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Passagens aéreas: saiba como recuperar valores de voos não utilizados

Muitos passageiros têm direito a reembolso ou crédito por passagens aéreas não utilizadas. Veja como consultar e recuperar valores esquecidos.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes3 min de leitura
Passagens aereas

Milhares de brasileiros têm dinheiro para receber de passagens aéreas que nunca foram usadas — e muitos sequer sabem disso.
Voos não embarcados, remarcados, cancelados ou parcialmente utilizados podem gerar crédito, reembolso ou restituição de taxas, dependendo da companhia e das regras tarifárias.

A maior parte dos passageiros desconhece esse direito e acaba deixando valores esquecidos por anos. Mas é possível recuperar tudo rapidamente.

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Por que você pode ter dinheiro a receber?

Existem três situações comuns que geram valores pendentes:

1. Taxa de embarque não utilizada

Se o passageiro não embarca, a taxa de embarque é reembolsável por lei, mesmo em tarifas promocionais.

2. Passagem parcialmente utilizada

Quando o passageiro usa apenas um trecho (ex.: ida, mas não volta), a companhia deve analisar:

  • diferença tarifária
  • taxas de embarque não utilizadas
  • eventuais créditos remanescentes

3. Cancelamentos e alterações

Voos cancelados pela companhia ou remarcados pelo próprio cliente podem gerar:

  • crédito em nome do passageiro
  • reembolso parcial
  • voucher para uso futuro

Muita gente não resgata esses valores.

Como recuperar valores de voos não utilizados (passo a passo)

O processo é simples e pode ser feito em minutos:

1. Localize o código da reserva (localizador)

Pode estar:

  • no e-mail da compra
  • no cartão de embarque antigo
  • no app da companhia aérea
  • no histórico da agência (Decolar, Azul Viagens, etc.)

2. Acesse o site ou app da companhia aérea

Cada empresa tem uma página exclusiva para solicitar reembolso ou verificar créditos.

LATAM

Menu “Minhas Viagens” → “Reembolsos e créditos”.

Gol

“Minhas Reservas” → “Reembolso”.

Azul

“Acessar Reservas” → “Solicitar Reembolso”.

3. Solicite reembolso da taxa de embarque (obrigatório)

Mesmo se a tarifa não permitir reembolso, a taxa de embarque é devolvida quando o passageiro não viaja.

4. Verifique se existe crédito em seu nome

Muitas companhias deixam valores parados por:

  • alteração de voo
  • cancelamento por parte da empresa
  • remarcação paga parcialmente
  • diferença tarifária nunca devolvida

5. Aguarde análise

O prazo médio de devolução varia de 7 a 30 dias, conforme a política de cada companhia.

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E se a passagem foi comprada em agência?

Nesses casos, a emissão é feita por terceiros, então:

  • Decolar
  • Submarino Viagens
  • 123 Milhas
  • Viajanet
  • Hurb

Cada uma tem seu próprio painel de reembolsos.
Mas o direito é o mesmo: taxas e valores não utilizados devem ser analisados e devolvidos.

Como consultar sem ter o localizador

Se o passageiro perdeu o código da reserva, pode recuperar informando:

  • CPF
  • data aproximada da compra
  • origem e destino do voo
  • e-mail usado na compra

As empresas conseguem localizar pelo histórico.

Você pode receber quanto?

Depende da tarifa, mas muitos passageiros relatam:

  • R$ 28 a R$ 70 (taxas de embarque)
  • R$ 120 a R$ 300 (diferença tarifária)
  • R$ 400+ em voos cancelados pela companhia

Alguns acumulam valores de vários voos antigos, especialmente viagens corporativas.

Prazo para pedir o reembolso

Não existe prazo rígido na legislação, mas o ideal é solicitar o quanto antes, já que companhias podem limitar sua própria política de créditos.

A taxa de embarque, porém, pode ser solicitada mesmo anos depois, desde que exista registro da passagem.

Conclusão

Muitos brasileiros têm dinheiro esquecido em passagens aéreas que nunca utilizaram.
Se você já cancelou uma viagem, perdeu um voo, mudou de planos ou usou apenas parte da passagem, é provável que tenha algum valor a recuperar.

A consulta é rápida e gratuita — vale conferir.

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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