A Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) deflagrou nesta segunda-feira (26) uma operação inédita em seis estados brasileiros para combater a venda ilegal de celulares sem homologação. A ação concentra-se em centros de distribuição de grandes marketplaces — Mercado Livre, Amazon e Shopee — onde foram fiscalizados produtos irregulares que colocam em risco o consumidor e o mercado formal.
Anatel atua contra venda de celulares piratas em Mercado Livre, Amazon e Shopee
Anatel deflagra operação em seis estados para fiscalizar e impedir a venda de celulares piratas em Mercado Livre, Amazon e Shopee.
Contexto da operação da Anatel

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O que motivou a ação?
Segundo Alexandre Freire, conselheiro da Anatel e líder do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP), a medida se torna urgente diante da demora dos marketplaces em adotar providências eficazes para impedir a comercialização de produtos não homologados. “Apesar do diálogo, as lojas online têm postergado medidas para barrar a venda de celulares irregulares. Essa prática expõe o consumidor a riscos e danos potenciais”, declarou Freire.
O que é a homologação?
A homologação é o processo pelo qual a Anatel certifica que um equipamento de telecomunicações atende aos requisitos técnicos e padrões de segurança exigidos pela legislação brasileira. Produtos sem essa certificação podem causar interferências, apresentar baixa qualidade e até representar riscos à saúde e segurança do usuário.
Detalhes da operação em centros de distribuição
A ação fiscalizatória reuniu 33 fiscais que visitaram centros de distribuição das plataformas em seis estados:
Bahia
- Mercado Livre: Lauro de Freitas
Goiás
- Shopee: Hidrolândia
Minas Gerais
- Shopee: Betim
- Mercado Livre: Contagem
Rio de Janeiro
- Shopee: São João de Meriti
Santa Catarina
- Mercado Livre: Governador Celso Ramos
São Paulo
- Amazon: Capital
- Mercado Livre: Cajamar
Impactos da comercialização de celulares piratas
Consequências para o mercado formal
A venda de aparelhos piratas compromete a concorrência justa, prejudica as fabricantes e revendedoras autorizadas e reduz a arrecadação de tributos para o governo. Além disso, o comércio ilegal alimenta redes criminosas, fortalecendo a pirataria.
Medidas da Anatel para combater a pirataria
Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP)
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O PACP é a estratégia coordenada pela Anatel para enfrentar a venda de produtos ilegais no setor de telecomunicações. A iniciativa inclui fiscalização, monitoramento de anúncios online, campanhas educativas e parcerias com órgãos de segurança.
Papel dos marketplaces
Freire destacou que, assim como qualquer outro segmento comercial, as plataformas digitais precisam assumir a responsabilidade de fiscalizar e impedir a venda de produtos irregulares. “As lojas não podem postergar medidas efetivas para coibir a comercialização de equipamentos sem homologação,” frisou.
Desdobramentos e balanço da operação

A Anatel informou que divulgará um balanço oficial da ação ainda nesta tarde, mas até o momento não foram divulgados relatórios ou resultados parciais. Espera-se que a operação gere maior rigor no controle de produtos vendidos em plataformas digitais e sirva de alerta para a importância da homologação.
FAQ
O que é a homologação da Anatel?
A homologação é a certificação que garante que os equipamentos de telecomunicação estão em conformidade com normas técnicas e de segurança, permitindo sua comercialização legal no Brasil.
Por que a venda de celulares piratas é ilegal?
Porque esses aparelhos não passaram pela homologação exigida e podem apresentar riscos ao consumidor, além de prejudicar a concorrência legal.
Como a Anatel fiscaliza os marketplaces?
Por meio de operações em centros de distribuição e monitoramento online, solicitando remoção de anúncios de produtos irregulares e aplicando sanções administrativas quando necessário.
Como identificar se um celular é homologado?
Verifique o selo de homologação da Anatel no aparelho ou consulte o número de certificação no site oficial da agência.
Considerações finais
A operação da Anatel reforça o compromisso do órgão com a proteção do consumidor e o combate à pirataria tecnológica no Brasil. Com a fiscalização rigorosa em grandes marketplaces, a expectativa é que os produtos irregulares sejam eliminados das prateleiras virtuais, garantindo mais segurança e qualidade aos brasileiros.
O avanço do comércio eletrônico exige que todas as partes — fornecedores, plataformas e reguladores — atuem de forma integrada para garantir um mercado transparente e confiável. O combate à venda de celulares piratas é um passo fundamental nessa direção.
