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CNH mais cara no RS e mais barata na PB: disparidade de até R$ 3 mil em todo o Brasil, confira ranking

Diferença no custo da CNH entre estados chega a R$ 3 mil; governo quer reduzir burocracia e tornar processo acessível.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
CNH governo

A obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) se tornou um desafio financeiro para milhões de brasileiros. Um levantamento recente do Ministério dos Transportes, com base em dados dos Detrans estaduais, revelou uma diferença alarmante no custo para se habilitar entre as unidades da federação: o valor pode variar até R$ 3 mil, dependendo do estado.

Segundo o ranking divulgado, o Rio Grande do Sul lidera como o estado com a CNH mais cara do país, com custo médio de R$ 4.951,35. Na outra ponta, a Paraíba oferece o menor valor, com R$ 1.950,40. Apenas São Paulo, além da PB, tem custo abaixo dos R$ 2 mil, com média de R$ 1.983,90.

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Preço elevado afasta milhões de brasileiros da legalização

CNH
Imagem: _JERO SenneGs – Freepik

A desigualdade no acesso à habilitação não é apenas estatística — é social. De acordo com a pesquisa Perfil do Condutor Brasileiro, feita pelo Instituto Nexus e divulgada pelo Ministério dos Transportes, 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação e 32% afirmam que o alto custo é a principal razão para não se regularizarem.

Os dados revelam ainda que:

  • 80% dos entrevistados consideram a CNH “cara” ou “muito cara”
  • 66% avaliam que o valor cobrado não corresponde ao serviço prestado
  • Entre brasileiros com renda familiar de até um salário-mínimo, 81% não possuem habilitação
  • No Nordeste, 71% não têm CNH; no Norte, esse número chega a 64%

Essa realidade, segundo especialistas, contribui diretamente para a informalidade no trânsito e para o aumento de riscos à segurança pública.

Ranking das CNHs mais caras do Brasil

Confira os cinco estados onde tirar a CNH custa mais caro:

  • Rio Grande do Sul – R$ 4.951,35
  • Mato Grosso do Sul – R$ 4.477,95
  • Bahia – R$ 4.120,75
  • Minas Gerais – R$ 3.968,15
  • Santa Catarina – R$ 3.906,90

Imagem: Divulgação/Ministério dos Transportes

Governo quer reduzir custos e burocracia da CNH

Diante do cenário preocupante, o governo federal estuda uma série de medidas para tornar o processo de habilitação mais acessível. Em entrevista ao UOL News, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a obrigatoriedade das autoescolas pode ser revista, com o objetivo de reduzir custos em até 80%.

O projeto, já finalizado pelo Ministério, agora aguarda avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se aprovado, poderá representar uma das maiores reformas no processo de emissão da CNH em décadas.

Aulas teóricas e práticas podem deixar de ser obrigatórias

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Entre as mudanças propostas, destaca-se a possibilidade de tornar facultativas as aulas teóricas para as categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). Atualmente, a legislação exige 20 horas-aula obrigatórias.

Já na parte prática, os candidatos teriam a alternativa de contratar instrutores autônomos devidamente credenciados, sem a necessidade de recorrer exclusivamente a autoescolas ou CFCs (Centros de Formação de Condutores).

Reação das autoescolas: resistência e alerta sobre impactos

CNH redução
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência de entidades do setor. A Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas) se posicionou contra a medida, alegando que, caso implementada, pode provocar o fechamento de mais de 15 mil autoescolas e a eliminação de cerca de 300 mil empregos.

Conclusão: CNH acessível é caminho para inclusão e segurança

A grande variação no custo da CNH pelo país revela não apenas desigualdade econômica, mas um entrave real para a inclusão social e para a formalização de milhões de brasileiros. A proposta do governo, ao buscar simplificar o processo e reduzir os custos, pode ser o início de uma transformação necessária.

A expectativa é que, com regras mais acessíveis e flexíveis, mais brasileiros possam legalizar sua situação no trânsito, reduzindo a informalidade, ampliando a segurança viária e promovendo justiça social.

Com informações de: Economia – UOL

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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