Na próxima segunda-feira (01), está previsto o início da greve dos caminhoneiros. De acordo com os motoristas, a paralisação é precisa, em especial, após os aumentos no preço do diesel, fator que vem impossibilitando o trabalho pela categoria. Saiba mais.
Donos de postos de gasolina são ameaçados para baixar preço
Caminhoneiros organizam greve: quais os impactos da paralisação?
Além da reivindicação por conta do preço do diesel, os trabalhadores também pedem pela constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete. Ademais, os caminhoneiros também pedem a retomada da aposentadoria especial após a contribuição de 25 anos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com o caminhoneiro autônomo, Aldacir Cadore, “Ficou inviável trabalhar com estes aumentos, o custo operacional está 150% acima do que era há um ano e estamos trabalhando com frete de 2015”.
Caso ocorra, os caminhoneiros prometem que a greve tenha a duração de 15 dias. Havia previsão de uma reunião entre os representantes da categoria e o governo federal nesta semana, para falar sobre as demandas relacionadas à paralisação. Entretanto, o encontro acabou sendo desmarcado e não há uma nova data até o momento.
Em suma, a paralisação dos caminhoneiros pode gerar uma série de desabastecimentos. Tais como de combustíveis em postos de gasolina, e de alimentos em lojas e supermercados. Diante disso, os produtos dos alimentos que já estão altos por conta da inflação, podem subir ainda mais com a greve dos caminhoneiros.
Ou seja, a alta procura associada com a falta dos itens, faz com que os estabelecimentos aumentem os preços, na famigerada lei da oferta e da procura. Além disso, enquanto as famílias de alta renda podem fazer estoques de alimentos, as famílias em situação de vulnerabilidade acabam não conseguindo comprar os itens básicos.
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Imagem: Kleber Cordeiro / Shutterstock.com
