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Fintechs são usadas em golpes para lavar dinheiro; confira como se proteger

Megaoperação Carbono Oculto revela uso de fintechs para lavagem de dinheiro, fraudes digitais e a importância da proteção de dados pessoais.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
Itaú

A megaoperação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28), trouxe à tona o uso de fintechs como paraísos fiscais, utilizadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônios. Pequenas empresas digitais de serviços financeiros foram transformadas em instrumentos para movimentações milionárias sem controle adequado. O esquema explorava brechas regulatórias dessas instituições, que até então não eram obrigadas a prestar contas detalhadas sobre saldos e movimentações como os bancos tradicionais. Com isso, grandes facções conseguiram criar verdadeiros “bancos do crime”, operando quase sem fiscalização.

A Receita Federal anunciou que a situação deve mudar, com o retorno da exigência da declaração e-Financeira para fintechs, aumentando a transparência e dificultando a operação de esquemas fraudulentos.

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Como cidadãos comuns podem ser afetados

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Imagem: Freepik

O que muitas pessoas não percebem é que podem ser usadas involuntariamente em esquemas de fraude. O mesmo conjunto de leis que impulsionou as fintechs permitiu a abertura de contas digitais sem necessidade de ir a uma agência, o que facilita a criação de contas-frias com dados obtidos de vazamentos ou engenharia social.

Priscila Meyer, fundadora e CEO da Eskive, explica que apesar do sistema bancário brasileiro ser seguro, o fator humano ainda é vulnerável. Seja por despreparo, ingenuidade ou aliciamento, pessoas podem ser induzidas a participar de fraudes, mesmo sem saber.

“A linha que separava crime cibernético e crime organizado não existe mais. Qualquer cidadão pode ser assediado para participar de esquemas de estelionato”, alerta Priscila Meyer.

A especialista reforça que educação e conhecimento são as maiores armas para proteger pessoas de bem contra a participação involuntária nesses crimes.

Principais modalidades de fraude observadas

Contas-frias em fintechs

Criminosos criam contas digitais usando dados pessoais roubados ou comprados. Essas contas, conhecidas como contas-frias, servem para movimentar recursos ilícitos sem deixar rastros.

Golpes de engenharia social

Golpes envolvem assédio digital, simulação de videochamadas e até tentativas de manipular vítimas para que forneçam validação biométrica ou informações confidenciais.

Criação de “bancos do crime”

Grandes facções estruturam empresas digitais como se fossem instituições financeiras legítimas, permitindo movimentações milionárias sem registro formal e dificultando investigações.

Como se proteger de fraudes financeiras

Fintechs
Imagem: Ozrimoz / Shutterstock

Consultar o Registrato do Banco Central

O Registrato é uma ferramenta gratuita que permite verificar todas as suas movimentações financeiras, empréstimos, contas e chaves Pix vinculadas ao CPF.

Adotar hábitos de proteção de dados pessoais

Evitar fornecer dados de forma descuidada em sites ou formulários online é essencial. Sites como “Have I Been Pwned?” e “DataBreach.com” permitem verificar se informações pessoais foram expostas em vazamentos.

Atenção a golpes digitais

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Mesmo com validações biométricas rigorosas, criminosos tentam enganar usuários. Recentes casos incluem simulação de videochamadas para validar identidades. Sempre verifique autenticidade antes de fornecer qualquer dado.

O papel da legislação e das fintechs

O episódio evidencia a necessidade de regulamentação mais rigorosa para fintechs, incluindo:

  • Obrigações de declarar saldos e movimentações via e-Financeira.
  • Monitoramento de transações suspeitas.
  • Reforço de medidas de segurança para abertura de contas digitais.

Especialistas afirmam que, com essas mudanças, o crime financeiro digital tende a se tornar mais difícil, protegendo tanto o sistema bancário quanto os cidadãos.

Conscientização é a chave

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Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil

Segundo Priscila Meyer, a prevenção começa pela informação. Cidadãos bem informados sobre os riscos de contas-frias, golpes de engenharia social e proteção de dados têm menos chances de serem vítimas de fraudes.

Além disso, empresas fintech devem investir em treinamento de clientes, segurança digital robusta e monitoramento contínuo, reduzindo o impacto de atividades criminosas.

Conclusão

A megaoperação Carbono Oculto expôs uma realidade preocupante: fintechs podem ser exploradas para lavagem de dinheiro e fraudes, e cidadãos comuns podem ser impactados sem perceber.

A combinação de regulamentação rigorosa, conscientização sobre proteção de dados e vigilância tecnológica é fundamental para reduzir os riscos e tornar o sistema financeiro mais seguro para todos.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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