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Pagamento do INSS segue final do cartão; confira como funciona o calendário

Avatar de Jéssica Cassana Jéssica Cassana · · 9 min de leitura
INSS pagamentos

Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisam observar dois critérios para descobrir quando o dinheiro será depositado em 2026: o valor mensal recebido e o número final do benefício.

Quem recebe até um salário mínimo segue um calendário com uma data para cada número final. Já os segurados que recebem acima do piso previdenciário entram em uma segunda etapa, na qual dois grupos são pagos a cada dia útil.

Em 2026, o salário mínimo e o piso do INSS estão fixados em R$ 1.621. Por isso, esse valor é utilizado para separar os dois calendários ao longo do ano.

A programação anual já foi divulgada pelo instituto e permite que o segurado saiba com antecedência quando receberá aposentadoria, pensão, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou outros benefícios incluídos no cronograma.

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Como funciona o calendário de pagamentos do INSS

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O INSS organiza os depósitos em grupos para distribuir os pagamentos durante vários dias úteis.

Para quem recebe até R$ 1.621, cada número final do benefício possui uma data diferente.

Nesse grupo, normalmente os pagamentos começam pelos cartões terminados em 1 e seguem sucessivamente até o final 0.

Quem recebe mais de um salário mínimo entra na segunda parte do calendário. Nesse caso, dois números finais recebem no mesmo dia.

A ordem utilizada pelo INSS é:

  • finais 1 e 6;
  • finais 2 e 7;
  • finais 3 e 8;
  • finais 4 e 9;
  • finais 5 e 0.

Essa divisão se repete nos diferentes ciclos de pagamento previstos para 2026.

Qual número do benefício deve ser considerado

Uma dúvida frequente entre aposentados e pensionistas é qual número deve ser utilizado para descobrir a data do pagamento.

O segurado deve observar o último algarismo antes do traço no número do benefício. O dígito que aparece depois do hífen não entra na consulta do calendário.

Por exemplo, imagine um benefício identificado desta maneira:

0104-7

Nesse caso, o número utilizado para consultar o calendário é o 4.

O algarismo 7 aparece depois do hífen e funciona como dígito verificador, portanto deve ser desconsiderado.

Essa regra vale tanto para quem recebe até o piso quanto para os beneficiários com renda superior a um salário mínimo.

Quem recebe até um salário mínimo tem dez datas

Os segurados que recebem até R$ 1.621 são divididos em dez grupos, correspondentes aos números finais de 0 a 9.

O calendário normalmente começa nos últimos dias úteis do próprio mês de competência e termina nos primeiros dias do mês seguinte.

No pagamento referente a janeiro de 2026, por exemplo, o INSS iniciou os depósitos em 26 de janeiro para os segurados de final 1.

O cronograma terminou em 6 de fevereiro, quando receberam os benefícios terminados em 0.

A mesma lógica é mantida nos demais meses do ano, embora as datas mudem conforme fins de semana e feriados.

Quem recebe acima de R$ 1.621 entra no segundo calendário

Beneficiários com renda superior ao salário mínimo precisam observar uma programação diferente.

Os depósitos começam depois do início dos pagamentos destinados aos segurados que recebem o piso.

Além disso, o INSS reúne dois números finais em cada data.

Na folha referente a janeiro, por exemplo, os pagamentos começaram em 2 de fevereiro para benefícios terminados em 1 e 6.

No dia seguinte, receberam os finais 2 e 7. Depois vieram 3 e 8, 4 e 9 e, por último, 5 e 0.

Com isso, todo o pagamento destinado a quem recebe acima do piso pode ser concluído em cinco dias úteis.

Pagamento de setembro ainda continua em outubro

Embora seja chamado de pagamento de setembro, parte dos depósitos ocorre nos primeiros dias de outubro.

Para os segurados que recebem até um salário mínimo, a rodada começou em 24 de setembro e termina em 7 de outubro.

O calendário é:

  • final 1: 24 de setembro;
  • final 2: 25 de setembro;
  • final 3: 28 de setembro;
  • final 4: 29 de setembro;
  • final 5: 30 de setembro;
  • final 6: 1º de outubro;
  • final 7: 2 de outubro;
  • final 8: 5 de outubro;
  • final 9: 6 de outubro;
  • final 0: 7 de outubro.

Portanto, nesta sexta-feira, 2 de outubro, recebem os segurados com benefício de até R$ 1.621 e cartão terminado em 7.

Quem recebe acima do piso também tem pagamento nesta sexta

A folha de setembro para quem recebe acima de um salário mínimo começou em 1º de outubro.

Nesse grupo, os depósitos seguem o seguinte cronograma:

  • finais 1 e 6: 1º de outubro;
  • finais 2 e 7: 2 de outubro;
  • finais 3 e 8: 5 de outubro;
  • finais 4 e 9: 6 de outubro;
  • finais 5 e 0: 7 de outubro.

Isso significa que nesta sexta-feira, 2 de outubro, também recebem aposentados e pensionistas que ganham acima de R$ 1.621 e possuem benefício terminado em 2 ou 7.

Os pagamentos referentes à folha de setembro serão encerrados para todos os grupos em 7 de outubro.

Quando começa o pagamento do INSS de outubro

Depois da conclusão da folha de setembro, o próximo grande ciclo será referente ao mês de outubro.

Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos começarão em 26 de outubro.

