O Bolsa Família foi reformulado e agora o número de integrantes da família é levado em consideração na hora do cálculo da transferência de renda. O objetivo é o mesmo: emancipar famílias que se encontram em situações de vulnerabilidade.
Como aumentar o pagamento do Bolsa Família?
Com a reformulação do Bolsa Família agora é possível ganhar mais de R$ 1 mil pelo benefício. Descubra como!
Essa decisão foi tomada porque uma família unipessoal, ou seja, com apenas um integrante recebia o mesmo valor de uma família composta por mais pessoas. Em suma, todos ganhavam R$ 600 no antigo Auxílio Brasil.
Diante dessa situação, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, que é o responsável pelo Bolsa Família, definiu que algumas famílias deveriam ter o valor do benefício acrescido. Portanto, há três maneiras de aumentar este valor. Confira a seguir.
Acréscimos no Bolsa Família
Agora, o Bolsa Família conta com o Benefício da Primeira Infância, variável familiar para crianças, jovens e gestantes. Dessa forma, o valor de R$ 600 é automaticamente garantido à família beneficiada. De acordo com as novas regras, cada integrante deve receber no mínimo R$ 142 do programa.
Por isso, os acréscimos foram viabilizados. Sendo assim, desde o dia 20 de março as famílias com crianças de até seis anos de idade passaram a receber o acréscimo de R$ 150 do Benefício da Primeira Infância.
O valor é recebido de acordo com a quantidade de crianças a partir de 6 anos. Isso significa que se houver uma família com 3 crianças nessa faixa etária, o valor do Bolsa Família pode chegar a R$ 1.050,00. Essa é uma das maneiras de aumentar o pagamento do Bolsa Família.
Em breve, mais dois benefícios no Bolsa Família
A partir de junho, o Bolsa Família vai acrescentar R$ 50 nos ciclos familiares compostos por crianças a partir de 7 anos de idade e jovens de até os 18 anos. Este é o Benefício Variável Familiar para crianças e jovens.
Por exemplo, se em uma família tiver duas crianças de até seis anos e um jovem de até 18 anos, o valor recebido no programa social será de R$ 950. Além disso, será também a partir de junho que as gestantes, por meio do Benefício Variável Familiar para gestantes, passarão a receber mais R$ 50.
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Requisitos para pagamentos extras
Para que esses benefícios extras sejam transferidos à família beneficiária, o ciclo familiar deve se atentar a todas as exigências do programa. Caso não cumpra alguma dessas regras, há risco de não receber o acréscimo e ainda ser cortado do programa:
- gestantes devem fazer o acompanhamento pré-natal;
- o registro do CadÚnico deve ser atualizado a cada dois anos ou a cada mudança;
- a renda per capita não pode ser maior que R$ 218;
- crianças de até 7 anos de idade devem ter um acompanhamento nutricional;
- crianças de até 5 anos devem ter pelo menos 60% de frequência escolar;
- estudantes de até 18 anos devem ter pelo menos 75% de frequência escolar;
- o cartão de vacinação deve estar atualizado de acordo com o calendário nacional.
Imagem: rafapress / Shutterstock
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