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Cerca de 10 mil alunos correm risco de reprovação em universidade; confira

10 mil alunos estão correndo o risco de serem reprovados em universidade. Saiba mais sobre o motivo e veja como evitar a medida!

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Alunos entrando na universidade/direito

A Universidade de São Paulo (USP) está enfrentando um período turbulento com uma greve geral estendendo-se por várias semanas. A Pró-Reitoria de Graduação (PRG) tomou uma decisão controversa que poderá ter sérias consequências para os estudantes.

Segundo um ofício divulgado na última terça-feira (24), o órgão afirmou que a falta de aulas durante o período de greve contará como falta no comparecimento estudantil. Consequentemente, essa medida poderá levar à reprovação coletiva dos estudantes de cursos que continuam em greve.

A greve se iniciou no dia 19 de setembro na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e atingiu outros cursos. A duração da greve varia de curso para curso. Alguns, como a FFLCH e a Escola de Artes e Ciências Humanas (EACH), continuam em greve.

Por que existe o risco de reprovação?

O mecanismo de cálculo da frequência durante esse período de greve é bastante complexo. Basicamente, aqueles que paralisaram por uma semana têm um percentual máximo de frequência de 95%. Esse percentual reduz à medida que as semanas de greve se acumulam, atingindo 68% para aqueles que terminarem seis semanas de greve.

alunos risco de reprovação
Imagem: Pictrider/shutterstock.com

Além disso, para ser aprovado em um semestre, um estudante da USP precisa ter uma frequência mínima de 70% em todas as disciplinas. Essa regra, implementada pela PRG, pode, na prática, levar à reprovação de cursos inteiros. É importante estar ciente dos requisitos acadêmicos e buscar maneiras de atender a essas exigências para evitar possíveis reprovações.

Qual tem sido a resposta à medida da PRG?

Ademais, não é surpresa que muitos estejam insatisfeitos com essa decisão. Por exemplo, após receber o comunicado, a diretoria da FFLCH – um dos institutos mais afetados – pediu a revisão da medida. Ele também solicitou autorização para estabelecer um cronograma de reposição das aulas perdidas devido à paralisação, seguindo o calendário acadêmico.

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Assim, esse período tumultuado para a USP gera preocupação e incerteza entre os estudantes. Afinal, se a PRG mantiver a decisão, muitos podem enfrentar reprovações, independentemente de seu desempenho acadêmico anterior. É uma situação ainda sem solução, que exige acompanhamento.

Imagem: Jessica Tan / Unsplash.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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