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Canetada de Bolsonaro pode deixar ‘presente de grego’ para Lula

A três semanas do fim do mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem recebido conselhos para atrapalhar a transição de governo de Lula.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Jair Bolsonaro segurando nas mãos uma caneta Bic

A três semanas do fim do mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu conselhos para usar sua assinatura e atrapalhar o início da gestão do novo governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá início em janeiro de 2023. As informações são do blog da Andréia Sadi, do portal G1. 

De acordo com o jornal, Bolsonaro pode editar uma medida provisória para manter a isenção de impostos federais sobre os combustíveis em 2023.

A medida, aprovada pelo Congresso em março, trata da criação de uma alíquota única em todos os estados para o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) de combustíveis. Ela estava cotada para perder a vigência em dezembro deste ano.

Medida impacta os cofres da União em R$ 53 bilhões

A Medida Provisória (MP), caso assinada por Bolsonaro, impactaria os cofres da União em R$ 53 bilhões. O valor corresponde a um terço dos R$ 145 bilhões destinados à PEC da Transição.

A equipe de transição de Lula corre contra o tempo no Congresso Nacional para ter a aprovação dessa PEC, que auxiliará o governo eleito a cumprir com as promessas de campanha. 

Contudo, o chamado “gabinete do ódio”, identificado como um grupo de bolsonaristas radicais que assessoram Bolsonaro, tem dado conselhos ao ainda presidente para atrapalhar a transição de governo de Lula através da assinatura de documentos. A estratégia, segundo o blog, é batizada de “operação caneta Bic”, fazendo referência às possíveis assinaturas de Bolsonaro.

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Bolsonaro usou a isenção de impostos para tentar reeleição 

A isenção dos impostos sobre os combustíveis foi uma das cartas na manga de Bolsonaro para tentar a reeleição para a presidência neste ano, junto ao pacote de bondades, chamado também de PEC Kamikaze. 

Imagem: Reprodução/NBR

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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