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Capes anuncia que não vai ter dinheiro para pagar mais de 200 mil bolsas

Capes anuncia falta de recursos para o pagamento de mais de 200 mil bolsas de estudantes devido aos cortes do governo.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Fachada do prédio da Capes

Na última terça-feira (06), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou que não conseguirá realizar o pagamento de mais de 200 mil bolsas aos estudantes devido aos cortes no orçamento promovidos pelo governo Bolsonaro. 

Com base no comunicado, a manutenção administrativa do órgão também será afetada pelos cortes.

Cortes na Capes 

O governo Bolsonaro realizou um corte generalizado na Capes. Antes do atual, dois contingenciamentos haviam sido realizados pelo governo, o que obrigou o órgão a remanejar recursos para atender aos bolsistas. Com o novo corte promovido, qualquer tipo de ação nesse sentido fica impossibilitada.

A entidade afirmou que tenta reverter o bloqueio das verbas, mas que tem sofrido o que chamou de “asfixia” com os cortes do atual governo. Na semana passada, o governo determinou o corte de R$ 5,7 bilhões da educação, o quinto apenas neste ano. 

Mais de 200 mil bolsas sem pagar 

Na segunda-feira, Victor Godoy, ministro da Educação, informou ao governo de transição do presidente eleito Lula (PT) que o MEC não conseguiria realizar o pagamento de 14 mil bolsas de Medicina e 100 mil bolsas de mestrandos e doutorandos no mês de dezembro. 

Na terça-feira (06), no entanto, o número divulgado pela Capes foi bem maior. O corte inviabiliza o pagamento de mais de 200 mil bolsas que deveriam ser depositadas nesta quarta-feira (07), além do funcionamento da entidade. 

De acordo com a Coordenação, foi solicitada a desobstrução imediata dos recursos, que são fundamentais para a manutenção do órgão e o pagamento dos estudantes que realizam pesquisas no país. 

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Equipe de transição do governo Lula

Com a situação, membros da equipe de transição do governo Lula se manifestaram com críticas ao atual cenário da educação no país com os cortes promovidos pelo atual governo. Além disso, informaram que a pasta prevê o menor investimento desde 2013 para a área no próximo ano. 

Imagem: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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