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Preços de itens da cesta básica recuam nas capitais

Avatar de Jéssica Cassana Jéssica Cassana · · 6 min de leitura
CESTA BÁSICA

Alguns dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros registraram queda de preço em fevereiro de 2026. Entre eles estão óleo de soja, açúcar, café, arroz e leite, segundo levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apesar dessa redução em itens importantes da alimentação diária, o custo total da cesta básica aumentou em 14 das 27 capitais brasileiras analisadas. O movimento mostra que a inflação dos alimentos continua sendo influenciada por fatores diferentes em cada produto e região.

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A seguir, veja os detalhes da pesquisa e o que essas variações significam para o orçamento das famílias brasileiras.

O que é a cesta básica e como funciona a pesquisa de preços

A cesta básica é formada por um conjunto de alimentos considerados essenciais para garantir a alimentação mínima de uma pessoa durante um mês.

Entre os itens normalmente avaliados estão:

  • arroz
  • feijão
  • óleo de soja
  • açúcar
  • café
  • leite
  • carne
  • farinha
  • outros alimentos básicos do consumo diário

O levantamento nacional acompanha mensalmente a variação desses preços em todas as capitais brasileiras.

Como os dados são coletados

A pesquisa é realizada por meio da coleta direta de preços no comércio varejista, como supermercados, mercados e estabelecimentos alimentícios.

Esse monitoramento permite identificar:

  • tendências de alta ou queda de preços
  • impacto da inflação alimentar
  • diferenças regionais no custo da alimentação

Desde agosto de 2025, o estudo passou a incluir as 27 capitais brasileiras, após a ampliação da parceria entre Conab e Dieese.

A iniciativa também tem como objetivo fortalecer o acompanhamento da segurança alimentar e do abastecimento no país.

Quais itens da cesta básica ficaram mais baratos em fevereiro

Entre janeiro e fevereiro de 2026, cinco produtos importantes registraram queda de preço em grande parte das capitais.

Os itens que apresentaram redução foram:

  • óleo de soja
  • açúcar
  • café em pó
  • arroz
  • leite integral

Como esses alimentos fazem parte da rotina alimentar da maioria das famílias brasileiras, a queda ajuda a aliviar parcialmente o orçamento doméstico.

Mesmo assim, especialistas apontam que as variações de preço dependem de fatores como:

  • oferta de produtos no mercado
  • condições climáticas
  • exportações
  • custos de produção
  • câmbio

Por isso, os efeitos podem variar de uma região para outra.

Óleo de soja teve a maior queda entre os alimentos

O óleo de soja foi o produto que apresentou a redução mais ampla entre os itens analisados.

O preço caiu em 26 capitais brasileiras durante o período avaliado.

As variações negativas ficaram entre:

  • –7,05% em Boa Vista
  • –0,27% em Brasília

A única capital onde o preço permaneceu estável foi São Luís.

Por que o óleo ficou mais barato

A queda está relacionada principalmente a dois fatores:

  • aumento da oferta de soja no mercado
  • desvalorização do dólar frente ao real

Com o dólar mais fraco, a soja brasileira perde competitividade no mercado externo. Como consequência, uma parte maior da produção fica disponível no mercado interno, pressionando os preços para baixo.

Café, açúcar, arroz e leite também registraram queda

Outros produtos essenciais da cesta básica também ficaram mais baratos em diversas capitais.

Açúcar

O açúcar registrou queda em 20 capitais brasileiras.

Um dos destaques foi Cuiabá, onde o preço caiu mais de 5%.

Mesmo durante o período de entressafra da cana-de-açúcar, a redução da demanda ajudou a pressionar os preços para baixo.

Café em pó

O café em pó apresentou queda em 21 capitais.

As maiores reduções foram registradas em:

  • Florianópolis
  • Cuiabá

Entre os fatores que contribuíram para a queda estão:

  • expectativa de safra maior
  • redução no ritmo das exportações

Arroz

O arroz teve queda de preço em 16 capitais brasileiras.

Entre as cidades com destaque para a redução estão:

  • Curitiba
  • Salvador
  • Vitória

O movimento está ligado principalmente ao equilíbrio dos estoques e à cautela dos vendedores na comercialização do produto.

Leite integral

O leite integral apresentou redução em 15 capitais.

Mesmo com o início da entressafra da produção leiteira, a importação de derivados lácteos ajudou a manter os preços mais baixos em algumas regiões.

Mesmo com queda em itens, cesta básica ficou mais cara

Apesar da redução em alguns alimentos importantes, o custo total da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras entre janeiro e fevereiro.

Entre as cidades que registraram as maiores altas estão:

  • Natal
  • João Pessoa
  • Recife
  • Maceió
  • Aracaju

Outras capitais também apresentaram aumento no valor total da cesta, como:

  • Vitória
  • Rio de Janeiro
  • Teresina

Esses resultados mostram que a queda de preço em alguns produtos não foi suficiente para compensar o aumento de outros alimentos.

Capitais onde a cesta básica ficou mais barata

Em algumas cidades, o custo total da cesta básica registrou queda.

Entre elas estão:

  • Manaus
  • Cuiabá
  • Brasília
  • Florianópolis
  • Porto Alegre

A redução ocorreu principalmente devido à queda de preços em alguns itens essenciais e a condições locais de oferta.

Cidades com a cesta básica mais cara

Entre todas as capitais pesquisadas, São Paulo registrou o maior custo da cesta básica em fevereiro de 2026.

O valor chegou a R$ 852,87.

Na sequência aparecem:

  • Rio de Janeiro
  • Florianópolis
  • Cuiabá
  • Porto Alegre

O alto custo nas regiões Sul e Sudeste costuma estar relacionado a fatores como maior renda média e diferenças na estrutura de distribuição de alimentos.

Capitais com a cesta básica mais barata

Os menores valores foram observados em capitais das regiões Norte e Nordeste.

Entre elas estão:

  • Aracaju
  • Porto Velho
  • Maceió

Nessas regiões, alguns alimentos possuem custos menores devido à proximidade com áreas produtoras ou ao padrão de consumo local.

Por que acompanhar os preços da cesta básica é importante

O monitoramento da cesta básica é um dos principais indicadores para entender o impacto da inflação no dia a dia da população.

Como os alimentos representam uma parcela significativa do orçamento familiar — especialmente entre as famílias de renda mais baixa — qualquer variação de preço pode afetar diretamente o poder de compra.

Além disso, o acompanhamento desses dados ajuda economistas e autoridades a avaliar:

  • tendências de inflação alimentar
  • impacto das safras agrícolas
  • efeitos do câmbio sobre os alimentos
  • condições de abastecimento no país

Conclusão

A queda nos preços de alimentos importantes como óleo de soja, café, arroz, açúcar e leite trouxe algum alívio para os consumidores em fevereiro de 2026.

No entanto, o aumento do custo total da cesta básica em mais da metade das capitais mostra que a inflação dos alimentos continua sendo um desafio para muitas famílias brasileiras.

Acompanhar a evolução desses preços é fundamental para entender o impacto da economia no orçamento doméstico e nas condições de consumo da população.

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