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Carros autônomos no Brasil: projeto que regulamenta avança na Câmara

Projeto de lei para regulamentar veículos autônomos no Brasil avança na Câmara com novas exigências.

A circulação de veículos autônomos no Brasil, realidade cada vez mais próxima no cenário mundial, começa a ganhar forma jurídica no país. A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece normas claras para o uso desses carros nas ruas brasileiras, marcando um passo importante rumo à modernização da mobilidade urbana. O texto prevê mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, definindo regras para a circulação, monitoramento, habilitação dos condutores e adaptação das vias.

A proposta ainda precisa tramitar em outras instâncias do Congresso, mas já coloca o Brasil no caminho de preparar suas cidades para a revolução tecnológica sobre quatro rodas. Veja os principais pontos da regulamentação e como ela pode transformar a experiência de motoristas e passageiros.

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Entenda o que são os carros autônomos

Polo carros
Imagem: Freepik

Os veículos autônomos, também conhecidos como carros sem motorista, são capazes de se deslocar com pouca ou nenhuma intervenção humana. Dotados de sensores, câmeras, inteligência artificial e sistemas automatizados de direção, esses carros conseguem analisar o ambiente ao redor, tomar decisões em tempo real e executar manobras com segurança.

No entanto, há diferentes níveis de autonomia. Em alguns casos, a direção ainda pode ser assumida pelo motorista em situações específicas, enquanto outros modelos são totalmente independentes, não exigindo qualquer comando humano durante o trajeto. É justamente para lidar com essas nuances que o novo projeto de lei cria um marco regulatório no país.

O que diz o novo projeto de lei?

O texto aprovado pela CVT é uma versão aprimorada de um projeto anterior, incluindo exigências mais detalhadas para garantir a segurança e a integração dos veículos autônomos ao trânsito brasileiro. Entre os pontos principais, destacam-se:

  • Sistema de monitoramento: todos os carros autônomos deverão ter mecanismos para identificar falhas e ameaças durante o trajeto, com modos de segurança que alertem os usuários em caso de problemas.
  • Treinamento dos condutores: mesmo nos modelos parcialmente automatizados, os condutores precisarão passar por um treinamento específico para situações de emergência e intervenção manual, além de possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
  • Infraestrutura adaptada: o poder público será responsável por preparar as vias para acomodar os carros autônomos, instalando sistemas de comunicação e monitoramento que permitam a integração segura com o tráfego.
  • Autorização obrigatória: circular com um veículo autônomo sem autorização prévia das autoridades será considerado infração gravíssima, sujeita a multa e remoção do carro.

Essas exigências reforçam a responsabilidade compartilhada entre motoristas, fabricantes e poder público na implementação dessa nova tecnologia.

Segurança é prioridade

A principal preocupação dos legisladores com a chegada dos veículos autônomos é a segurança. Embora já existam experiências bem-sucedidas em países como Estados Unidos, Alemanha e Japão, os riscos de falhas técnicas, ataques cibernéticos ou mal uso ainda são debatidos por especialistas.

Com a exigência de sistemas de monitoramento contínuo e modos de segurança, o projeto busca reduzir os riscos para passageiros e pedestres. Além disso, o treinamento obrigatório para os condutores garante que eles saibam como intervir em caso de necessidade.

Adaptação das cidades é essencial

Outro ponto importante do projeto é a obrigação de o poder público adaptar a infraestrutura urbana para os veículos autônomos. Isso inclui, por exemplo, instalação de sensores nas ruas, sinalização adequada, faixas exclusivas e até comunicação entre semáforos inteligentes e os carros.

Essas adaptações não apenas melhoram a circulação dos veículos autônomos como também trazem benefícios para todo o trânsito, com maior fluidez e menos acidentes. Em outras palavras, trata-se de um investimento para tornar as cidades mais inteligentes e eficientes.

O que falta para virar lei?

Descontos carros
Imagem: Freepik

Apesar da aprovação na Comissão de Viação e Transportes, o caminho para que a regulamentação se torne lei ainda inclui a análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, o projeto precisa ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e, em seguida, pelo Senado Federal.

Só então ele poderá ser sancionado pelo presidente da República. A expectativa é que o tema continue ganhando espaço nos próximos anos, acompanhando a evolução tecnológica e a pressão de montadoras e startups para liberar o uso dos veículos autônomos no país.

Por que o Brasil precisa dessa regulamentação?

Com montadoras globais e startups de tecnologia já desenvolvendo e testando veículos autônomos em diversos países, o Brasil não pode ficar para trás. A ausência de regras claras para circulação desses carros pode retardar investimentos e impedir que o país participe ativamente dessa transformação no setor automotivo.

Ademais, a regulamentação ajuda a criar um ambiente mais seguro e confiável para que motoristas e passageiros se sintam à vontade para adotar a tecnologia.

Com informações de: Canaltech