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Caixa liga alerta para brasileiros que querem comprar a casa própria; entenda

Um estudo da Caixa revelou um cenário habitacional negativo em decorrência de um importante julgamento no STF. Confira!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Fachada de uma agência da Caixa Econômica Federal.

A Caixa Econômica Federal realizou um estudo a pedido do Governo Lula sobre os impactos que a correção monetária do fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) traria para a situação habitacional brasileira.

O tema da correção do FGTS está em pauta no Supremo Tribunal Federal. A retomada do julgamento acontecerá no próximo dia 18, como determinou o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. Saiba mais sobre o caso na sequência.

Caixa prevê catástrofe habitacional com correção do FGTS

Fachada de uma agência da Caixa Econômica Federal.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com

Atualmente, o rendimento do FGTS toma como base a Taxa Referencial (TR) mais 3%. De acordo com o Solidariedade, que entrou com a ação em 2014, o ideal seria que a correção fosse feita considerando a inflação.

Logo, o ministro Barroso, que também é o relator, depositou o seu voto defendendo que a correção aconteça com o mesmo índice da poupança, que é de 0,5% + TR atualmente. Porém, segundo o estudo da Caixa, isso causaria o aumento da taxa média de juros do financiamento habitacional, que aumentaria de 5,25% ao ano para 7,60% ao ano.

Logo, a Caixa entende que isso impediria que cerca de 48% das famílias de baixa renda consigam tomar financiamento para conquistar sua casa própria. Ainda, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional projetou que, se o voto de Barroso for maioria no STF, o governo precisaria desembolsar mais R$ 20 bilhões anuais para manter a estimativa anual do Minha Casa, Minha Vida.

Menos famílias conseguiriam adquirir casas

O estudo da Caixa ainda mostrou que as contratações de unidades habitacionais cairia pela metade. Assim, a queda seria dos atuais 480 mil para 254 mil. Isso porque haveria a elevação da taxa de juros, com o risco de não haver novos aportes do governo.

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A retomada do julgamento está marcada para o dia 18 de outubro. Além de Barroso, André Mendonça também votou a favor a alteração da correção monetária do FGTS. O próximo a depositar seu voto é Nunes Marques, que pediu vista sobre essa pauta em abril.

Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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