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Vale a pena carregar o carro elétrico em casa? Saiba quanto custa

Descubra quanto custa recarregar um carro elétrico em casa e avalie se o investimento inicial compensa frente à tarifa residencial.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Vale a pena carregar o carro elétrico em casa? Saiba quanto custa

O crescimento da mobilidade elétrica no Brasil tem feito com que muitos consumidores se questionem sobre a viabilidade econômica de recarregar um carro elétrico em casa.

Com tarifas de energia em constante elevação e infraestrutura de recarga ainda em expansão, compreender o custo real por quilowatt-hora (kWh) é essencial para planejar a transição para uma mobilidade mais sustentável.

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O valor da recarga residencial pode surpreender

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Imagem: Renault/Divulgação

Em Minas Gerais, um dos estados mais avançados em mobilidade elétrica, uma recarga completa de um carro elétrico com bateria de 63 kWh pode chegar a R$ 54,81, considerando a tarifa residencial da Cemig em bandeira vermelha patamar 2, que custa R$ 0,87 por kWh.

Variabilidade do custo por região

O preço final da recarga depende não apenas da capacidade da bateria do veículo, mas também da tarifa de energia vigente em cada estado. Em regiões onde a energia elétrica é mais cara, o custo pode ser significativamente maior. Já em locais com tarifa reduzida ou bandeira tarifária verde, o valor da recarga cai, tornando a opção residencial ainda mais atrativa.

Crescimento expressivo nas vendas de carros elétricos

Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o número de carros eletrificados vendidos em 2024 já superou todo o volume registrado em 2023. Entre janeiro e agosto, foram emplacados 109.283 veículos eletrificados, contra 49.052 unidades no ano anterior.

Sudeste lidera os emplacamentos

A região Sudeste concentra 46% das vendas, refletindo maior poder aquisitivo, incentivos regionais e presença de infraestrutura de recarga mais robusta. Esse crescimento evidencia o interesse crescente dos brasileiros por soluções de transporte mais limpas e silenciosas.

Além da energia: custos com carregadores residenciais e eletropostos

Embora a recarga em casa ofereça conveniência e economia, ela exige investimento inicial. A instalação de um wallbox, equipamento de carregamento residencial, pode variar de R$ 1.200 a mais de R$ 115 mil, dependendo da potência, marca e funcionalidades do aparelho.

Eletropostos públicos e privados

Consumidores que ainda não possuem carregador em casa podem recorrer a eletropostos. No entanto, a recarga nesses locais costuma ser mais cara, com valores por kWh que vão de R$ 1,50 a R$ 2,10. Essa diferença torna a recarga residencial a alternativa mais vantajosa financeiramente, especialmente para quem utiliza o carro diariamente.

Infraestrutura de recarga avança, mas ainda é desigual

Homem recarregando o carro elétrico
Imagem: @frimufilms/freepik.com

O Brasil tem registrado expansão consistente na rede de recarga para veículos elétricos. Atualmente, existem cerca de 10.600 pontos públicos e semipúblicos, um salto significativo em relação às 350 estações registradas no final de 2020.

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Tendência de crescimento

O avanço é impulsionado por investimentos privados e políticas públicas focadas na descarbonização do transporte urbano. Apesar disso, a distribuição ainda é desigual, com concentração nos grandes centros urbanos, dificultando o acesso de motoristas em regiões mais afastadas.

Carregar em casa vale a pena?

Para consumidores que priorizam economia no médio e longo prazo, a recarga residencial continua sendo a alternativa mais vantajosa. Contudo, a viabilidade depende de fatores como perfil de uso, infraestrutura da residência e tarifa de energia local.

À medida que a rede de carregamento no país se consolida e os custos operacionais caem, a tendência é que a adoção de veículos elétricos aumente ainda mais, acelerando a transformação da frota brasileira em direção a uma mobilidade urbana mais limpa, eficiente e silenciosa.

Além do aspecto financeiro, carregar o carro elétrico em casa também oferece maior conveniência e flexibilidade. O motorista não depende de horários ou disponibilidade de estações públicas, podendo programar a recarga durante a noite ou em horários de menor tarifa, otimizando o consumo de energia.

Esse fator, aliado à possibilidade de monitoramento por aplicativos e sistemas inteligentes de carregamento, proporciona uma experiência mais prática e personalizada, tornando a opção residencial ainda mais atraente para quem busca conforto e autonomia no dia a dia.

Imagem: Wellnhofer Designs / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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