O cantor Rafael Ilha Alves Pereira, ex-integrante do grupo musical Polegar, foi citado em uma ação de indenização a familiares da ex-vereadora Marielle Franco, de modo que o processo foi movido contra o cantor em 2021 pela própria família de Marielle.
Cantor famoso poderá ter que pagar indenização de R$ 100 mil à família de Marielle Franco
A família de Marielle Franco pede que o cantor seja condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil. Veja mais
À vista disso, o motivo da ação é que no dia 28 de agosto de 2021, durante entrevista, Ilha afirmou que Marielle tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Além disso, segundo o processo, o ex-Polegar também afirmou que ela “foi casada com traficante” e “eleita pelo crime organizado”. E, em outra ocasião, Ilha teria até mesmo afirmado que a ex-vereadora havia sido morta pela milícia.
“Ela (Marielle), a mando dos bandidos, ela foi para cima das milícias, milícia na imprensa, abrir processo de investigação para miliciano, papapa… Que que os milicianos foram lá e fizeram? já assumiram né? foram lá e rajaram na cabeça de Marielle”, afirmou o cantor.
Vídeos derrubados
Dessa forma, após determinação do juiz Sandro Lucio Barbosa Pitassi, juiz da 37ª Vara Cível do Rio de Janeiro, responsável pelo caso, os vídeos com as declarações de Rafael Ilha foram retirados do ar pelo Google e pelo YouTube.
Ademais, a família da ex-vereadora pede que Ilha seja condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil.
Assim, no pedido, os familiares alegam que “no presente caso, faz-se necessária uma punição pedagógica exemplar, para demonstrar à sociedade que a divulgação de fake news gera consequências graves e que ninguém está acima da lei”.
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Morte da vereadora
No dia 14 de março de 2018, Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos após terem o carro onde estavam alvejado por tiros no Centro do Rio de Janeiro. No entanto, quase 5 anos depois, o mandante e a motivação do crime não foram identificados. Dessa forma, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), logo após tomar posse, prometeu solucionar o caso.
Imagem: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio
