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Carrefour encerra operações da bandeira Nacional no Rio Grande do Sul e acelera transição para formatos de maior escala

Carrefour encerra a bandeira Nacional no RS e foca em Atacadão e Sam’s Club, ampliando operações em formatos maiores.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Carrefour

O Carrefour anunciou o fechamento das últimas lojas da bandeira Nacional no Rio Grande do Sul, uma decisão que marca o fim de mais de três décadas de presença da rede no estado. O movimento faz parte da reestruturação da companhia, que vem priorizando modelos de operação mais eficientes e de maior escala, como os formatos Atacadão e Sam’s Club. O fechamento das unidades foi precedido de liquidações para escoar os estoques, uma prática comum em processos de desativação de lojas.

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Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com

O fim da bandeira Nacional e o impacto nas lojas

O Grupo Carrefour confirmou que, em Porto Alegre, a unidade do Nacional localizada no Jardim Leopoldina será a última a operar, com data-limite para o fechamento até 30 de setembro de 2025, enquanto o estoque durar. Em Montenegro, a loja foi encerrada no início do mês, após uma liquidação total que marcou o fim das atividades da bandeira na cidade. Em Santa Maria e Santa Cruz do Sul, as lojas da rede também encerram suas operações em setembro, com as unidades operando até que os estoques sejam totalmente vendidos.

O impacto no mercado regional

As unidades fechadas no interior do estado não ficarão vazias por muito tempo. O endereço de Montenegro, por exemplo, será ocupado pela rede Mombach, que expandirá suas operações na cidade, e os pontos de Santa Maria e Santa Cruz do Sul foram negociados com o Grupo Osmar Nicolini, que já iniciou a transição de 11 unidades da antiga Rede Nacional para novas operações.

Essa mudança reflete uma oportunidade para fortalecer redes locais, com foco em áreas estratégicas do Rio Grande do Sul, que devem se beneficiar da absorção dos pontos de venda.

Repercussão nos empregos

O fechamento das lojas também gera impacto no mercado de trabalho. De acordo com os sindicatos locais, a unidade do Nacional em Porto Alegre emprega entre 50 e 70 trabalhadores, enquanto as lojas de Santa Maria e Santa Cruz do Sul empregavam cerca de 60 e 45 funcionários, respectivamente.

As redes que assumem os pontos de venda informaram que há planos para preencher as vagas nas novas operações, dependendo do cronograma de reforma e das necessidades de cada unidade. No entanto, não há garantias de que todos os funcionários serão mantidos.

Como o Carrefour está se reposicionando

A decisão de desativar as lojas da bandeira Nacional é parte de uma estratégia maior do Carrefour para reorientar seus negócios e concentrar esforços em modelos mais eficientes. Desde a aquisição do Grupo BIG em 2022, o Carrefour vem vendendo suas lojas da marca Nacional, convertendo algumas unidades para outras bandeiras e fechando outras até o primeiro semestre de 2025.

Pablo Lorenzo, CEO do Carrefour na América Latina, explicou em entrevista que o objetivo da companhia é investir em formatos de operação com maior eficiência e menor custo, como o Atacadão e o Sam’s Club, que têm se mostrado mais rentáveis em comparação com o modelo de supermercados tradicionais.

A transição para Atacadão e Sam’s Club

Fachada de uma das unidades do Sam's Club
Imagem: Ken Wolter/shutterstock.com

O Carrefour já vinha fazendo a transição para modelos de atacarejo e clubes de compras como parte de sua estratégia de crescimento. O Atacadão, uma das maiores redes de atacarejo do Brasil, e o Sam’s Club, que opera no formato de clube de compras, são considerados os principais vetores de crescimento da companhia no país.

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Esses formatos de loja, que oferecem preços mais baixos e uma maior escala de operação, têm se mostrado mais eficientes para o Carrefour em termos de custos operacionais, o que justifica o movimento de desinvestimento em outros modelos mais tradicionais.

Estratégia de desinvestimento e desmobilização

O Carrefour, que operava 47 lojas da bandeira Nacional no Brasil, sendo 39 no Rio Grande do Sul, vem desmobilizando essas unidades ao longo de 2024 e 2025. A maioria dessas lojas ocupava imóveis locados, o que facilitou a venda ou a transferência para outras redes regionais. A desativação das unidades que não foram convertidas para outras marcas do grupo seguiu o cronograma estabelecido após a aquisição do Grupo BIG.

Em relação ao impacto financeiro, o Carrefour tem apostado na transformação dos pontos de venda em unidades maiores e mais rentáveis, ajustando seu portfólio de acordo com a demanda do mercado.

Liquidação e encerramento das atividades

Fachada de uma unidade do supermercado Carrefour
Imagem: Ritu Manoj Jethani/ Shutterstock.com

As liquidações das lojas da bandeira Nacional, que começaram em setembro nas unidades do interior do estado, marcaram o fechamento das lojas de forma gradual. Esse processo de liquidação não apenas buscou escoar os estoques, mas também preparou as unidades para a desativação final, uma etapa necessária para concluir o processo de desmobilização da bandeira Nacional no Rio Grande do Sul.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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