Segundo a planilha disponibilizada, Bolsonaro gastou mais de R$ 27,6 milhões durante o seu mandato. No entanto, é válido ressaltar que esse valor ainda pode sofrer alterações, visto que supostamente nem todas as despesas foram registradas.
Desde o início do mandato do ex-presidente, há algumas evidências de uso indiscriminado do cartão corporativo, com custos altos em alimentação e comodidades, como sorvetes artesanais e cosméticos.
Segundo dados do Portal da Transparência, em 4 de janeiro de 2019, por exemplo, uma conta de peixaria ficou em mais de R$ 3,7 mil, somando-se a cerca de R$ 4,6 mil em outras compras de mercado realizadas no dia anterior. Ou seja, mais de R$ 8 mil em despesas de supermercado na primeira semana de mandato.
Outros gastos também chamam atenção. Uma visita a uma padaria custou R$ 55 mil aos cofres públicos, e há vários registros de pagamento de sorvetes artesanais, variando entre R$ 100 e R$ 300 por compra.
Nos dados, há também compras incidentes de cosméticos, que totalizam cerca de R$ 1 mil, assim como gastos com pet shop, que chegam a quase R$ 2 mil.
Além disso, é importante frisar que os gastos em viagens internacionais de Bolsonaro parecem não ter sido incluídos nessa somatória. Assim, o valor identificado até o momento pode aumentar.
Ex-presidente afirmava ser contra esbanjar dinheiro público
Desde o princípio de sua candidatura, Bolsonaro reforçou a imagem de uma pessoa simples, que usa itens comuns de um brasileiro. No entanto, suas despesas enquanto presidente demonstram uma realidade distinta.
Segundo o levantamento dos gastos, cerca de R$ 13,6 milhões foram pagos apenas em hospedagem e, muitas vezes, em estabelecimentos de luxo.
É o caso do Ferraretto Hotel, em Guarujá (SP), que Bolsonaro costumava frequentar para descansar. Considerando o valor da média da diária, o ex-presidente passou cerca de 3 mil noites no local.
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