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Caminhoneiros estão em greve? Entenda o que está acontecendo nas rodovias

Partes das rodovias do país estão paralisadas após a vitória de Lula; atos são repudiados pela CNTTL. Saiba mais!

Gabriela SchulzPor Gabriela Schulz2 min de leitura
Fila de caminhões em estrada

Uma paralisação em partes das rodovias do país se iniciou após o resultado das eleições presidenciais. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva gerou revolta entre caminhoneiros defensores de Jair Bolsonaro, atual chefe do Executivo e candidato à reeleição derrotado.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, bloqueios puderam ser identificados em pelo menos 25 estados. No Distrito Federal, um trecho da BR-251 foi interditado.

As movimentações para o bloqueio tiveram início logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar oficialmente a vitória de Lula nas urnas, na noite do último domingo, 30 de outubro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou na noite de ontem (31) que a Polícia Rodoviária Federal tome medidas imediatas para a desobstrução das vias. A decisão do ministro foi corroborada na manhã de hoje (1º) pelos demais ministros do STF.

Caminhoneiros estão divididos

A classe dos caminhoneiros não está inteiramente de acordo com a paralisação. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) soltou uma nota de repúdio às manifestações, chamando os protestos de “uma ação antidemocrática”.

“Vivenciamos uma ação antidemocrática de alguns segmentos que não representam a categoria dos caminhoneiros autônomos de não aceitação do resultado das urnas. Precisamos respeitar o que o povo decidiu nas urnas: a vitória de Luís Inácio Lula da Silva”, afirma o texto.

O diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou em vídeo que a pauta da categoria dos caminhoneiros é econômica, e não política.

Ele completa: “Os 800 mil caminhoneiros autônomos e celetistas da nossa base da CNTTL continuarão a luta pela volta da aposentadoria aos 25 anos de trabalho, pela consolidação Piso Mínimo de Frete, pela criação de pontos de parada e descanso, pela redução do preço do combustível e pela defesa da Petrobras. Independente do governo que seja eleito, essa luta é permanente”.

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Como o movimento atual é político, não uma ação organizada dos trabalhadores para pedir melhorias, por exemplo, não se trata de uma greve.

Outros atos, que não a defesa de uma pauta da categoria, são um uso dela. É a manobra, é a intenção de alguns grupos políticos derrotados querendo voltar à cena de mandar no país.

Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL

Imagem: Vitpho/shutterstock.com

Gabriela Schulz

Autor

Gabriela Schulz

Jornalista | Redatora | Editora de vídeo. Porto Alegre - RS

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