Alguns dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros registraram queda de preço em fevereiro de 2026. Entre eles estão óleo de soja, açúcar, café, arroz e leite, segundo levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Preços de itens da cesta básica recuam nas capitais
Óleo, café, arroz e açúcar ficaram mais baratos em fevereiro, mas o custo da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras.
Apesar dessa redução em itens importantes da alimentação diária, o custo total da cesta básica aumentou em 14 das 27 capitais brasileiras analisadas. O movimento mostra que a inflação dos alimentos continua sendo influenciada por fatores diferentes em cada produto e região.
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A seguir, veja os detalhes da pesquisa e o que essas variações significam para o orçamento das famílias brasileiras.
O que é a cesta básica e como funciona a pesquisa de preços
A cesta básica é formada por um conjunto de alimentos considerados essenciais para garantir a alimentação mínima de uma pessoa durante um mês.
Entre os itens normalmente avaliados estão:
- arroz
- feijão
- óleo de soja
- açúcar
- café
- leite
- carne
- farinha
- outros alimentos básicos do consumo diário
O levantamento nacional acompanha mensalmente a variação desses preços em todas as capitais brasileiras.
Como os dados são coletados
A pesquisa é realizada por meio da coleta direta de preços no comércio varejista, como supermercados, mercados e estabelecimentos alimentícios.
Esse monitoramento permite identificar:
- tendências de alta ou queda de preços
- impacto da inflação alimentar
- diferenças regionais no custo da alimentação
Desde agosto de 2025, o estudo passou a incluir as 27 capitais brasileiras, após a ampliação da parceria entre Conab e Dieese.
A iniciativa também tem como objetivo fortalecer o acompanhamento da segurança alimentar e do abastecimento no país.
Quais itens da cesta básica ficaram mais baratos em fevereiro
Entre janeiro e fevereiro de 2026, cinco produtos importantes registraram queda de preço em grande parte das capitais.
Os itens que apresentaram redução foram:
- óleo de soja
- açúcar
- café em pó
- arroz
- leite integral
Como esses alimentos fazem parte da rotina alimentar da maioria das famílias brasileiras, a queda ajuda a aliviar parcialmente o orçamento doméstico.
Mesmo assim, especialistas apontam que as variações de preço dependem de fatores como:
- oferta de produtos no mercado
- condições climáticas
- exportações
- custos de produção
- câmbio
Por isso, os efeitos podem variar de uma região para outra.
Óleo de soja teve a maior queda entre os alimentos
O óleo de soja foi o produto que apresentou a redução mais ampla entre os itens analisados.
O preço caiu em 26 capitais brasileiras durante o período avaliado.
As variações negativas ficaram entre:
- –7,05% em Boa Vista
- –0,27% em Brasília
A única capital onde o preço permaneceu estável foi São Luís.
Por que o óleo ficou mais barato
A queda está relacionada principalmente a dois fatores:
- aumento da oferta de soja no mercado
- desvalorização do dólar frente ao real
Com o dólar mais fraco, a soja brasileira perde competitividade no mercado externo. Como consequência, uma parte maior da produção fica disponível no mercado interno, pressionando os preços para baixo.
Café, açúcar, arroz e leite também registraram queda
Outros produtos essenciais da cesta básica também ficaram mais baratos em diversas capitais.
Açúcar
O açúcar registrou queda em 20 capitais brasileiras.
Um dos destaques foi Cuiabá, onde o preço caiu mais de 5%.
Mesmo durante o período de entressafra da cana-de-açúcar, a redução da demanda ajudou a pressionar os preços para baixo.
Café em pó
O café em pó apresentou queda em 21 capitais.
As maiores reduções foram registradas em:
- Florianópolis
- Cuiabá
Entre os fatores que contribuíram para a queda estão:
- expectativa de safra maior
- redução no ritmo das exportações
Arroz
O arroz teve queda de preço em 16 capitais brasileiras.
Entre as cidades com destaque para a redução estão:
- Curitiba
- Salvador
- Vitória
O movimento está ligado principalmente ao equilíbrio dos estoques e à cautela dos vendedores na comercialização do produto.
Leite integral
O leite integral apresentou redução em 15 capitais.
Mesmo com o início da entressafra da produção leiteira, a importação de derivados lácteos ajudou a manter os preços mais baixos em algumas regiões.
Mesmo com queda em itens, cesta básica ficou mais cara
Apesar da redução em alguns alimentos importantes, o custo total da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras entre janeiro e fevereiro.
Entre as cidades que registraram as maiores altas estão:
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- Natal
- João Pessoa
- Recife
- Maceió
- Aracaju
Outras capitais também apresentaram aumento no valor total da cesta, como:
- Vitória
- Rio de Janeiro
- Teresina
Esses resultados mostram que a queda de preço em alguns produtos não foi suficiente para compensar o aumento de outros alimentos.
Capitais onde a cesta básica ficou mais barata
Em algumas cidades, o custo total da cesta básica registrou queda.
Entre elas estão:
- Manaus
- Cuiabá
- Brasília
- Florianópolis
- Porto Alegre
A redução ocorreu principalmente devido à queda de preços em alguns itens essenciais e a condições locais de oferta.
Cidades com a cesta básica mais cara
Entre todas as capitais pesquisadas, São Paulo registrou o maior custo da cesta básica em fevereiro de 2026.
O valor chegou a R$ 852,87.
Na sequência aparecem:
- Rio de Janeiro
- Florianópolis
- Cuiabá
- Porto Alegre
O alto custo nas regiões Sul e Sudeste costuma estar relacionado a fatores como maior renda média e diferenças na estrutura de distribuição de alimentos.
Capitais com a cesta básica mais barata
Os menores valores foram observados em capitais das regiões Norte e Nordeste.
Entre elas estão:
- Aracaju
- Porto Velho
- Maceió
Nessas regiões, alguns alimentos possuem custos menores devido à proximidade com áreas produtoras ou ao padrão de consumo local.
Por que acompanhar os preços da cesta básica é importante
O monitoramento da cesta básica é um dos principais indicadores para entender o impacto da inflação no dia a dia da população.
Como os alimentos representam uma parcela significativa do orçamento familiar — especialmente entre as famílias de renda mais baixa — qualquer variação de preço pode afetar diretamente o poder de compra.
Além disso, o acompanhamento desses dados ajuda economistas e autoridades a avaliar:
- tendências de inflação alimentar
- impacto das safras agrícolas
- efeitos do câmbio sobre os alimentos
- condições de abastecimento no país
Conclusão
A queda nos preços de alimentos importantes como óleo de soja, café, arroz, açúcar e leite trouxe algum alívio para os consumidores em fevereiro de 2026.
No entanto, o aumento do custo total da cesta básica em mais da metade das capitais mostra que a inflação dos alimentos continua sendo um desafio para muitas famílias brasileiras.
Acompanhar a evolução desses preços é fundamental para entender o impacto da economia no orçamento doméstico e nas condições de consumo da população.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
