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Corte de juros é inevitável, mas será mais contido ou mais agressivo; entenda panorama

Descubra o panorama atual e entenda se os cortes de juros inevitáveis serão mais contidos ou agressivos. Saiba mais agora na matéria.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
Imagem de uma pessoa mexendo com dois blocos. Um com símbolo de porcentagem, outro com setas para cima e baixo.

A taxa de inflação mensal medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apresentou uma diminuição de 0,08% no último mês, marcando a primeira queda desde setembro de 2022.

Além disso, a taxa de inflação acumulada em um período de 12 meses também registrou uma redução, alcançando 3,16%. Esse resultado alcança a meta estabelecida para 2023, que era de 3,25%. É um sinal positivo de que as políticas adotadas pelo governo para controlar a inflação estão surtindo efeito.

No entanto, embora esteja previsto que a inflação seja nula no próximo mês, a variação acumulada em 12 meses voltará a aumentar.

Durante o segundo semestre, espera-se que o aumento dos preços seja moderado, com uma variação mensal entre 0,3% e 0,6%. A expectativa é de um pico anual de 5,3% em setembro.

Afinal, no que isso influencia o cidadão brasileiro?

Uma boa notícia para os consumidores é que os preços dos alimentos para consumo doméstico podem se manter estáveis ou até mesmo apresentar uma pequena deflação ao longo do ano. Isso traz um alívio para as famílias que têm enfrentado altas nos preços dos alimentos nos últimos anos.

Outro ponto de discussão atual é a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central. A dúvida, no entanto, reside no tamanho da primeira redução de valores, que pode ser de 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

Possível baixa na taxa Selic ao longo do ano

Os índices de inflação centralizados e as variações de preços no setor de serviços ainda estão acima da curva do IPCA, o que indica a necessidade de um corte mais cauteloso de 0,25 ponto em agosto.

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Espera-se uma aceleração no ritmo dos cortes nos próximos meses, chegando a 0,5 ponto cada uma nas três decisões restantes no ano.

Se as previsões se confirmarem, a taxa Selic pode passar dos atuais 13,75% e encerrar o ano em 12%, com uma redução total de 1,75% durante o segundo semestre. Apesar dos cortes, a taxa de juros real permanecerá elevada, acima de 6,5%.

Por fim, prevê-se que a inflação encerre o ano em mais ou menos 5%, ultrapassando o limite máximo do intervalo de tolerância do sistema de metas. Isso indica que ainda há desafios a serem enfrentados para controlar a inflação de forma mais efetiva e garantir a estabilidade econômica do país.

Imagem: Andrii Yalanskyi / shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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