A Corona Extra voltou a ocupar o topo do ranking das marcas mais valiosas da América Latina em 2026. Segundo o levantamento Latin America 100 2026, da consultoria Brand Finance, a marca de cerveja mexicana foi avaliada em US$ 13,9 bilhões, alta de 4% em relação ao ano anterior.
Com o resultado, a Corona mantém a liderança pelo terceiro ano consecutivo no ranking regional. O levantamento também mostra a força crescente de empresas brasileiras e mexicanas: juntas, as marcas dos dois países representam aproximadamente 79% do valor total das 100 marcas analisadas.
A lista reúne empresas de diferentes setores, como bancos, cervejarias, varejo, telecomunicações, tecnologia e aviação. Ao todo, as 100 marcas alcançaram US$ 187 bilhões em valor de marca, crescimento de 13% em um ano.
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Quanto valem as marcas mais importantes da América Latina?

A diferença entre as primeiras colocadas mostra a concentração de valor nas maiores marcas da região.
A Itaú, do Brasil, aparece na segunda posição, com valor de marca de US$ 9,9 bilhões, após crescimento de 15%. Em terceiro lugar está a mexicana Modelo Especial, avaliada em US$ 8 bilhões, alta de 14%.
O ranking segue com marcas de setores bastante diferentes:
| Posição | Marca | Valor de marca |
|---|---|---|
| 1º | Corona Extra | US$ 13,9 bilhões |
| 2º | Itaú | US$ 9,9 bilhões |
| 3º | Modelo Especial | US$ 8 bilhões |
| 4º | MercadoLibre | — |
| 5º | Bodega Aurrera | — |
| 6º | Claro | — |
| 7º | Banco do Brasil | — |
| 8º | Bradesco | — |
| 9º | Telcel | — |
| 10º | Nubank | — |
A Brand Finance informa as nove primeiras posições seguintes, mas os valores individuais de todas elas não aparecem no comunicado utilizado como base deste levantamento. Por isso, eles não são estimados aqui.
Por que a Corona continua no primeiro lugar?
A liderança da Corona não significa simplesmente que a empresa vende mais cerveja. O ranking mede o valor da marca, conceito que considera a capacidade da marca de gerar valor econômico para o negócio.
No caso da Corona Extra, a Brand Finance aponta fatores como alcance internacional, capacidade de sustentar preços e expansão da presença da marca em mercados europeus.
A consultoria também cita o crescimento da Corona Cero, versão sem álcool, como um elemento que amplia a presença da marca em um segmento que vem ganhando espaço.
Outro fator específico de 2026 foi a exposição internacional proporcionada pela Copa do Mundo. O México participou como um dos países-sede do torneio, aumentando a visibilidade internacional de diversas marcas mexicanas.
Brasil e México concentram a maior parte do valor
Embora a liderança pertença a uma marca mexicana, o Brasil tem uma participação expressiva no ranking.
De acordo com a Brand Finance, 43 marcas brasileiras aparecem entre as 100 mais valiosas da América Latina, somando US$ 74,7 bilhões. O valor representa crescimento de 15% em relação ao ano anterior.
O México aparece com 31 marcas, que juntas somam US$ 73,3 bilhões, avanço de 17%. Somados, os dois países representam aproximadamente US$ 148 bilhões do valor das marcas presentes no ranking.
A presença brasileira é especialmente forte no setor financeiro. Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Nubank estão entre as principais marcas da região.
Bancos têm papel importante no ranking
O setor bancário continua sendo o mais valioso da América Latina segundo a análise da Brand Finance.
São 20 marcas bancárias no ranking, responsáveis por quase um quarto do valor total das 100 marcas analisadas. Itaú e Banco do Brasil aparecem como os principais representantes do segmento.
O Itaú, além de ocupar a segunda posição geral, é considerado pela consultoria a marca bancária latino-americana de maior valor. O crescimento de 15%, para US$ 9,9 bilhões, foi associado pela Brand Finance ao desempenho financeiro e aos investimentos em recursos digitais.
O Nubank também chama atenção, embora esteja fora das três primeiras posições gerais. A instituição aparece entre as dez marcas mais valiosas da região e, segundo a Brand Finance, foi a segunda marca mais forte da América Latina, com pontuação de 95,2 no Brand Strength Index (BSI), índice utilizado pela consultoria para avaliar a força das marcas.
Cervejarias ocupam espaço de destaque
Depois dos bancos, as cervejarias formam um dos grupos mais relevantes do ranking.
Corona Extra e Modelo Especial aparecem, respectivamente, em primeiro e terceiro lugares gerais. A Brand Finance classifica cervejas como o segundo setor de maior valor no levantamento.
