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Caixa vai aumentar pausa estendida em financiamento da casa própria por 4 meses

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Quem tem financiamento imobiliário na Caixa Econômica Federal vai ganhar quatro meses de prazo para pagamento dos parcelas. Esse aumento na pausa estendida no financiamento da casa própria foi anunciado pelo presidente Bolsonaro na última quinta-feira (14). A suspensão de financiamento já foi solicitada por cerca de 2,3 milhões de clientes.

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Essa pausa estendida vale para contratos antigos de financiamento imobiliário de pessoas físicas, que tenham no máximo 180 dias de atraso. Quem utilizou o FGTS para abater parte da prestação também pode pedir a suspensão. Para empresas que têm financiamento imobiliário, o prazo maior na pausa estendida pode ser concedido se houver até 60 dias de atraso.

No entanto, o processo de suspensão das parcelas não é automático. Os clientes que precisarem do prazo extra devem entrar em contato com a Caixa. Pela internet, pode ser usado o aplicativo Habitação Caixa. Já pelo telefone, o atendimento ocorre pelo número 0800 726 0505. Por outro lado, em caso de renegociação de contratos, o número é 0800 726 8068. Ir até a agência deve ser só em último caso, para evitar aumentar a contaminação por coronavírus.

Inicialmente, a prorrogação de vencimento das parcelas era de dois meses, mas depois foi aumentando com a continuação da quarentena. A mudança foi fruto da conversa do presidente Bolsonaro com Pedro Guimarães, presidente da Caixa. A primeira prorrogação havia sido feita em março.

Quem financiou um imóvel a partir de 13 de maio vai contar com seis meses de carência. Em outras palavras, durante esse prazo, não há obrigação de pagar as parcelas. Essa é uma forma de estimular as pessoas a não cancelarem seus planos de compra em função da pandemia.

Muitas pessoas estão sofrendo problemas financeiros causados pela crise do novo coronavírus. Apesar de ficar em casa ser a melhor forma de evitar o contágio da doença, é preciso contornar o impacto financeiro do afastamento social. Sendo assim, para o presidente Bolsonaro, é preciso rever o isolamento para que a situação econômica não se agrave.

Condições em outras instituições financeiras

No caso dos outros bancos, não há uma regra específica de suspensão de parcelas, portanto é preciso entrar em contato para negociar os prazos. O Santander garante que os clientes podem suspender o pagamento por dois meses e, mesmo quem já pediu a prorrogação, pode pedir mais 60 dias. Os juros desse período são acrescentados ao saldo devedor do financiamento.

O Banco do Brasil não fez nenhum comunicado sobre adiamento do pagamento de parcelas, porém os clientes podem alterar o dia de vencimento das faturas. Além disso, é possível estender o prazo final do financiamento, diminuindo as parcelas.

O Itaú também permite diminuir o valor das parcelas e aumentar o prazo total, assim como oferece carência de 120 dias para novos contratos. No caso do Banrisul, é possível suspender por dois meses as parcelas, sendo o valor delas diluído no saldo devedor.

Não sabe quais contas pagar com a pandemia?

Em meio ao isolamento e às incertezas, a renda de muitas pessoas diminuiu nos últimos meses. Com isso, às vezes é necessário escolher quais contas deixar em dia e quais contas pagar depois. Com o dinheiro do Auxílio Emergencial, que terá sua segunda parcela paga em breve, é preciso fazer boas escolhas.

O primeiro passo é conseguir mais prazo para as suas contas. Entrar em contato com a Caixa e outros bancos para pedir uma prorrogação dos prazos é a melhor forma de não ficar inadimplente e evitar os juros abusivos. Vale também para pagamento de escola dos filhos, serviços etc. Renegociar prazos é essencial nesse momento.

Então, escolha pagar aquelas que de fato não podem mudar o vencimento. Entre elas, se for preciso escolher, priorize as contas com a maior taxa de juros. Se você atrasar o pagamento delas, os juros altos transformarão sua dívida em uma bola de neve.

Vale a pena fazer um financiamento agora?

Com a carência de seis meses, quem está em um momento de maior segurança financeira pode aproveitar as condições para fazer um financiamento imobiliário. Os juros baixos, com a Selic a 3% ao ano, também contribuem para que os financiamentos e outros tipos de crédito fiquem mais baratos. Estima-se que os juros possam cair ainda mais durante este ano, chegando a 2,25%.

Antes de tudo, é preciso se certificar da sua situação financeira atual. Somente contrate o financiamento se você tem condições, se tem uma boa reserva de emergência e um bom saldo no fundo de garantia, além de maior estabilidade profissional.

Comprar um imóvel agora também é uma forma de garantir uma renda no futuro, por meio dos aluguéis. Para quem tem economias guardadas, essa é uma forma de se prevenir de uma possível crise financeira e aproveitar as boas condições no mercado imobiliário hoje.

Se você decidiu contratar um financiamento para comprar uma casa ou apartamento, pode contar com a internet para verificar as melhores condições. A plataforma Melhor Taxa faz comparações entre ofertas de financiamento para que você possa saber o que é oferecido por cada instituição financeira. O site também permite fazer portabilidade e refinanciamento.

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Imagem: Pressfoto /  Freepik

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