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Casa de herança: entenda os direitos do cônjuge neste caso

Descubra os direitos do cônjuge em casos de herança de casa, conforme o regime de bens adotado no casamento. Saiba como funciona a partilha!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Herança

A partilha de bens na sucessão de um casal pode gerar muitas dúvidas, especialmente quando a herança envolve uma casa. O cônjuge sobrevivente, muitas vezes, se vê em um cenário de incerteza sobre o que pode ou não ser considerado seu direito.

Neste artigo, vamos explicar detalhadamente os direitos do cônjuge no caso de herança, focando nas implicações de regimes de bens como a comunhão parcial, universal, separação total e participação final nos aquestos.

Regime de bens e herança

Herança Doação
Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com

A legislação brasileira estabelece que os direitos do cônjuge sobre bens herdados variam conforme o regime de bens adotado durante o casamento. Compreender esses regimes é fundamental para entender a divisão de bens em caso de falecimento ou divórcio.

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Comunhão parcial de bens

O regime de comunhão parcial de bens é o mais comum no Brasil e implica que apenas os bens adquiridos durante o casamento sejam considerados comuns ao casal. Isso significa que, em caso de falecimento de um dos cônjuges, a herança recebida por ele não será dividida com o outro cônjuge, a menos que essa herança tenha sido compartilhada, como ocorre com a meação dos bens comuns.

Comunhão universal de bens

No regime de comunhão universal de bens, todos os bens adquiridos antes ou durante o casamento são considerados comuns, incluindo aqueles recebidos por herança ou doação. Assim, se um cônjuge herdar uma casa, ela será compartilhada com o outro cônjuge em caso de falecimento ou divórcio.

Separação total de bens

No regime de separação total de bens, cada cônjuge mantém a propriedade exclusiva dos bens adquiridos antes ou durante o casamento, incluindo bens recebidos por herança ou doação. Portanto, uma casa recebida por herança não será partilhada com o cônjuge sobrevivente, mesmo em caso de falecimento.

Participação final nos aquestos

O regime de participação final nos aquéritos é uma mescla dos regimes de separação total de bens e comunhão parcial de bens. Durante o casamento, os bens são de propriedade individual de cada cônjuge, mas, no momento da dissolução da união, os bens adquiridos onerosamente serão divididos entre os cônjuges. Contudo, os bens recebidos por herança ou doação continuam sendo exclusivos de quem os recebeu.

Direitos do cônjuge na sucessão

herança
Imagem: Andrii Yalanskyi/ shutterstock.com

Além das questões relacionadas à partilha de bens em caso de divórcio, é importante entender o papel do cônjuge na sucessão, ou seja, no momento em que um dos cônjuges falece.

Cônjuge como herdeiro necessário

Conforme o Código Civil Brasileiro, o cônjuge sobrevivente é considerado um herdeiro necessário, ou seja, ele tem direito a uma parte da herança, mesmo que o falecido tenha deixado um testamento. Esse direito é compartilhado com os descendentes (filhos) ou ascendentes (pais).

Meação e herança

No regime de comunhão parcial de bens, o cônjuge sobrevivente tem direito à meação, ou seja, à metade dos bens comuns do casal. Além disso, ele também poderá ter direito à herança dos bens particulares do falecido, caso o cônjuge tenha falecido sem deixar testamento.

Planejamento sucessório

Para evitar disputas e garantir que os desejos dos cônjuges sejam respeitados, é fundamental que o planejamento sucessório seja feito de maneira clara e eficiente. Existem algumas alternativas que podem ser adotadas pelos casais para assegurar uma partilha tranquila dos bens.

Testamento

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A elaboração de um testamento é uma das formas mais eficazes de planejar a sucessão de bens. Através do testamento, o cônjuge pode determinar a distribuição dos bens de acordo com sua vontade, inclusive no que diz respeito à herança de bens como casas ou imóveis.

Pacto antenupcial

O pacto antenupcial é um contrato celebrado antes do casamento, no qual os cônjuges escolhem o regime de bens que regerá a união. Este pacto pode, por exemplo, definir se o casal adotará o regime de comunhão universal de bens, onde todos os bens, incluindo os recebidos por herança, serão compartilhados.

Consultoria jurídica

É altamente recomendável que os cônjuges busquem a orientação de um advogado especializado em direito de família e sucessões para esclarecer dúvidas e garantir que a sucessão seja feita de acordo com a lei. O profissional pode fornecer informações importantes sobre como proteger o patrimônio e garantir que os desejos de ambos os cônjuges sejam respeitados.

Por que é importante saber sobre herança?

Imposto sobre herança SP governo
Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Entender os direitos do cônjuge sobre bens herdados é fundamental para evitar conflitos familiares e garantir uma partilha justa. O regime de bens adotado no casamento tem um impacto direto na divisão de bens e na sucessão.

Portanto, é importante que os cônjuges estejam cientes de como esses direitos são definidos pela legislação e tomem as medidas necessárias para proteger seu patrimônio e os interesses da família.

Considerações finais

Os direitos do cônjuge sobre bens herdados, especialmente quando se trata de imóveis como uma casa, estão intimamente ligados ao regime de bens escolhido pelos casais. Conhecer as implicações de cada regime é fundamental para garantir que os direitos sejam respeitados em caso de falecimento ou divórcio. Além disso, o planejamento sucessório, com a ajuda de um advogado especializado, pode evitar disputas e assegurar que os desejos de cada um sejam cumpridos.

Com as informações apresentadas neste artigo, esperamos que você tenha uma visão clara sobre os direitos do cônjuge na herança, permitindo que você tome decisões informadas e proteja seu patrimônio eficazmente.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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