa de continuidade caso ele seja eleito. Não houve, na fala divulgada, anúncio de mudança nos valores ou nos critérios atualmente utilizados.
Quem é Guilherme Afif?
Além de falar sobre o Bolsa Família, Caiado confirmou que Guilherme Afif estará em sua campanha presidencial.
Segundo o candidato, Afif deverá ficar responsável pela área de pequenas e médias empresas em um eventual governo. Ao ser questionado se o secretário havia aceitado participar da equipe, Caiado respondeu que sim.
Afif tem uma trajetória política e empresarial ligada às micro e pequenas empresas. Ele já presidiu o Sebrae Nacional, ocupou cargos públicos e foi ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República.
Atualmente, atua como secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo.
Qual seria o papel de Afif em um eventual governo?
Caiado afirmou que Afif seria o “ministro específico” responsável pela área de pequenas e médias empresas.
A declaração, no entanto, não representa uma nomeação oficial. O cargo somente poderia ser definido caso Caiado vencesse a eleição e posteriormente formasse seu governo.
A escolha sinaliza que a pauta dos pequenos negócios deverá ocupar espaço na campanha do candidato. O setor reúne milhões de empreendedores e tem peso relevante na geração de empregos e na atividade econômica brasileira.
O que muda para quem recebe o Bolsa Família?
Por enquanto, nada.
A declaração de Caiado não altera as regras do programa nem modifica pagamentos, critérios de inscrição ou condições de permanência. O Bolsa Família continua seguindo a legislação atualmente em vigor.
O programa utiliza o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) como uma das principais bases para identificação das famílias que podem receber os benefícios.
Em caso de uma eventual mudança de governo, qualquer alteração relevante dependeria das medidas adotadas pela nova administração e, quando necessário, de mudanças na legislação.
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Declaração ocorre durante a corrida presidencial
A fala de Caiado acontece em meio à apresentação de propostas e nomes que podem integrar sua equipe de governo.
O candidato tem buscado apresentar posições sobre diferentes áreas e, ao confirmar Afif, reforçou a intenção de dar atenção específica às pequenas e médias empresas.
Já a declaração sobre o Bolsa Família procura deixar clara sua posição sobre a continuidade de um dos principais programas de transferência de renda do país.
Os dois anúncios têm naturezas diferentes: enquanto a manutenção do Bolsa Família foi apresentada como um compromisso político, a participação de Afif está relacionada à formação da equipe que poderá acompanhar Caiado durante a campanha e, em caso de vitória, eventualmente integrar seu governo.
O que acontece agora?

As declarações ainda fazem parte do processo eleitoral e não alteram, neste momento, nenhuma política pública.
O Bolsa Família continua funcionando conforme suas regras atuais, enquanto Guilherme Afif permanece no cargo que ocupa no governo de São Paulo.
Ao longo da campanha, Caiado deverá detalhar como pretende financiar e administrar o programa, além de apresentar propostas para pequenas e médias empresas e outras áreas da economia.
Para o eleitor, o ponto central da declaração desta terça-feira é claro: Caiado afirma que não pretende extinguir o Bolsa Família caso seja eleito e sinaliza que Guilherme Afif terá papel de destaque em sua agenda para pequenos negócios.
Conclusão
A declaração de Ronaldo Caiado deixa clara a intenção de manter o Bolsa Família caso seja eleito presidente, enquanto a escolha de Guilherme Afif sinaliza uma atenção maior às pequenas e médias empresas em sua campanha. Por enquanto, nenhuma regra do programa foi alterada e os beneficiários não precisam tomar qualquer providência. As propostas ainda deverão ser detalhadas ao longo da corrida eleitoral, principalmente em relação ao financiamento do programa e às medidas para os pequenos negócios. Para o eleitor, os próximos passos serão importantes para entender como essas promessas seriam colocadas em prática em um eventual governo.



