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Bitcoin perde valor enquanto tensão no Oriente Médio assusta investidores

A escalada de tensões entre Israel e Irã provoca queda no Bitcoin e nas principais criptomoedas. Veja os impactos, cotações e mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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O mercado de criptomoedas registrou forte instabilidade na sexta-feira, 13 de junho de 2025, com o Bitcoin e outras moedas digitais acumulando perdas significativas. O principal fator por trás da queda foi a escalada nas tensões geopolíticas entre Israel e Irã, que despertou um forte sentimento de aversão ao risco entre os investidores globais.

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Reprodução: Seu Crédito Digital/Freepik

Bitcoin recua com força em meio ao agravamento do conflito

Por volta das 16h (horário de Brasília), o Bitcoin registrava queda de 2,27%, sendo negociado a US$ 105.059,16, de acordo com dados da corretora Binance. Já o Ethereum, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, caía 7,52%, cotado a US$ 2.528,92.

O recuo não se restringiu apenas às maiores criptomoedas. Ativos como Ripple (XRP), Solana (SOL) e Cardano (ADA) também registraram perdas expressivas, acompanhando o movimento global de fuga de ativos considerados de maior risco.

Impacto geopolítico: por que o conflito entre Israel e Irã preocupa os mercados?

A tensão entre Israel e Irã ganhou novos contornos nas últimas 48 horas, após relatos confirmados de que ambos os países realizaram ataques diretos ao território rival. O temor de que a situação evolua para um conflito militar de maior escala provocou volatilidade não apenas no mercado de criptomoedas, mas também nas bolsas de valores, commodities e no câmbio.

Segundo Manish Chhetri, analista da FXStreet, o clima de incerteza geopolítica foi o principal gatilho para o movimento de liquidação das criptos. “Os acontecimentos desencadearam um sentimento de aversão ao risco em todos os mercados. A ação dos preços sugere uma nova correção no Bitcoin, Ethereum e Ripple”, afirmou o especialista.

Análise técnica aponta risco de queda abaixo de US$ 100 mil

Além dos fatores geopolíticos, a análise técnica também indica um possível cenário de baixa para o Bitcoin nos próximos dias. De acordo com Chhetri, se a criptomoeda fechar abaixo da média móvel exponencial de 50 dias, atualmente em US$ 102.447, poderá testar novamente o nível psicológico de US$ 100.000.

Esse patamar é visto como um importante suporte de mercado. Caso o Bitcoin perca essa linha, analistas acreditam que a pressão vendedora pode se intensificar.

Capitalização de mercado das criptomoedas sofre recuo expressivo

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O impacto foi sentido em toda a indústria de ativos digitais. Segundo dados da manhã de sexta-feira 13/6, o valor total de mercado das criptomoedas caiu para US$ 3,22 trilhões, contra um pico de US$ 3,47 trilhões registrado na noite de quarta-feira.

O analista da FxPro, Alex Kuptsikevich, destacou que o movimento de fuga de capital dos ativos de risco foi generalizado, com investidores buscando proteção em ativos mais conservadores, como dólar americano, ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

O Bitcoin ainda é visto como um “porto seguro”?

O desempenho do Bitcoin nos últimos meses havia alimentado a narrativa de que a criptomoeda estaria se consolidando como uma espécie de “ouro digital”, funcionando como proteção em momentos de instabilidade econômica ou política.

Entretanto, a queda registrada nesta sexta-feira coloca em xeque essa percepção. “O mercado ainda testa os limites dessa tese. O desempenho de hoje é um lembrete de que o Bitcoin ainda é, fundamentalmente, um ativo de risco”, explica Kuptsikevich.

Ethereum e altcoins sofrem ainda mais

Enquanto o Bitcoin recuava pouco mais de 2%, o Ethereum e as chamadas altcoins apresentaram perdas ainda mais acentuadas.

Especialistas apontam que essas moedas são mais vulneráveis em momentos de estresse de mercado, devido à menor liquidez e maior volatilidade histórica.

Destaques negativos do dia entre as principais altcoins:

  • Ethereum (ETH): -7,52%
  • Solana (SOL): -9,03%
  • Ripple (XRP): -6,80%
  • Cardano (ADA): -7,12%
  • Polkadot (DOT): -6,75%

Gigantes do varejo e bancos também de olho nas stablecoins

Enquanto o mercado sofre com a volatilidade, algumas grandes empresas seguem avançando em projetos relacionados à blockchain. De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, publicada nesta sexta-feira, Amazon.com e Walmart estão avaliando a possibilidade de criar suas próprias stablecoins.

Essa notícia chega menos de um mês após os bancos JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup anunciarem iniciativas semelhantes.

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As stablecoins, por serem atreladas a moedas fiduciárias como o dólar, são vistas como uma forma de reduzir a volatilidade característica de ativos como Bitcoin e Ethereum. A adoção por grandes empresas pode acelerar a popularização dessas moedas no comércio eletrônico e nos serviços financeiros.

O que esperar do mercado de criptomoedas nos próximos dias?

A curto prazo, os analistas seguem monitorando de perto os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Caso a situação entre Israel e Irã se agrave, a tendência é que a aversão ao risco continue pressionando as criptomoedas.

Por outro lado, se houver sinais de desescalada, o mercado pode retomar parte das perdas recentes.

Níveis técnicos importantes para o Bitcoin:

  • Suporte imediato: US$ 102.447 (média móvel de 50 dias)
  • Suporte psicológico: US$ 100.000
  • Resistência próxima: US$ 108.500
  • Resistência secundária: US$ 112.000

Tendência de médio prazo ainda é positiva?

Apesar da correção atual, analistas de longo prazo continuam otimistas com o Bitcoin. A expectativa é que, superada a crise geopolítica, o ativo possa retomar sua trajetória de valorização, especialmente com o aumento da adoção institucional e o interesse crescente de empresas privadas.

A possibilidade de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos até o final de 2025 também pode favorecer ativos alternativos como as criptomoedas.

Investidores devem redobrar a cautela

Ethereum
Imagem: Freepik

O cenário atual reforça a importância de estratégias de gestão de risco para quem investe em criptoativos. Especialistas recomendam:

  • Evitar alavancagem excessiva
  • Diversificar a carteira
  • Estabelecer limites de perda (stop-loss)
  • Acompanhar os desdobramentos geopolíticos

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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