Fernando Haddad, ministro da Fazenda, voltou a falar sobre o Desenrola, novo programa de renegociação de dívidas que deve ser oficializado em breve. Na última segunda-feira (06), o chefe da pasta se reuniu com o presidente Lula (PT) para tratar sobre o assunto.
Cerca de 40 milhões de pessoas serão beneficiadas pelo programa Desenrola
Promessa de campanha do presidente Lula está perto de ser concretizada e o Desenrola será disponibilizado em breve. Saiba mais!
Segundo Haddad, será disponibilizado um fundo com R$ 10 bilhões para atender cerca de 37 milhões de brasileiros com dívidas que somadas chegam a R$ 50 bilhões. Por meio do fundo, será possível assegurar taxas de juros mais baixas.
O projeto ainda está em desenvolvimento. Quando for concluído, será apresentado ao presidente e encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação dos parlamentares.
Desenrola: como vai funcionar?
O programa Desenrola deve atuar em parceria com bancos públicos com o objetivo de simplificar a renegociação de dívidas de brasileiros de baixa renda e inscritos em programas como a Serasa.
A proposta veio ainda no período eleitoral, quando Lula falava sobre a criação de um projeto capaz de atender o grande número de brasileiros que se encontram endividados no país.
Inicialmente, o programa atenderá pessoas com renda de até dois salários mínimos e dívidas de até R$ 5 mil, que estejam em atraso por mais de 180 dias. Futuramente, o Governo Federal pretende incluir empresas de pequeno porte para que possam negociar as dívidas e voltar a atuar de forma regular no mercado financeiro.
Como participar do Desenrola?
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Assim que for lançado oficialmente, os brasileiros poderão se inscrever para participar do Desenrola por meio do portal gov.br. Na página, será possível visualizar os débitos pendentes e analisar qual a melhor forma de negociar para a quitação das dívidas.
Depois desta etapa, a instituição financeira encerrará a dívida e poderá conceder novos empréstimos ao cidadão. De acordo com dados divulgados até o momento, a taxa de juros deve ser de até 1,99% ao mês, com base em informações do jornal O Estado de S. Paulo.
Imagem: Rawpixel.com / shutterstock.com
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