A crescente onda de roubos de celulares no Estado do Rio de Janeiro levou a Assembleia Legislativa (Alerj) a aprovar uma nova lei que promete mudar o jogo. Agora, as operadoras de telefonia serão obrigadas a fornecer dados dos aparelhos roubados em até 36 horas, quando solicitados pela polícia.
Essa iniciativa busca agilizar as investigações e combater a escalada desses crimes, que já impactam diretamente a segurança pública fluminense. A medida segue para a sanção do governador Cláudio Castro, e, se aprovada, poderá gerar um impacto significativo no combate ao furto e roubo de celulares no estado.

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Entenda a nova lei dos dados de celulares roubados no RJ
A lei aprovada na Alerj visa aprimorar o processo de investigação criminal, principalmente no que diz respeito aos crimes de roubo, furto e latrocínio de celulares.
O projeto, de autoria do deputado Marcelo Dino (União), altera a Lei 8.500/2019, incluindo novas obrigações para as operadoras de telefonia móvel.
O que muda na prática?
- As operadoras terão até 36 horas para fornecer às autoridades os dados do celular e do chip roubado.
- O repasse inclui o número do IMEI, dados cadastrais e informações que possam ajudar na localização e investigação.
- O envio dos dados será feito de forma sigilosa, em embalagem lacrada, e só poderá ser aberto por policiais autorizados.
Como será feito o pedido dos dados?
Para acessar as informações, a polícia precisará:
- Formalizar o pedido com o número do inquérito;
- Sempre que possível, apresentar uma autorização do dono do celular ou chip;
- Seguir protocolos de confidencialidade e segurança da informação.
Impacto da nova lei no combate ao roubo de celulares
A expectativa é que a lei torne as investigações mais rápidas e eficientes, uma vez que o acesso ágil aos dados pode:
- Facilitar o rastreamento dos aparelhos;
- Desmantelar quadrilhas especializadas no comércio ilegal de celulares;
- Reduzir o tempo entre o registro da ocorrência e a ação policial.
Dados alarmantes sobre roubo de celulares no RJ
Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP):
- Houve um aumento de 29% nos roubos de celulares em abril de 2025, comparado ao mesmo mês de 2024.
- Foram 8.757 celulares roubados nos quatro primeiros meses deste ano.
- A média é de 73 aparelhos roubados por dia no estado.
As áreas mais afetadas são:
- 59ª DP – Duque de Caxias
- 64ª DP – São João de Meriti
- 5ª DP – Mem de Sá (Centro do Rio)
Como as operadoras devem agir com a nova lei
O projeto prevê que o governo estadual firme acordos e protocolos com as operadoras para definir:
- O formato dos dados entregues;
- As medidas de segurança aplicadas no transporte e manuseio das informações;
- A rastreabilidade de quem acessou os dados e quando.
Quais dados podem ser fornecidos?
- Número do IMEI do aparelho;
- Dados cadastrais vinculados ao chip;
- Histórico de chamadas e registros de movimentação do aparelho, se autorizado judicialmente.
O que é o IMEI e por que ele é tão importante?
Entendendo o IMEI
O IMEI (International Mobile Equipment Identity) é um código único de 15 dígitos que identifica cada aparelho celular. Ele funciona como a “impressão digital” do dispositivo.
Por que o IMEI é crucial nas investigações?
- Permite que o aparelho seja rastreado, mesmo se o chip for trocado;
- Facilita o bloqueio do aparelho, tornando-o inutilizável em qualquer operadora;
- Ajuda a vincular o celular aos boletins de ocorrência e aos dados fornecidos pelas empresas.
Quais são os desafios da implementação da lei?
Embora a proposta seja bem recebida por especialistas em segurança pública, há alguns desafios que precisam ser considerados:
Desafios técnicos
- As operadoras precisam adaptar seus sistemas para fornecer os dados rapidamente.
- Será necessário garantir a segurança digital das informações repassadas.
Desafios legais
- Garantir que a privacidade dos usuários não seja violada de forma indevida.
- Definir claramente quando o dado pode ser compartilhado sem ordem judicial.
Desafios operacionais
- Treinar equipes policiais e operadores das empresas para lidar com o novo procedimento.
- Implementar um canal seguro e ágil de comunicação entre operadoras e forças policiais.
Como essa lei impacta a vida dos cidadãos?
Benefícios diretos para quem é vítima de roubo ou furto
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- Maior agilidade na investigação;
- Aumento das chances de recuperação do aparelho;
- Redução no tempo de espera por respostas da polícia.
Efeitos indiretos na segurança pública
- Desestímulo à prática de roubos e furtos de celulares;
- Enfraquecimento de redes de revenda de aparelhos roubados;
- Potencial redução nos índices de criminalidade relacionados a esse tipo de crime.
Medidas complementares contra o roubo de celulares
Além da lei, existem outras práticas e políticas que podem fortalecer o combate ao roubo de celulares no RJ:
Tecnologias de rastreamento
- Uso de aplicativos de localização, como “Buscar iPhone” (Apple) ou “Encontrar meu dispositivo” (Android).
Bloqueio de IMEI
- O consumidor pode solicitar o bloqueio do IMEI diretamente com a operadora ou pela Anatel, tornando o aparelho inutilizável.
Educação e conscientização
- Campanhas para orientar a população sobre como se proteger e como proceder após um roubo.
Cooperação entre estados
- A criação de bancos de dados integrados entre estados pode ampliar o alcance da lei e dificultar a venda de celulares roubados em outras regiões.
A opinião de especialistas
De acordo com especialistas em segurança pública:
- A lei é um avanço significativo, mas seu sucesso depende da colaboração eficiente entre operadoras e forças de segurança.
- A rapidez na troca de informações pode ser decisiva na prisão de criminosos e na recuperação de bens.
O que falta para a lei entrar em vigor?
Após ser aprovada na Alerj, a proposta aguarda a sanção do governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias para sancionar ou vetar. Se sancionada, a lei entrará em vigor imediatamente após sua publicação no Diário Oficial do Estado.

A aprovação desta lei representa um marco no combate ao roubo e furto de celulares no Estado do Rio de Janeiro. Com a obrigatoriedade de entrega dos dados em até 36 horas, espera-se que as investigações se tornem mais rápidas, eficientes e que, consequentemente, os índices de criminalidade relacionados a esses crimes diminuam.
Se bem implementada, essa medida pode servir de modelo para outros estados brasileiros e reforçar o combate ao crime organizado ligado ao mercado ilegal de celulares. É, portanto, um passo importante na busca por mais segurança, proteção aos cidadãos e eficiência nas ações policiais.



