A Caixa Econômica Federal realizou um estudo a pedido do Governo Lula sobre os impactos que a correção monetária do fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) traria para a situação habitacional brasileira.
Caixa liga alerta para brasileiros que querem comprar a casa própria; entenda
Um estudo da Caixa revelou um cenário habitacional negativo em decorrência de um importante julgamento no STF. Confira!
O tema da correção do FGTS está em pauta no Supremo Tribunal Federal. A retomada do julgamento acontecerá no próximo dia 18, como determinou o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. Saiba mais sobre o caso na sequência.
Caixa prevê catástrofe habitacional com correção do FGTS

Atualmente, o rendimento do FGTS toma como base a Taxa Referencial (TR) mais 3%. De acordo com o Solidariedade, que entrou com a ação em 2014, o ideal seria que a correção fosse feita considerando a inflação.
Logo, o ministro Barroso, que também é o relator, depositou o seu voto defendendo que a correção aconteça com o mesmo índice da poupança, que é de 0,5% + TR atualmente. Porém, segundo o estudo da Caixa, isso causaria o aumento da taxa média de juros do financiamento habitacional, que aumentaria de 5,25% ao ano para 7,60% ao ano.
Logo, a Caixa entende que isso impediria que cerca de 48% das famílias de baixa renda consigam tomar financiamento para conquistar sua casa própria. Ainda, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional projetou que, se o voto de Barroso for maioria no STF, o governo precisaria desembolsar mais R$ 20 bilhões anuais para manter a estimativa anual do Minha Casa, Minha Vida.
Menos famílias conseguiriam adquirir casas
O estudo da Caixa ainda mostrou que as contratações de unidades habitacionais cairia pela metade. Assim, a queda seria dos atuais 480 mil para 254 mil. Isso porque haveria a elevação da taxa de juros, com o risco de não haver novos aportes do governo.
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A retomada do julgamento está marcada para o dia 18 de outubro. Além de Barroso, André Mendonça também votou a favor a alteração da correção monetária do FGTS. O próximo a depositar seu voto é Nunes Marques, que pediu vista sobre essa pauta em abril.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com
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