As demissões em massa continuam. Desta vez, a Basf, companhia química, anunciou a demissão de 2,6 mil funcionários na Alemanha. Os motivos por trás do corte estão relacionados à crise energética em decorrência da Guerra na Ucrânia, que acaba de completar um ano.
Além das demissões, a companhia projetou um crescimento menor e um encerramento da recompra de ações antecipado devido à situação da economia mundial. Logo depois do comunicado, os papéis da empresa sofreram uma queda de mais de 7% – a maior do ano.
Os colaboradores que serão afetados representam 2% de toda a força de trabalho da Basf. As demissões devem acontecer ao longo deste ano até chegar em 2024.
Situação da Basf
Segundo informações que o InfoMoney divulgou, o lucro e os impostos da companhia terão uma redução entre € 4,8 bilhões e € 5,4 bilhões neste ano, quando em 2022 existiu um alcance de € 6,9 bilhões.
Em outubro do ano passado, a Basf iniciou planos para cortar despesas de € 500 milhões, o que impactou diretamente os trabalhadores. Para se ter ideia, apenas na sede da empresa, haverá dispensa de 1,8 mil pessoas.
Além disso, várias linhas de produção serão fechadas nas fábricas e outros 200 milhões de custos serão diminuídos.
Impacto da Guerra na Ucrânia
Como citado anteriormente, a situação atual da Basf tem influência da Guerra na Ucrânia, visto que os preços do gás natural aumentaram de forma expressiva. Nesse sentido, a companhia alegou que não espera mais que os valores retomem os patamares antes do conflito.
Outro fator importante é que a empresa também perdeu com a invasão da Ucrânia, uma vez que foi responsável por barrar as conexões entre a indústria e a Rússia, que acabou gerando uma perda histórica de € 7,3 bilhões.
A Guerra na Ucrânia completou um ano de duração no dia 24 de fevereiro e não apresenta sinais de cessar-fogo.
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