O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil vem crescendo exponencialmente e já ultrapassa a marca dos 14 milhões, de acordo com os dados mais recentes. Essa mudança traz desafios e implicações importantes, especialmente no que se refere à aposentadoria desses trabalhadores.
Como fica a aposentadoria do trabalhador CLT que vira MEI?
Saiba como a aposentadoria é impactada quando um trabalhador CLT se torna MEI, mudando sua forma de contribuição previdenciária.
Adotar a categoria MEI pode parecer uma solução simplificada para muitos brasileiros que desejam formalizar suas atividades. No entanto, essa decisão impacta diretamente o cálculo e os direitos relacionados à aposentadoria no futuro. Vamos entender como isso acontece.
O que acontece com a aposentadoria do MEI?

O regime do MEI permite que o empreendedor seja enquadrado em um sistema tributário vantajoso com menor custo. No entanto, a contribuição previdenciária do MEI é proporcionalmente menor, fixada em 5% sobre o salário mínimo. Essa simplificação traz implicações importantes para a aposentadoria dessa categoria.
Para aqueles que optam por ser MEI, especialmente se migraram de um regime CLT onde havia contribuição superior para o INSS, é fundamental entender as opções para não sair prejudicado no momento de se aposentar:
- Se sempre foi MEi: a aposentadoria será somente por idade, já que as contribuições são baseadas no salário mínimo e não acumulam para aposentadoria por tempo de contribuição;
- Caso tenha migrado do CLT para MEI: é possível somar o tempo de contribuição de CLT com o período como MEI, mas, o período MEI impactará na média salarial devido ao valor reduzido de contribuição.
É possível complementar a contribuição sendo MEI?
A resposta é sim, mas existem limitações. O MEI pode optar por realizar uma contribuição adicional até atingir 20% sobre o salário mínimo, que é a contribuição regular de um trabalhador autônomo. Essa medida permite que o período contributivo como MEI possa contabilizar para a aposentadoria por tempo de contribuição.
Entretanto, é crucial destacar que mesmo com a complementação, as contribuições não podem ultrapassar o valor do salário mínimo, o que pode ser um obstáculo para quem busca uma aposentadoria mais vantajosa.
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Dicas para planejamento previdenciário eficiente para MEIs
Siga essas dicas importantes para o seu planejamento previdenciário:
- Planeje com antecedência: Inicie o planejamento da aposentadoria nos primeiros anos de atividade como MEI;
- Considerar complementações: Avalie a possibilidade e as vantagens de realizar a complementação das contribuições ao INSS;
- Não dependa só do simulador do INSS: Utilize outros recursos e, se possível, consulte um especialista para uma orientação mais precisa.
Tendo em vista essas informações, torna-se evidente que decidir ser MEI impacta diretamente no futuro previdenciário. Sendo assim, é imperativo que o planejamento da aposentadora é feito com cuidado e consideração de todos os fatores envolvidos. A decisão deve ser informada e estratégica para garantir tranquilidade na aposentadoria.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com
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