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Caixa luta para recuperar R$6 bilhões em dívidas imobiliárias!

Caixa inicia renegociação de dívidas para recuperar R$6 bilhões em créditos inadimplentes. Descubra mais!

A Caixa Econômica Federal está implementando estratégias para recuperar uma volumosa quantia em dívidas relacionadas a financiamentos imobiliários herdados do extinto Banco Nacional de Habitação (BNH).

O valor dessas dívidas que remanescem do BNH, extinto em 1986, ultrapassa a cifra dos seis bilhões de reais, comprometendo significativamente os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Entenda!

Introdução às medidas de recuperação

Fachada de uma unidade da Caixa Econômica Federal
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com

O montante exato que a Caixa busca recuperar foi revelado em R$ 6,32 bilhões, conforme declaração das Demonstrações Financeiras do banco de 2022, divulgadas em 2023.

A partir de 07 de maio, a instituição financeira abriu um processo de renegociação visando a recuperação desses valores, através de uma circular publicada no Diário Oficial da União.

Como funciona a renegociação proposta pela Caixa?

A renegociação proposta engloba dívidas nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura entre outras.

Os devedores terão a oportunidade de prorrogar o período de carência até o final de dezembro de 2026, condição que visa facilitar a organização financeira dos envolvidos e possibilitar a novação dos créditos inadimplentes.

Complementarmente, o pagamento do valor renegociado poderá ser parcelado em até 360 meses, considerando a capacidade de pagamento do devedor e as garantias oferecidas.

Detalhes da atualização e liquidação das dívidas

A atualização dos contratos para apuração da dívida será realizada até a data da renegociação, com base no índice de remuneração básica aplicado às contas do FGTS.

Além disso, para os casos de liquidação ou amortização, será possível utilizar os títulos CVS, emitidos pelo Tesouro Nacional com taxa de juros nominal de 3,08% ao ano, ou, mediante análise, bens do devedor livres de ônus.

Perspectivas futuras para as renegociações

Segundo a portaria que regula o parcelamento de dívidas, a prestação e a dívida renegociada sofrerão atualizações mensais. Interessantemente, daqui até o final de 2026, a taxa de juros aplicada será de 3,08% ao ano.

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Após essa data, a taxa subirá para 6% ao ano a partir de janeiro de 2027. Essas condições de renegociação buscam equilibrar as necessidades dos devedores com os objetivos de recuperação financeira da Caixa, garantindo um futuro mais estável tanto para o banco quanto para os beneficiados pelas medidas.

Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com