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Corrente enganosa no WhatsApp busca difamar Lula

Início conturbado. O presidente Lula tem sido alvo de correntes enganosas no WhatsApp que distorcem dados de seu governo. Saiba mais

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Presidente Lula com mãos unidas levadas ao rosto e com expressão de preocupação

Recentemente, têm circulado no WhatsApp informações enganosas que buscam difamar o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corrente traz dados distorcidos do início de seu governo.

O conteúdo da mensagem distorce temas como cobrança de impostos, salário mínimo, fechamento de fábricas e o piso salarial de enfermagem. Siga na leitura para entender o caso!

Lula é alvo de corrente com informações falsas no WhatsApp

O aplicativo mensageiro vem sendo utilizado por usuários contrários ao presidente Lula para a veiculação de informações falsas e distorcidas sobre o início de seu governo. O conteúdo do texto inicia com a frase “Fazuelli e veja: primeiro mês da quadrilha no poder”. Na sequência aparecem uma lista de informações falsas.

Em matéria especial, o jornal Estadão, checou as informações apresentadas nas mensagens que estão sendo compartilhadas nas redes sociais. O conteúdo destaca a saída de 13 fábricas do Brasil em decorrência do novo governo. Segundo o jornal, somente três fecharam unidades, mas não estão de saída do país. 

Outro fato distorcido é a saída de fábricas de veículos elétricos do Grupo Stellantis do Brasil, uma vez que a companhia não possui esse tipo de fábricas dentro do país. Além disso, o grupo não deve fechar a Citroën ou a Jeep.

Compartilhamento de informações falsas relacionadas ao novo governo ganha força

As informações falsas e distorcidas abordam os mais variados assuntos, indo desde a economia, até questões relacionadas à saúde pública e pautas sociais. Confira a seguir a checagem de fatos retratados nas correntes de WhatsApp:

  • É falso: que a bolsa de valores atua com queda de 30%. O Ibovespa fechou o último mês de janeiro em alta de 3,37%. No mês de fevereiro, o acumulado até o dia 20 apresenta uma queda de 3,53% em relação a janeiro;

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  • É distorcida: a informação da volta da cobrança e aumento do ICMS em combustíveis. Por meio de Medida Provisória, Lula prorrogou a isenção dos impostos federais sobre os combustíveis até o fim de 2023 para diesel, biodiesel e gás de cozinha. Gasolina e Álcool possuem isenção até o fim de fevereiro;
  • É falso: que o seguro DPVAT subiu de R$ 12 para R$ 292. O pagamento está suspenso em 2023;
  • É falso: que o aumento do piso salarial de Enfermagem dado por Bolsonaro foi suspenso. A suspensão aconteceu ainda em setembro de 2022 e não possui relação com o atual governo;
  • É falso: o veto de Lula quanto ao aumento do mínimo em R$ 20. Novo aumento deve ser dado em maio, de acordo com o presidente.
  • É distorcida: a informação sobre o aumento de R$ 7 mil nos salários dos ministros do STF. O presidente Lula sancionou em 10 de janeiro, mas a medida não foi proposta pelo mesmo, a aprovação aconteceu ainda em agosto de 2022;
  • É verdadeiro: o veto da inclusão de matérias escolares como programação e robótica na grade escolar; 
  • É verdadeiro: o desenvolvimento da Secretaria de Políticas Digitais. No entanto, os mecanismos utilizados não devem violar os direitos civis;
  • É verdadeiro: que o Brasil não faz mais parte do acordo mundial contra o aborto. Sobre o assunto, o governo destacou em nota que o Conselho de Genebra tem um “entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família e pode comprometer a plena implementação da legislação nacional sobre a matéria, incluídos os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

*Contém informações do Estadão.

Imagem: Marcus Mendes/ Shutterstock

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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