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De quem é a culpa pelos preços altos dos combustíveis?

Saiba mais sobre o cenário atual e quais são os fatores influenciando nos preços

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Os brasileiros estão pagando cada vez mais para encher o tanque do carro. Segundo resultado da pesquisa semanal da ANP, divulgada entre este e o último domingo, o preço do litro da gasolina comum já passa dos R$ 7,00 em pelo menos quatro estados brasileiros. São eles Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Acre e Tocantins. Os locais com preços mais elevados são os estados TO e RS, com preços que chegam a até R$ 7,36. Mas, afinal, de quem é a culpa pela alta do combustível?

De quem é a culpa pelos preços altos do combustível?

Primeiramente, vale dizer que, no acumulado deste ano até julho, o preço do combustível já avançou 27,51%. Enquanto isso, o preço do diesel teve uma alta de 25,78%. Nos postos do país, o aumento é evidente. Na semana passada, o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço médio do litro da gasolina se aproximou de R$ 6. O diesel atingiu R$ 4,616 por litro.

Mas, afinal, qual é o motivo de preços tão altos? Do lado do governo, Bolsonaro tem cobrado publicamente que os estados reduzam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para que, dessa forma, os preços da gasolina e do diesel recuem. Porém, antes é preciso entender como os preços da gasolina e do diesel são definidos.

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Você sabe como se forma o preço na bomba?

De acordo com informações divulgadas pela Petrobras, coletadas entre 25 e 31 de julho de 2021, atualmente o preço da gasolina praticado na bomba é composto pelas seguintes porcentagens:

  • 12,2%: distribuição e Revenda;
  • 15,7%: custo do Etanol Anidro;
  • 27,4%: ICMS;
  • 11,7%: CIDE e PIS/PASEP e COFINS;
  • 33%: realização da Petrobras.

Contudo, vale dizer que essas porcentagens mudam de acordo com o combustível. No caso do Diesel, por exemplo, o valor da “Realização Petrobras” é maior do que o do imposto cobrado sobre este combustível, sendo a porcentagem de 52,7%, enquanto o custo do combustível é de apenas 11,3%.

Com isso, é possível entender que, no caso da gasolina, o que mais torna caro o valor praticado na bomba são os impostos. Em especial o ICMS. Ao todo, ao somar os impostos cobrados, eles representam quase 40% do valor pago pelo cidadão brasileiro. Já no caso do diesel, os impostos não tem muito impacto, representando apenas 22,7%.

Crise política também influencia na alta do dólar e do combustível

Por fim, pode-se dizer que o principal “culpado” das altas da gasolina e do diesel vem sendo o real desvalorizado. Até esta quarta-feira (25), por exemplo, o dólar acumulava alta de 0,46% sobre o real este ano. Em março, no entanto, a valorização chegou a 11%. Então, o câmbio está, sim, entre os principais culpados.

Contudo, tanto o agravamento da crise institucional com ameaças feitas pelo presidente às eleições e aos demais poderes, como a má gestão do governo Bolsonaro durante a pandemia, impactam fortemente para essa desvalorização crescente da moeda. Assim, a questão fiscal precisa ser atacada, mas questão política também, pois uma influencia na outra.

Bolsonaro já reclamou publicamente da alta dos preços do combustível e tirou Roberto Castelo Branco do comando da estatal no início deste ano. Ele foi substituído pelo general Joaquim Luna Silva.

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Imagem: Studio4dich / shutterstock.com

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