A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma pesquisa sobre o acesso ao crédito no Brasil. Os resultados foram divulgados na última quarta-feira (7), e apontam que 71% das empresas acreditam que a taxa de juros é o maior entrave para ter esse acesso, que pode ser utilizado em financiamentos a curto e médio prazo. Houve consulta a 2.022 empresários, entre novembro de 2022 e março de 2023.
Conheça o fator que impede o acesso ao crédito no Brasil
Estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria aponta que contratos de financiamentos são pouco benéficos. Veja mais aqui.
A principal taxa utilizada como base no país é a Selic, determinada pelo Banco Central. A pesquisa com nome Sondagem Especial – Condições de Acesso ao Crédito, apontou que as empresas renovaram em condições ainda piores suas linhas de crédito nos últimos seis meses, período do último estudo.
Empresas criticam alta taxa de juros
Entre os entrevistados, 25% julgaram negativa a exigência de garantias reais. Outros 16% apontaram a ausência de linhas que se enquadrem às necessidades de empresas. Acerca da renovação de financiamentos a curto ou médio prazo, 47% das empresas afirmaram que não realizaram novos contratos e renovações, em que 6% não conseguiram, enquanto 28% contrataram ou renovaram.
Se tratando de créditos ao longo prazo, 58% das empresas preferiram não realizá-los, e 14% fizeram contratos dessa modalidade. O estudo aponta que ainda que adotem esses modelos, essas empresas tem sofrido. O percentual de empresas que conseguiram valor igual ou maior ao que necessitavam foi de 69%, enquanto 21% receberam menos do que precisavam.
As organizações mais afetadas são a de pequeno e médio porte. Mesmo renovando seus créditos, um terço das empresas afirma que as condições não são animadoras. Assim, novos contratos afetam de maneira negativa as carências e parcelas.
O Governo Federal, setores produtivos e a sociedade civil têm pressionado o Banco Central para rever a taxa da Selic, atualmente em 13,75%. No entanto, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, ainda não discute essa possibilidade.
Imagem: Thapana Studio / Shutterstock.com
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