O Banco Central (BC), após reunião em Brasília (DF), anunciou nesta quarta-feira (3) por meio do Comitê de Política Monetária (Copom) que a Selic continuará em 13,75% ao ano. Essa foi a terceira reunião realizada neste ano e seu resultado já era previsto pelo mercado financeiro.
Contrariando Lula novamente, Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75%
O Banco Central (BC) anunciou, nesta quarta-feira (3), por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), que a Selic continuará em 13,75%.
Apesar da pressão imposta pelo governo federal para a redução da taxa básica de juros da economia – a Selic -, o BC manteve o aperto monetário. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, já dava sinais de que a taxa deve cair apenas a partir do segundo semestre, devido à alta inflação.
No comunicado que acompanha a decisão, o Copom afirma que a conjuntura demanda paciência na condução da política monetária. O Banco Central também deixa claro que, apesar de ser um cenário menos provável, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.
Posição de Lula e Haddad
Lula e a equipe econômica dizem que não existe uma boa justificativa para que a Selic se mantenha alta como está. Afirmam, ainda, que os altos juros do momento atrapalham investimentos e concessões de crédito, prejudicando ainda mais a economia.
Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, defende maior coordenação entre as políticas fiscal, monetária e prudencial. Alega, ainda, que elas fazem parte da “mesma engrenagem”.
Caso não integradas, teremos dificuldades em fazer aquilo que a economia precisa para ver um horizonte de crescimento.
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O Copom afirmou que, em ambientes com expectativas de inflação desancoradas, o processo desinflacionário tende a ser mais lento e, por isso, a condução da política monetária demanda maior atenção.
Vale lembrar que em 21 de setembro do ano passado o Copom interrompeu um ciclo de 12 altas na Selic, iniciado em março de 2021. No entanto, segue no valor mais alto desde 2017, mostrando os seus sintomas com encarecimento de crédito e desaceleração da economia.
Imagem: Rafastockbr / Shutterstock.com