O calendário será:

  • final 1: 26 de outubro;
  • final 2: 27 de outubro;
  • final 3: 28 de outubro;
  • final 4: 29 de outubro;
  • final 5: 30 de outubro;
  • final 6: 3 de novembro;
  • final 7: 4 de novembro;
  • final 8: 5 de novembro;
  • final 9: 6 de novembro;
  • final 0: 9 de novembro.

Já os segurados que recebem acima do piso começarão a receber a folha de outubro em 3 de novembro.

Calendário para quem recebe acima do salário mínimo em outubro

Nesse grupo, os depósitos referentes à competência de outubro serão feitos em cinco datas.

Confira:

  • finais 1 e 6: 3 de novembro;
  • finais 2 e 7: 4 de novembro;
  • finais 3 e 8: 5 de novembro;
  • finais 4 e 9: 6 de novembro;
  • finais 5 e 0: 9 de novembro.

Dessa forma, o calendário de outubro será encerrado em 9 de novembro para todos os segurados.

BPC segue calendário do INSS

Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada também deve acompanhar o calendário de pagamentos do instituto.

O BPC possui valor equivalente a um salário mínimo, atualmente em R$ 1.621. Por isso, seus beneficiários acompanham as datas destinadas ao grupo que recebe até o piso nacional.

O número final do benefício continua sendo utilizado para determinar o dia exato do depósito.

É importante lembrar que o BPC é um benefício assistencial e não uma aposentadoria. Apesar disso, seu pagamento é operacionalizado pelo INSS e segue o calendário da autarquia.

Datas podem avançar para o mês seguinte

O fato de determinado pagamento aparecer no mês seguinte não significa atraso.

Isso acontece porque cada folha é distribuída por vários dias úteis e o cronograma pode atravessar a virada do mês.

A competência de setembro de 2026, por exemplo, começou a ser paga em 24 de setembro, mas só será concluída em 7 de outubro.

A mesma situação ocorrerá com a folha de outubro, cujos últimos depósitos serão realizados em 9 de novembro.

Por isso, o segurado deve sempre consultar o calendário correspondente à competência do benefício, e não apenas observar o mês em que o depósito cai na conta.

Como consultar o pagamento pelo Meu INSS

O segurado pode verificar o próprio pagamento pelo site ou aplicativo Meu INSS.

Depois de entrar utilizando a conta Gov.br, basta procurar pelo serviço Extrato de Pagamento.

O documento permite consultar informações como valor do benefício, banco responsável pelo pagamento, competência e detalhes relacionados ao depósito.

Esse recurso é especialmente útil para quem não sabe de memória o número final do benefício.

O Meu INSS também permite acompanhar empréstimos consignados, pedidos, perícias, revisões e diversos outros serviços previdenciários.

Central 135 também informa sobre pagamentos

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quem não consegue utilizar o aplicativo ou site pode recorrer à Central 135.

O atendimento humano funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, pelo horário de Brasília.

Antes de fornecer informações pessoais, o segurado deve se certificar de que está utilizando realmente um canal oficial do INSS.

Criminosos frequentemente utilizam calendários de benefícios como pretexto para obter dados pessoais e bancários de aposentados e pensionistas.

Pagamento do INSS cai automaticamente na conta

Quem já recebe benefício regularmente não precisa solicitar o depósito a cada mês.

O valor é liberado automaticamente na conta ou meio de pagamento vinculado ao benefício, conforme a data estabelecida no calendário.

Também não é necessário pagar qualquer tarifa para antecipar ou liberar o benefício.

Mensagens que prometem adiantar o depósito do INSS mediante pagamento devem ser tratadas como tentativa de golpe.

Beneficiário consegue planejar pagamentos até dezembro

Como o calendário é divulgado antecipadamente, aposentados e pensionistas podem organizar as contas considerando as datas previstas para cada competência.

Para os benefícios de dezembro de 2026, por exemplo, parte dos pagamentos será realizada ainda no fim do ano e outra parte ficará para janeiro de 2027.

Quem recebe até o salário mínimo e possui benefício terminado em 1 começa a receber em 22 de dezembro.

Já os segurados dos últimos grupos terão depósitos realizados nos primeiros dias de janeiro.

Essa característica reforça a importância de observar sempre o número final do cartão e a faixa de renda.

Calendário do INSS não muda conforme o banco

A data oficial de liberação depende do calendário da Previdência, e não da instituição financeira escolhida pelo aposentado ou pensionista.

Caixa, Banco do Brasil e demais instituições pagadoras seguem a programação definida pelo INSS para disponibilizar os recursos.

O banco pode ter procedimentos próprios para saque, cartão ou movimentação da conta, mas não altera o grupo no qual o beneficiário está enquadrado.

Assim, dois segurados com a mesma faixa de renda e o mesmo número final devem seguir a mesma data oficial, mesmo que recebam em bancos diferentes.

Regra facilita consulta durante todo o ano

Apesar das diferentes datas ao longo de 2026, a lógica do calendário permanece simples.

Quem recebe até um salário mínimo precisa identificar apenas o número final do benefício e localizar a data correspondente.

Quem ganha acima de R$ 1.621 faz o mesmo procedimento, mas consulta o calendário destinado aos valores superiores ao piso.

O principal cuidado é ignorar o dígito verificador que aparece depois do traço no número do benefício.

Com essa informação, o aposentado, pensionista ou beneficiário de auxílio consegue saber antecipadamente quando o dinheiro será liberado e planejar melhor o orçamento mensal.

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