Na última terça-feira (06), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou que não conseguirá realizar o pagamento de mais de 200 mil bolsas aos estudantes devido aos cortes no orçamento promovidos pelo governo Bolsonaro.
Capes anuncia que não vai ter dinheiro para pagar mais de 200 mil bolsas
Capes anuncia falta de recursos para o pagamento de mais de 200 mil bolsas de estudantes devido aos cortes do governo.
Com base no comunicado, a manutenção administrativa do órgão também será afetada pelos cortes.
Cortes na Capes
O governo Bolsonaro realizou um corte generalizado na Capes. Antes do atual, dois contingenciamentos haviam sido realizados pelo governo, o que obrigou o órgão a remanejar recursos para atender aos bolsistas. Com o novo corte promovido, qualquer tipo de ação nesse sentido fica impossibilitada.
A entidade afirmou que tenta reverter o bloqueio das verbas, mas que tem sofrido o que chamou de “asfixia” com os cortes do atual governo. Na semana passada, o governo determinou o corte de R$ 5,7 bilhões da educação, o quinto apenas neste ano.
Mais de 200 mil bolsas sem pagar
Na segunda-feira, Victor Godoy, ministro da Educação, informou ao governo de transição do presidente eleito Lula (PT) que o MEC não conseguiria realizar o pagamento de 14 mil bolsas de Medicina e 100 mil bolsas de mestrandos e doutorandos no mês de dezembro.
Na terça-feira (06), no entanto, o número divulgado pela Capes foi bem maior. O corte inviabiliza o pagamento de mais de 200 mil bolsas que deveriam ser depositadas nesta quarta-feira (07), além do funcionamento da entidade.
De acordo com a Coordenação, foi solicitada a desobstrução imediata dos recursos, que são fundamentais para a manutenção do órgão e o pagamento dos estudantes que realizam pesquisas no país.
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Equipe de transição do governo Lula
Com a situação, membros da equipe de transição do governo Lula se manifestaram com críticas ao atual cenário da educação no país com os cortes promovidos pelo atual governo. Além disso, informaram que a pasta prevê o menor investimento desde 2013 para a área no próximo ano.
Imagem: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.
