Na última quarta-feira (26), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Esse valor vigora desde o começo de agosto. Desde o mês de março de 2021, a taxa básica aumentou 12 vezes seguidas e, assim, subiu 11,75 pontos percentuais. Desse modo, esse se configurou como o maior e mais longo ciclo de alta desde 1999.
Copom mantém Selic em 13,75%
De acordo com as projeções de analistas do mercado financeiro, a taxa Selic vai seguir nesse patamar até junho de 2023.
Copom mantém Selic em 13,75%
De acordo com as projeções de analistas do mercado financeiro, a taxa Selic vai seguir nesse patamar até junho de 2023. Nessa ocasião, deve recuar para 13,5% ao ano. Para o final de 2023, a projeção é que a taxa fique em 11,25%.
O fim da alta de juros ocorre em um cenário de desaceleração da inflação. Sob influência dos preços dos combustíveis, ocorreu a deflação no Brasil por dois meses seguidos. Entretanto, agora a prévia da inflação voltou a subir.
Como é determinada a Selic?
Para determinar o nível dos juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC aumenta a Selic. Quando as perspectivas para a inflação estão em acordo com as metas, o BC pode diminuir o juro básico da economia.
Atualmente, a meta central de inflação é de 3,5% e vai ser oficialmente cumprida caso o índice oscile de 2% a 5%. Para 2023, a meta da inflação está fixada em 3,25% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.
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Apesar das estimativas de inflação estarem acima do teto da meta para 2023, o mercado financeiro estima desaceleração das pressões inflacionárias no ano que vem. Além disso, o BC informou em setembro que está mirando mais adiante nas decisões sobre juros, no início de 2024.
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com
