Após o pedido da quebra de sigilo de 100 anos do cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Controladoria-Geral da União (CGU) realiza apuração para saber se o ex-chefe do Executivo inseriu dados falsos no documento.
Cartão de vacina de Bolsonaro é investigado pela CGU; ex-presidente teria inserido dados falsos no documento?
Sigilo de 100 anos do cartão de vacina do ex-presidente poderá ser divulgado hoje e revelar se os dados vazados são ou não verdadeiros. Veja!
De acordo com informações do jornal Estadão, a CGU analisa, junto ao Ministério da Saúde, se há adulteração ou inserção de dados divergentes ou falsos no cartão de vacina.
CGU busca identificar informações sobre a vacinação de Bolsonaro
Para analisar a veracidade dos dados inseridos no cartão de vacina do ex-presidente, a Controladoria emitiu um ofício ao Ministério da Saúde onde solicita os registros da imunização contra a Covid-19 de Bolsonaro.
Segundo o órgão, será realizado o cruzamento de dados a fim de confirmar a data de 19/07/2021, na Unidade Básica de Saúde do Parque Peruche (SP), como o registro oficial da vacinação do ex-Presidente. Além disso, a CGU espera, também, saber quem foi o responsável pela aplicação e efetivação do registro nos sistemas do Ministério da Saúde.
Supostos dados de vacinação de Bolsonaro teriam vazado na Internet
Por não haver comprovação legal de que os dados no cartão virtual de Bolsonaro seriam verdadeiros, a apuração busca cumprir também a solicitação feita através de decreto do Presidente Lula (PT), quebrando o sigilo imposto no documento pelo ex-presidente.
Nesse sentido, a expectativa é que, ainda hoje (17), a CGU divulgue as informações contidas no cartão de vacinação.
No mês passado, um famoso site que se declara como coletivo de hackers, conhecido por Anonymous, apontou as informações de data e local da vacinação de Bolsonaro contra a Covid-19.
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Caso seja verdade, o fato iria contra o posicionamento do ex-presidente em relação aos imunizantes. Isso porque, em diversos momentos durante a pandemia, Bolsonaro questionou a eficácia das vacinas e chegou até mesmo a dizer que não teria se vacinado.
Por fim, o Ministério da Saúde declarou que “”presta informações aos órgãos de controle quando instado pelos mesmos” e que “informações pessoais são de caráter reservado”. A CGU ainda não se manifestou sobre o caso.
Imagem: Isaac Fontana/Shutterstock.com