A Modelo Especial teve aumento de 14% no valor de marca, chegando a US$ 8 bilhões. A consultoria relaciona parte desse desempenho à expansão da presença da marca no futebol e aos investimentos em mídia associados à Copa do Mundo de 2026.
Outra cerveja que ganhou destaque foi a Brahma, cujo valor de marca cresceu 65%, segundo o levantamento.
Quais setores mais cresceram?
O avanço não ficou restrito aos bancos e às cervejarias.
As companhias aéreas foram apontadas como o setor de crescimento mais rápido entre os segmentos analisados. A LATAM Airlines teve aumento de 23% no valor da marca, chegando a US$ 1,7 bilhão.
A Gol também entrou no ranking pela primeira vez, com valor de marca de US$ 485 milhões e crescimento de 29% no período considerado. A Brand Finance relaciona o desempenho do setor ao aumento do número de passageiros e à expansão da capacidade das empresas.
O setor de seguros foi a exceção entre os principais segmentos, apresentando queda no valor agregado. A consultoria atribui o resultado, em grande parte, a alterações na composição do ranking, embora algumas marcas importantes tenham registrado crescimento individual.
Qual foi a marca que mais cresceu?
Entre as 100 marcas analisadas, o maior crescimento percentual veio do BTG Pactual.
A marca brasileira teve aumento de 103% em seu valor, passando a valer US$ 957 milhões. Com isso, subiu 37 posições no ranking, saindo do 92º lugar em 2025 para o 55º em 2026.
Segundo a Brand Finance, o desempenho foi associado aos resultados financeiros registrados pelo banco em 2025, incluindo crescimento do lucro líquido e da receita, além das perspectivas de expansão de receitas e valor empresarial.
O que significa uma marca valer US$ 13,9 bilhões?
O valor de marca não corresponde ao faturamento, ao patrimônio ou ao valor de mercado da empresa.
A Brand Finance utiliza uma metodologia própria para estimar quanto uma marca contribui para o desempenho econômico de um negócio. Entre os elementos considerados estão fatores relacionados à força da marca, percepção dos consumidores e impacto econômico associado ao uso daquela marca.
Por isso, dizer que a Corona vale US$ 13,9 bilhões significa que esse é o valor de marca estimado pela consultoria, e não que alguém poderia necessariamente comprar toda a empresa por esse montante.
Essa distinção também explica por que uma empresa pode ter uma marca avaliada em bilhões de dólares mesmo quando seu faturamento anual é muito diferente desse número.
Porto foi considerada a marca mais forte da região
O ranking de valor não deve ser confundido com o ranking de força de marca.
Em 2026, a Porto foi apontada pela Brand Finance como a marca mais forte da América Latina, com 96,9 pontos em 100 no Brand Strength Index e classificação AAA+.
O Nubank ficou em segundo lugar nesse indicador, com 95,2 pontos, enquanto a Sadia apareceu na terceira posição, com 93,5 pontos.
Isso mostra que valor e força de marca são métricas diferentes: uma marca pode ter enorme valor financeiro e outra apresentar indicadores superiores de força, reconhecimento ou relacionamento com consumidores.
O que o ranking revela sobre as marcas latino-americanas?

Os dados de 2026 apontam para uma economia de marcas cada vez mais diversificada na região.
Embora bancos e cervejarias continuem dominando uma parcela importante do ranking, empresas de varejo, tecnologia, telecomunicações e aviação também aparecem entre as marcas de maior valor.
A concentração entre Brasil e México permanece evidente. Ao mesmo tempo, o desempenho de empresas como MercadoLibre, BTG Pactual e Nubank mostra que marcas originadas na América Latina também conseguiram construir operações e reconhecimento em mercados além de seus países de origem.
Para o consumidor, o ranking também ajuda a dimensionar o peso econômico de marcas presentes no cotidiano. Bancos, supermercados, empresas de telecomunicações, plataformas digitais e cervejarias representam uma parcela significativa do valor construído pelas maiores empresas da região.
Conclusão
A Corona Extra encerra 2026 novamente no topo do ranking das marcas mais valiosas da América Latina, com valor estimado em US$ 13,9 bilhões. O resultado reforça a força da marca mexicana e sua presença internacional.
O levantamento também evidencia o peso de empresas brasileiras e mexicanas na economia regional. Juntas, elas representam a maior parte do valor das 100 marcas analisadas pela Brand Finance, com bancos, cervejarias, empresas de tecnologia, varejo e telecomunicações entre os principais destaques.
