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Caixa oferece facilidades para alavancar financiamento imobiliário

A Caixa Econômica Federal tem buscado um crescimento maior do que em 2021 no setor de financiamento imobiliário.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Caixa taxa de juros

Embora seja quase unanimidade, os cinco maiores bancos do Brasil acreditam que o crédito imobiliário vai desacelerar em 2022.

Apesar disso, a Caixa Econômica Federal tem buscado um crescimento maior do que em 2021 e uma das iniciativas da estatal para alcançar isso foi o lançamento de um amplo pacote para o setor em abril.

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Crescimento do financiamento imobiliário

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), no ano passado, o financiamento imobiliário teve um crescimento de 46%, chegando a R$ 255 bilhões. Apesar de ter avançado, a Caixa teve redução na sua participação no mercado, indo de 69,3% para 66,5%. Em 2022, a meta da estatal é um crescimento de 20% no segmento.

Com esse objetivo, o banco intensificou o trabalho, o que resultou em um recorde no primeiro trimestre de R$ 34,4 bilhões em contratações, o que corresponde a 17,8% acima do valor contratado no mesmo período em 2021. Desse montante, R$ 21,4 bilhões foram efetuados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

“O imobiliário continuará sendo a principal carteira da Caixa. Não faltarão recursos, e vamos continuar crescendo com recursos próprios”, afirmou Pedro Guimarães, presidente da Caixa.

Em abril, a Caixa anunciou um pacote de facilidades destinado ao financiamento à construção, com a reformulação do Plano Empresário – linha que contempla construtoras – além de medidas para compradores de imóveis, como a carência em financiamentos. 

Taxas menores

Os bancos privados elevaram as taxas cobradas no financiamento imobiliário para repassar o custo da taxa Selic, que atingiu 12,75%, ao consumidor.

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Até março, a Caixa estava fazendo o mesmo, mas a partir daí, começou a reduzir a taxa vinculada à poupança para a porcentagem máxima de 8,97% ao ano, enquanto nas demais instituições financeiras, o juro varia entre 9% e 10% ao ano. 

A inadimplência na área imobiliária tem sido um desafio. Na Caixa, o número de clientes inadimplentes subiu 0,55 ponto porcentual em um ano.

Contudo, Pedro Guimarães afirma que esse aumento ainda não é motivo de preocupação e que a estatal por enquanto não tem acelerado a retomada de imóveis, pois a prioridade é ajudar o cliente.

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Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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