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Como as finanças podem afetar sua saúde emocional? Dicas para solucionar

Segundo pesquisas, 78% dos brasileiros endividados sofrem ansiedade. Saiba como as finanças podem afetar sua saúde emocional.

Ana Roberta de OliveiraPor Ana Roberta de Oliveira5 min de leitura
Como as finanças podem afetar sua saúde emocional

Quem fica feliz estando endividado? Ninguém, não é mesmo?! É notório os impactos emocionais causados por uma má gestão orçamentária. 

O psicanalista alemão, Abraham Karl, afirma em seu livro The spending of money in anxiety states que “a falta de dinheiro pode ser vista como ameaça à própria segurança do indivíduo e pode vir a contribuir para o desenvolvimento de depressão e sensação de tristeza.”

Confira neste artigo como as finanças podem afetar a sua saúde mental e descubra algumas dicas para solucionar o problema.

Transtornos emocionais causados pelo endividamento

As perdas advindas da inadimplência vão além da área econômica e afetam diretamente a saúde emocional.

O estresse é algo presente na vida de um devedor e, consequentemente, ocasiona outros problemas, como dificuldade de atenção e memória, podendo levar até a depressão.

Estatísticas de endividados com depressão

O Instituto de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) constatou que 80% dos endividados sofrem de depressão e ansiedade.

Um novo estudo da USP revelou que este número aumentou na pandemia do novo Coronavírus, entre março de 2020 e março de 2021.

Comprar compulsivamente é normal?

Já ouviu falar em Transtorno do Comprar Compulsivo? Conhece alguém que usa qualquer sentimento e momento para fazer umas comprinhas?

Você pode não saber, mas, para a Psicologia, compras compulsivas são um transtorno que precisa ser tratado.

O Transtorno do Comprar Compulsivo (TCC) ou Oniomania, é uma síndrome psiquiátrica que foi diagnosticada pelo psiquiatra Emil Kraepelin no início do século XX. Muitas vezes, comprar age como um remédio para aliviar o estresse e/ou a depressão, trazendo a sensação de poder, prazer e bem-estar.

Entre os principais sintomas do distúrbio, segundo a psicóloga Claudia Faria, estão:

  •  compras de itens repetidos, 
  • efetuar compras escondidas de amigos e familiares, 
  • descontrole financeiro,
  • recorrer a empréstimos bancários para efetuar compras, entre outros.

Para tratar, é necessário auxílio psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico.

Como renegociar sua dívida

A organização é a locomotiva para tirar das dívidas e levar até o equilíbrio financeiro.

Primeiramente, você precisa saber o “gigante” que irá encarar, ou seja, conheça o tamanho real da sua dívida. Dessa forma, conseguirá programar de forma consciente as próximas ações.

Negociar as dívidas, ajustando as parcelas à sua realidade, é o próximo passo. Afinal, não adianta negociar e não conseguir pagar.

O trajeto pode demorar, mas o tempo passa de qualquer jeito. Então, escolha solucionar seu problema e construir uma vida melhor.

Feirões de renegociação

Várias empresas realizam feirões de renegociação. Verifique se seu credor também oferece essa oportunidade. Os órgãos de proteção de crédito, como SPC e Serasa, também fazem esse tipo de ação.

Essas programações oferecem oportunidades com condições facilitadas, auxiliando o devedor a recuperar seu crédito.

Empréstimo é solução?

Há uma cultura de desorganização financeira no Brasil. Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 48% dos consumidores brasileiros admitem não fazer um gerenciamento efetivo do próprio orçamento.

O empréstimo pode solucionar seu problema, mas, com falta de planejamento, você corre o risco de entrar no vermelho novamente. Portanto, analise se as taxas de juros compensam e se programe.

Em caso de transtorno, onde buscar ajuda?

Mesmo quitando as dívidas, é necessário tratar os possíveis transtornos. Veja, abaixo, alguns exemplos:

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Ajuda médica

O tratamento mais indicado é a psicoterapia, que investigará a raiz do problema e gradativamente a pessoa se tornará livre. Em casos extremos, em que é identificado também depressão e ansiedade, pode ser indicado um tratamento com psiquiatra, para iniciar medicação antidepressiva e estabilizadores de humor.

Lazer gratuito para equilibrar as emoções

Em entrevista à Forbes, o doutor Arthur Guerra, que é professor das Faculdades de Medicina da USP e do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental, afirma ser as horas de lazer a melhor válvula de descompressão

Sugestões de lazer

Para gerar saúde e bem-estar, deve-se buscar autocuidado por meio de atividades de lazer, como:

  • Maratonar séries;
  • Caminhar no parque;
  • Andar de bicicleta;
  • Dançar;
  • Fazer aulas de dança pelo YouTube;
  • Ouvir podcasts durante afazeres domésticos;
  • Winner Day (dia do vinho) em casa com as amigas;
  • Piquenique.

Criando economias para não se endividar novamente

Ninguém deseja entrar no vermelho novamente, não é mesmo? Por isso, criar uma reserva de emergência é fundamental para não entrar em novas dívidas.

Apenas montar o fundo emergencial não é o bastante. Onde guardar o dinheiro e o momento exato de usá-lo são algumas orientações do Serasa EnsinaO Serasa alerta que o endividamento nem sempre é falta de dinheiro, mas de planejamento orçamentário.

Por isso, o Serasa desenvolveu um teste para auxiliar os consumidores na identificação do seu perfil financeiro. Afinal, o autoconhecimento é super importante para alcançar o controle. 

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Imagem: Sam Wordley / shutterstock.com

Ana Roberta de Oliveira

Autor

Ana Roberta de Oliveira

Roberta Oliveira é estudante de Jornalismo e encantada pelo universo financeiro. Possui cursos de Redator Hacker e Ninja SEO. Focada em buscar novidades econômicas para o leitor, atua como supervisora de redação no Seu Crédito Digital.

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