Desde novembro de 2022, diversas escolas do Irã apresentam casos de envenenamento de meninas iranianas. Segundo levantamento da BBC, houve pelo menos 650 vítimas. Nenhuma foi mortal, mas dezenas precisaram ser internadas por problemas respiratórios, náuseas, tonturas e fadiga.
Conheça a história por trás do envenenamento de meninas iranianas
O envenenamento de meninas iranianas, que ocorreu em escolas, atingiu mais de 650 vítimas. Entenda o contexto da situação!
Apesar de atingir escolas distintas, todos os relatos se iniciam com as estudantes explicando que começaram a sentir um cheiro desagradável de tangerina ou de peixe podre. Em seguida, semanas depois, todas apresentaram algum nível de envenenamento e então adoeceram.
Os principais ataques se deram na cidade religiosa de Qom, localizada a alguns quilômetros da capital do país, Teerã. No entanto, houve registros de casos semelhantes em outras oito cidades.
Boatos sobre o envenenamento de meninas iranianas
Ainda não há qualquer confirmação sobre o motivo desses ataques. Contudo, existe um padrão: os alvos sempre são escolas femininas.
Para o ministro do Interior do Irã, Ahmad Vahidi, “90% dos casos [foi] devido ao estresse”, ainda que as vítimas apresentassem claros sinais de envenenamento.
Por outro lado, o vice-ministro da Saúde do Irã, Younes Panahi, sugeriu que talvez a intenção seja fechar as escolas femininas. Em entrevista coletiva à BBC, ele explicou que “ficou evidente que algumas pessoas desejavam que todas as escolas, especialmente as femininas, fossem fechadas”.
Na terça-feira passada (28), o procurador-geral Mohammad Jafar Montazeri confirmou o início de uma investigação formal sobre o caso. Ademais, ele levantou a possibilidade dos ataques serem intencionais.
Pais e professores demonstram preocupação
Em declaração à emissora Deutsche Welle, uma mãe que vive em Teerã explicou que os pais estão protestando em frente às escolas. “Tenho uma filha que é estudante. Ela conta que esses ataques com gás venenosos começaram em dormitórios durante os protestos em todo o país”, ela esclareceu.
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Dessa forma, professores também se posicionaram sobre a questão. Como, por exemplo, Mohammed Habibi, preso diversas vezes por convocação de greves.
Ele é um dos membros mais conhecidos do Conselho de Coordenação dos Sindicatos de Professores e convocou um novo movimento para os próximos dias.
“Quem está por trás desses ataques precisa saber que a segurança das alunas é nossa prioridade”, reforçou Habibi.
Imagem: Sebastian Castelier | shutterstock
