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Lei aprovada no RJ: Dados de celulares roubados devem ser entregues em 36h

Nova lei obriga operadoras a entregar dados de celulares roubados em até 36h para acelerar investigações e combater crimes. Saiba mais aqui!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes··6 min de leitura
roubo de celulares

A crescente onda de roubos de celulares no Estado do Rio de Janeiro levou a Assembleia Legislativa (Alerj) a aprovar uma nova lei que promete mudar o jogo. Agora, as operadoras de telefonia serão obrigadas a fornecer dados dos aparelhos roubados em até 36 horas, quando solicitados pela polícia.

Essa iniciativa busca agilizar as investigações e combater a escalada desses crimes, que já impactam diretamente a segurança pública fluminense. A medida segue para a sanção do governador Cláudio Castro, e, se aprovada, poderá gerar um impacto significativo no combate ao furto e roubo de celulares no estado.

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Imagem: cunaplus / shutterstock.com

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Entenda a nova lei dos dados de celulares roubados no RJ

A lei aprovada na Alerj visa aprimorar o processo de investigação criminal, principalmente no que diz respeito aos crimes de roubo, furto e latrocínio de celulares.

O projeto, de autoria do deputado Marcelo Dino (União), altera a Lei 8.500/2019, incluindo novas obrigações para as operadoras de telefonia móvel.

O que muda na prática?

  • As operadoras terão até 36 horas para fornecer às autoridades os dados do celular e do chip roubado.
  • O repasse inclui o número do IMEI, dados cadastrais e informações que possam ajudar na localização e investigação.
  • O envio dos dados será feito de forma sigilosa, em embalagem lacrada, e só poderá ser aberto por policiais autorizados.

Como será feito o pedido dos dados?

Para acessar as informações, a polícia precisará:

  • Formalizar o pedido com o número do inquérito;
  • Sempre que possível, apresentar uma autorização do dono do celular ou chip;
  • Seguir protocolos de confidencialidade e segurança da informação.

Impacto da nova lei no combate ao roubo de celulares

A expectativa é que a lei torne as investigações mais rápidas e eficientes, uma vez que o acesso ágil aos dados pode:

  • Facilitar o rastreamento dos aparelhos;
  • Desmantelar quadrilhas especializadas no comércio ilegal de celulares;
  • Reduzir o tempo entre o registro da ocorrência e a ação policial.

Dados alarmantes sobre roubo de celulares no RJ

Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP):

  • Houve um aumento de 29% nos roubos de celulares em abril de 2025, comparado ao mesmo mês de 2024.
  • Foram 8.757 celulares roubados nos quatro primeiros meses deste ano.
  • A média é de 73 aparelhos roubados por dia no estado.

As áreas mais afetadas são:

  • 59ª DP – Duque de Caxias
  • 64ª DP – São João de Meriti
  • 5ª DP – Mem de Sá (Centro do Rio)

Como as operadoras devem agir com a nova lei

O projeto prevê que o governo estadual firme acordos e protocolos com as operadoras para definir:

  • O formato dos dados entregues;
  • As medidas de segurança aplicadas no transporte e manuseio das informações;
  • A rastreabilidade de quem acessou os dados e quando.

Quais dados podem ser fornecidos?

  • Número do IMEI do aparelho;
  • Dados cadastrais vinculados ao chip;
  • Histórico de chamadas e registros de movimentação do aparelho, se autorizado judicialmente.

O que é o IMEI e por que ele é tão importante?

Entendendo o IMEI

O IMEI (International Mobile Equipment Identity) é um código único de 15 dígitos que identifica cada aparelho celular. Ele funciona como a “impressão digital” do dispositivo.

Por que o IMEI é crucial nas investigações?

  • Permite que o aparelho seja rastreado, mesmo se o chip for trocado;
  • Facilita o bloqueio do aparelho, tornando-o inutilizável em qualquer operadora;
  • Ajuda a vincular o celular aos boletins de ocorrência e aos dados fornecidos pelas empresas.

Quais são os desafios da implementação da lei?

Embora a proposta seja bem recebida por especialistas em segurança pública, há alguns desafios que precisam ser considerados:

Desafios técnicos

  • As operadoras precisam adaptar seus sistemas para fornecer os dados rapidamente.
  • Será necessário garantir a segurança digital das informações repassadas.

Desafios legais

  • Garantir que a privacidade dos usuários não seja violada de forma indevida.
  • Definir claramente quando o dado pode ser compartilhado sem ordem judicial.

Desafios operacionais

  • Treinar equipes policiais e operadores das empresas para lidar com o novo procedimento.
  • Implementar um canal seguro e ágil de comunicação entre operadoras e forças policiais.

Como essa lei impacta a vida dos cidadãos?

Benefícios diretos para quem é vítima de roubo ou furto

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  • Maior agilidade na investigação;
  • Aumento das chances de recuperação do aparelho;
  • Redução no tempo de espera por respostas da polícia.

Efeitos indiretos na segurança pública

  • Desestímulo à prática de roubos e furtos de celulares;
  • Enfraquecimento de redes de revenda de aparelhos roubados;
  • Potencial redução nos índices de criminalidade relacionados a esse tipo de crime.

Medidas complementares contra o roubo de celulares

Além da lei, existem outras práticas e políticas que podem fortalecer o combate ao roubo de celulares no RJ:

Tecnologias de rastreamento

  • Uso de aplicativos de localização, como “Buscar iPhone” (Apple) ou “Encontrar meu dispositivo” (Android).

Bloqueio de IMEI

  • O consumidor pode solicitar o bloqueio do IMEI diretamente com a operadora ou pela Anatel, tornando o aparelho inutilizável.

Educação e conscientização

  • Campanhas para orientar a população sobre como se proteger e como proceder após um roubo.

Cooperação entre estados

  • A criação de bancos de dados integrados entre estados pode ampliar o alcance da lei e dificultar a venda de celulares roubados em outras regiões.

A opinião de especialistas

De acordo com especialistas em segurança pública:

  • A lei é um avanço significativo, mas seu sucesso depende da colaboração eficiente entre operadoras e forças de segurança.
  • A rapidez na troca de informações pode ser decisiva na prisão de criminosos e na recuperação de bens.

O que falta para a lei entrar em vigor?

Após ser aprovada na Alerj, a proposta aguarda a sanção do governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias para sancionar ou vetar. Se sancionada, a lei entrará em vigor imediatamente após sua publicação no Diário Oficial do Estado.

roubo de celular
Imagem: The Yuri Arcurs Collection – Freepik

A aprovação desta lei representa um marco no combate ao roubo e furto de celulares no Estado do Rio de Janeiro. Com a obrigatoriedade de entrega dos dados em até 36 horas, espera-se que as investigações se tornem mais rápidas, eficientes e que, consequentemente, os índices de criminalidade relacionados a esses crimes diminuam.

Se bem implementada, essa medida pode servir de modelo para outros estados brasileiros e reforçar o combate ao crime organizado ligado ao mercado ilegal de celulares. É, portanto, um passo importante na busca por mais segurança, proteção aos cidadãos e eficiência nas ações policiais.

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