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Caixa retoma atendimento integral nas agências nesta quarta-feira após 20 dias de greve

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 8 min de leitura
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A Caixa Econômica Federal informou que as agências do banco voltarão a funcionar normalmente a partir desta quarta-feira (30), depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou o encerramento da greve nacional dos empregados.

A paralisação começou em 10 de setembro e foi motivada principalmente pelo impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), especialmente em relação ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (29), em Brasília.

A decisão foi tomada pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST, que acompanhou o voto do relator, ministro Maurício Godinho Delgado. A Corte considerou a greve legítima, mas determinou que os trabalhadores retornassem às atividades imediatamente, com prazo máximo até esta quarta-feira.

Para os clientes, a principal consequência é a retomada do atendimento presencial. Para os empregados, a decisão também estabeleceu regras sobre reajustes, plano de saúde e compensação do período de paralisação.

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Quando as agências da Caixa voltam a funcionar?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

As agências da Caixa devem retomar o funcionamento integral nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026.

A determinação do TST encerrou a greve iniciada no dia 10 de setembro. Durante a paralisação, uma decisão anterior da Corte havia determinado que pelo menos 60% do efetivo de cada agência permanecesse em atividade, presencialmente ou de forma remota, para garantir serviços considerados essenciais.

Com o fim do movimento, a Caixa informou que pretende restabelecer integralmente o funcionamento das unidades.

A paralisação chegou a afetar o atendimento presencial em diversas regiões do país. Serviços digitais, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui continuaram sendo utilizados durante o período.

Por que os funcionários da Caixa entraram em greve?

O movimento começou após o fracasso das negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.

O principal ponto de divergência foi o Saúde Caixa. Os trabalhadores rejeitaram propostas apresentadas pela instituição para alterar o modelo de custeio do plano de assistência médica.

Entre as propostas discutidas estavam mudanças nas contribuições dos empregados e dependentes, além de alterações na participação da Caixa no financiamento do plano.

A discussão ganhou peso porque o custo do benefício representa uma parcela relevante da remuneração indireta dos funcionários. Representantes dos trabalhadores argumentaram que determinadas mudanças poderiam reduzir o efeito do reajuste salarial obtido nas negociações.

A Caixa, por sua vez, apresentou as mudanças como parte das medidas para garantir a sustentabilidade financeira do plano.

O que o TST decidiu sobre a greve?

O TST determinou o fim imediato da paralisação e rejeitou o pedido da Caixa para declarar a greve abusiva.

O julgamento foi unânime e acompanhou o voto do ministro Maurício Godinho Delgado. A Corte também determinou que os empregados retornassem ao trabalho até 30 de setembro.

A decisão ainda estabeleceu que os dias não trabalhados durante a greve deverão ser compensados em até 180 dias, sem desconto imediato dos salários.

Na prática, isso significa que o período de paralisação não será simplesmente tratado como dias de trabalho pagos sem contrapartida: os empregados terão de repor as horas conforme as regras estabelecidas.

Qual foi o reajuste definido para os funcionários?

Há divergência entre as primeiras informações divulgadas por veículos de imprensa sobre o percentual exato do reajuste, mas as reportagens atualizadas após o julgamento apontam que o TST estabeleceu correção baseada no INPC acumulado, acrescida de 0,6 ponto percentual de ganho real.

Algumas publicações registraram o resultado como 4,31%, enquanto outras arredondaram ou divulgaram 4,6%. A própria cobertura do UOL foi posteriormente atualizada para registrar 4,31% como reajuste salarial, enquanto o Saúde Caixa aparece com correção de 4,6% em outras reportagens.

Por isso, a informação mais segura para o leitor é separar os dois números: o reajuste salarial divulgado nas informações atualizadas foi de 4,31%, enquanto o percentual de 4,6% foi associado ao Saúde Caixa por parte da cobertura do julgamento.

O reajuste tem efeitos a partir de setembro e as regras definidas no julgamento terão vigência por dois anos, até 2028.

E o Saúde Caixa, como fica?

O plano de saúde foi o centro da disputa entre a Caixa e os empregados.

O TST também estabeleceu uma correção para o Saúde Caixa, mantendo parâmetros que haviam sido discutidos durante as negociações. Entre eles está a manutenção da contribuição do titular em 3,5% da remuneração-base, com teto de 7%, conforme a cobertura do julgamento.

A questão do plano envolve ainda regras de contribuição, coparticipação, dependentes e cobertura de eventuais déficits.

Antes do julgamento, a Caixa havia apresentado propostas que previam alterações nesses valores. Trabalhadores e sindicatos rejeitaram as mudanças, argumentando que elas poderiam aumentar significativamente o custo do benefício para algumas famílias.

