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Confira a proposta de Lemann para salvar as Americanas

Conheça a proposta de Lemann para salvar a Americanas do rombo fiscal e confira a declaração dos acionistas.

Avatar de Victória Victória · · 2 min de leitura
Imagem do trio de acionistas principais da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles

Com o recente anúncio de rombo fiscal, a Americanas tem passado por situações indesejáveis, como a queda de suas ações na bolsa. Desse modo, os sócios da companhia propuseram aplicar verbas para que a varejista continue funcionando, já que as dívidas chegam a R$ 43 bilhões.

Os principais acionistas da companhia, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, de acordo com o Estadão, propuseram injetar R$ 6 bilhões na varejista.

Os bancos dariam outra parte do valor, para que fosse possível converter parte da dívida em ações. 

Soluções propostas

Primeiramente, é preciso destacar que a fortuna dos três principais acionistas da Americanas seriam capazes de cobrir 3,6 vezes o valor do rombo fiscal. Isso porque suas fortunas, ao final de dezembro de 2022, se somadas, chegavam a R$ 159,85 bilhões. 

Dessa forma, alguns dos envolvidos no processo acreditam que a única saída viável para a empresa seria uma injeção de pelo menos R$ 15 bilhões de dólares pelos acionistas principais. Entretanto, esse investimento só teria retorno a longo prazo. 

Recuperação judicial

Diante da situação de inconsistências contábeis, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, em que os sócios aplicaram valores para manter a Americanas funcionando. 

Sendo assim, de acordo com a nota oficial, o foco desse pedido é manter os empregos, pagamento de impostos e a relação com os fornecedores em dia. Vale destacar que a varejista conta com 3.061 lojas no Brasil e a Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido, dando mais 30 dias à companhia. 

Declaração dos principais acionistas

No último domingo (22), os acionistas de referência da empresa, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles, se manifestaram pela primeira vez sobre o caso. 

Todos eles afirmam que não sabiam do rombo fiscal e que não admitiram qualquer manobra contábil da varejista. Os bilionários ainda mencionam a PwC, responsável por fazer a auditoria da companhia, e afirmaram que nem as instituições financeiras, nem a empresa denunciaram as irregularidades. Os três afirmam que, bem como os demais acionistas da empresa, eles acreditavam que tudo estava correto. 

Por fim, na conclusão da nota, o trio afirma que vai trabalhar para recuperar a empresa o mais rápido possível. Além disso, manterá o foco em um “futuro promissor” para empregados, investidores e parceiros. 

Imagem: Reprodução / 3G Capital

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