Com a ascensão da mobilidade sustentável e a diversificação das opções automotivas, muitos consumidores se perguntam: qual tipo de carro perde menos valor com o tempo? A resposta para essa pergunta pode significar economia no futuro e decisões mais conscientes na hora da compra.
Carro elétrico, híbrido ou a combustão? Veja qual perde menos valor no mercado
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Enquanto os veículos elétricos ganham força pela inovação e sustentabilidade, os híbridos não plug-in vêm chamando atenção por manterem o melhor valor de revenda. E os tradicionais motores a combustão? Ainda representam boa parte do mercado, mas vêm enfrentando maior depreciação.
Acompanhe abaixo uma análise detalhada sobre qual motorização oferece o melhor custo-benefício ao longo do tempo, considerando a desvalorização, manutenção e percepção do mercado.
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Como a desvalorização afeta seu carro?

O que é desvalorização automotiva?
Desvalorização automotiva é a diferença entre o valor pago na compra e o valor de revenda do veículo. Todos os carros sofrem algum nível de depreciação com o tempo, mas alguns modelos e tipos de motorização perdem valor mais rapidamente do que outros.
Diversos fatores influenciam esse processo, incluindo:
- Quilometragem;
- Estado de conservação;
- Demanda no mercado de usados;
- Tecnologia embarcada;
- Custo de manutenção;
- Tendências do setor automotivo.
Comparativo: qual tipo de carro perde menos valor?
Carros híbridos não plug-in: os campeões de valor residual
De acordo com um relatório recente da Associação Nacional de Concessionários e Reparadores, os híbridos não plug-in são os que menos desvalorizam no mercado.
Dados:
- Retêm 70,8% do valor original após 3 anos;
- Quilometragem média considerada: 60 mil km;
- Economia de combustível e manutenção mais barata são os principais fatores.
Esses veículos combinam motor a combustão e motor elétrico, mas não exigem recarga externa — o sistema recupera energia durante a frenagem, tornando-os mais práticos para o dia a dia.
Carros a gasolina: ainda confiáveis, mas atrás dos híbridos
Apesar da idade da tecnologia, os carros a gasolina ainda mantêm cerca de 67% do valor original após três anos de uso.
Destaques:
- Baixo custo inicial;
- Rede de abastecimento ampla;
- Menor custo de reparos em comparação aos elétricos.
Contudo, sua eficiência energética e impacto ambiental são inferiores aos dos híbridos e elétricos.
Carros a diesel: perdendo espaço, mas ainda fortes
Os veículos a diesel, principalmente utilitários e SUVs, retêm cerca de 65% do valor de compra, mas vêm perdendo popularidade devido a mudanças ambientais e restrições nas cidades.
Vantagens:
- Maior durabilidade mecânica;
- Boa autonomia.
Híbridos plug-in: tecnologia em transição
Com motor elétrico e a combustão, os híbridos plug-in têm autonomia elétrica limitada e dependem de infraestrutura de carregamento.
Dados:
- Valor residual após 3 anos: 61%;
- Vantagem: rodagem urbana mais eficiente;
- Desvantagem: maior custo de aquisição.
Carros elétricos: os que mais desvalorizam
Apesar de serem considerados o futuro da mobilidade, os carros 100% elétricos ainda enfrentam alta desvalorização no Brasil.
Números:
- Retêm apenas 50% do valor após três anos e 60 mil km;
- Infraestrutura de carregamento limitada;
- Alto custo de manutenção em caso de falhas nas baterias;
- Preocupações com durabilidade do conjunto elétrico.
Idade do carro: quanto mais velho, menor o impacto?
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A idade do veículo também influencia na desvalorização — e o efeito pode variar conforme a faixa etária do automóvel.
Veículos com mais de 10 anos:
- Representam grande parte das vendas de usados;
- Preço médio em 2024: R$ 80 mil (alta de 4,7%);
- A valorização recente se deve à demanda reprimida e falta de 0km.
Veículos com menos de 10 anos:
- Tiveram queda de 2,2% no preço médio;
- Preço médio: R$ 115.500;
- Queda atribuída à renovação de frotas de empresas e locadoras.
Outros fatores que impactam na valorização de um carro

Marca e modelo
Carros de marcas tradicionais e bem estabelecidas tendem a manter melhor o valor. Modelos com boa reputação de confiabilidade, como Toyota Corolla ou Honda Civic, costumam desvalorizar menos.
Oferta e demanda
Modelos com alta procura no mercado de usados se mantêm mais valorizados, mesmo após anos de uso. Já os veículos com baixa demanda ou reposição de peças difícil perdem mais valor.
Incentivos fiscais e regulamentações
Isenções de impostos, políticas ambientais e até subsídios para carros elétricos podem alterar o cenário de desvalorização em poucos anos.
Conclusão: qual carro escolher para perder menos dinheiro?
Para quem busca economia a longo prazo, os híbridos não plug-in são atualmente a melhor opção em termos de valor de revenda. Eles equilibram eficiência, baixo custo operacional e praticidade.
Por outro lado, os elétricos ainda sofrem com infraestrutura e percepção de custo-benefício, apesar do apelo sustentável. Já os carros a combustão continuam relevantes, especialmente para quem quer baixo custo inicial, mas com maior desvalorização futura.
Dica final: sempre considere seu perfil de uso, a infraestrutura da sua cidade e o custo total de propriedade — que inclui manutenção, impostos, seguro e consumo.
Imagem: rorozoa / Freepik