Com a decisão judicial, parte dessas regras passa a ser definida pelo dissídio coletivo, reduzindo o espaço para a continuidade da paralisação motivada especificamente por esse impasse.

O que muda para quem precisa ir a uma agência da Caixa?

Para o cliente, a principal mudança acontece no atendimento presencial.

A partir desta quarta-feira (30), a expectativa é que as agências voltem a operar normalmente. Quem precisava resolver questões que não podiam ser solucionadas pelos canais digitais poderá procurar novamente uma unidade física.

Durante a greve, a Caixa manteve alternativas como:

  • aplicativo Caixa;
  • Caixa Tem;
  • internet banking;
  • caixas eletrônicos;
  • lotéricas;
  • correspondentes Caixa Aqui;
  • Banco24Horas;
  • canais telefônicos de atendimento;
  • aplicativos específicos, como FGTS e Habitação.

Esses canais continuam disponíveis mesmo com a retomada das agências.

A greve afetou financiamentos imobiliários?

Sim. A paralisação também teve reflexos no mercado imobiliário, principalmente porque a Caixa possui participação relevante no financiamento habitacional brasileiro.

Durante a greve, processos que dependiam de atendimento e etapas presenciais tiveram atrasos em diferentes regiões. Segundo levantamento divulgado pelo UOL, cerca de 50 mil contratos teriam deixado de ser formalizados durante parte do período de paralisação.

A situação afetou operações relacionadas tanto ao Minha Casa, Minha Vida quanto a outros segmentos do mercado imobiliário.

Com a retomada das atividades, a tendência é que processos represados voltem a ser analisados, embora o prazo de normalização possa variar conforme a demanda acumulada em cada agência.

Quem estava esperando atendimento deve ir à agência imediatamente?

Não necessariamente.

A retomada do atendimento presencial não significa que todos os serviços represados serão solucionados instantaneamente. Pessoas que tiveram processos interrompidos durante a greve podem precisar aguardar a reorganização das filas e da demanda acumulada.

Quem possui um protocolo ou processo em andamento deve consultar primeiro os canais digitais da Caixa para verificar se houve alguma atualização.

Em situações relacionadas a financiamento, FGTS, benefícios ou documentação, também é recomendável levar os protocolos e documentos já apresentados anteriormente.

O que acontece com os dias parados?

Os funcionários deverão compensar o período em que permaneceram em greve.

O TST estabeleceu prazo de até 180 dias para a compensação, afastando o desconto imediato dos salários pelo período de paralisação.

A forma como essa compensação será organizada deverá observar as regras estabelecidas na decisão e os procedimentos internos aplicáveis aos empregados.

O que acontece agora com as negociações entre Caixa e funcionários?

A decisão do TST encerra a greve, mas não elimina a necessidade de negociação entre a instituição e as entidades que representam os empregados.

O principal ponto que permanece relevante é a administração do Saúde Caixa e sua sustentabilidade financeira nos próximos anos.

Durante o julgamento, o relator também destacou a necessidade de que divergências futuras sejam tratadas por meio de negociação coletiva, evitando que novos conflitos sejam levados diretamente ao Judiciário.

Com o retorno ao trabalho, Caixa e representantes dos funcionários deverão cumprir as condições estabelecidas pelo tribunal para o novo período de vigência do acordo.

O que o cliente da Caixa deve fazer agora?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Para quem depende dos serviços presenciais, a orientação prática é acompanhar a normalização da agência antes de se deslocar, principalmente em casos que podem ser resolvidos pelo aplicativo ou internet banking.

Quem teve um financiamento, saque, benefício ou outro procedimento afetado pela paralisação deve guardar protocolos e comprovantes do atendimento anterior.

A partir de 30 de setembro, as agências retomam o atendimento, mas a demanda acumulada durante quase três semanas de greve pode fazer com que alguns serviços levem mais tempo para voltar ao ritmo habitual.

A greve da Caixa, portanto, chega ao fim com uma decisão que atinge tanto trabalhadores quanto clientes. O TST determinou a retomada das atividades, considerou a paralisação legítima e estabeleceu regras para reajustes e compensação dos dias parados. Para o público, o efeito mais imediato é a reabertura das agências a partir desta quarta-feira.

Conclusão

Com o fim da greve, as agências da Caixa retomam o atendimento normal nesta quarta-feira (30). A decisão do TST também definiu regras para reajustes, Saúde Caixa e compensação dos dias parados.

Para os clientes, a principal mudança é a retomada dos serviços presenciais. Quem teve algum procedimento afetado deve acompanhar os canais oficiais da Caixa e, se necessário, procurar a agência responsável. A demanda acumulada pode fazer com que alguns atendimentos levem mais tempo para serem normalizados.

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