Em cerimônia da Caixa Econômica Federal na manhã de hoje (dia 02/12/2019), o presidente Jair Bolsonaro, disse que a Selic (taxa básica de juros no país) poderá ser reduzida a 4,5% (atualmente é de 5% ao ano). A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central será realizada semana que vem.

O presidente fez a afirmação ao defender a independência do Banco Central na definição da política de juros e reforçou que apenas “torcia” pela queda da Selic.

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“Com essa política dele de reduzir a taxa de juros, você aumenta o número de clientes, diminui a inadimplência e, em consequência, aumenta o lucro. É fácil né?”, disse Bolsonaro, se referindo a Pedro Guimarães, presidente da Caixa.

“Eu não entendo de economia. Aquela que entendia está pagando uma conta altíssima. Também naquela época reduziu a taxa de juros na canetada. Hoje, sem canetada, está em 5%. Deve chegar a 4,5%, eu torço, né”, declarou o presidente, fazendo referência à ex-presidente e economista Dilma Rousseff.

De acordo com Bolsonaro, o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou a ele se sentir com total independência na função.

“Nós tivemos a coragem de enviar ao Congresso um projeto para tornar independente o Banco Central, para não ter indicação política. O atual presidente da Caixa Roberto Campos Neto, eu perguntei se ele estava com pressa para ser aprovado esse projeto no congresso e ele respondeu ‘Não, porque eu me considero independente do seu governo'”, disse Bolsonaro, confundindo o cargo de Roberto Campos Neto, que na verdade é presidente do Banco Central.

Estímulo ao microcrédito

Por sua vez, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que estava no evento, afirmou que, se confirmadas as previsões de queda na Selic, o banco deve anunciar novos cortes nos juros cobrados dos clientes. Conforme Guimarães, a Caixa quer fortalecer sua atuação na oferta de microcrédito à população mais pobres.

“A Caixa vai ser o banco do microcrédito. Nós faremos uma viagem à Índia e à China e ano que vem vamos anunciar uma revolução no microcrédito. Faremos uma operação para 20, 30 milhões de brasileiros, que hoje não tem nada e quando eles têm que tomar dinheiro eles vão tomar a 5%, 10%, 15% até 22% ao mês, num país que tem 3% de inflação ao ano e 5% de juros ao ano, não é correto você cobrar exatamente daquele mais humilde, 10%, 15%, 20%”, declarou Guimarães.

“Foi por isso que nós reduzimos a taxa de cheque especial de 14% a 4,99%, e semana que vem, se houver uma redução da Selic, se houver, já estou falando aos senhores em primeira mão, porque já houve a aprovação matemática, nós faremos mais reduções no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito, entre outros”, afirmou o presidente da Caixa.

O que é a taxa SELIC?

A Taxa SELIC é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é a referência referência para o cálculo das demais taxas de juros cobradas pelo mercado e para definição da política monetária praticada pelo Governo Federal do Brasil. Uma queda da SELIC, como a anunciada nessa notícia, portanto, tende a estimular o consumo e a atividade produtiva. Isso ocorre porque há mais crédito disponível.

Criado em 1979, o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) é um sistema informatizado destinado ao registro, custódia e liquidação de títulos públicos federais. Apenas instituições credenciadas no mercado financeiro têm acesso ao SELIC. Este sistema opera basicamente com títulos emitidos pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional, como por exemplo, Letra do Tesouro Nacional e Nota do Tesouro Nacional.

A meta para a taxa SELIC é estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), que a determina periodicamente para fins de Política Monetária.

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